Eu acho que começa a ser perigoso só o facto de eu sair de casa…
Hoje eu e uma colega paramos o trânsito, literalmente!
Íamos nós a caminho da nossa querida universidade e, para tal, tínhamos de atravessar a estrada, uma vez que o carro ficou estacionado ligeiramente longe da mesma. O procedimento normal para atravessar uma estrada é procurar uma passadeira que, só por acaso, foi o que fizemos. Aguardamos alguns segundos até que uma “alma caridosa” decidisse fazer o obséquio de deixar-nos atravessar. Assim foi, houve um rapaz que quis testar os travões do carro e fez uma travagem brusca para deixar-nos passar, acontece que os travões do carro de trás não foram tão rápidos e ocorreu ali um acidente mesmo à nossa frente.
Apesar da nossa estupefacção pelo sucedido percebemos que aquela era a “deixa” para atravessarmos a estrada. A tentar assimilar o que tinha ocorrido, continuamos o nosso percurso e a determinada altura percebemos que os condutores foram tão inteligentes que deixaram escapar as duas testemunhas oculares do sucedido que, ironicamente, éramos nós (pormenores insignificantes).
Ultimamente só nos acontecem coisas estranhas, acho que é mesmo da nossa presença, mas fica um segredo só nosso, senão ainda nos isolam da sociedade… lol
Ultimamente têm acontecido uns episódios engraçados e hoje não foi excepção!
Hoje, como nós somos umas raparigas aplicadas, fomos fazer uma colecta de preços de vários artigos que são indispensáveis para a realização do Plano de Negócios, para a unidade curricular de Gestão de Projectos em Educação.
Assim foi, na parte da tarde fomos a uma empresa que se dedica ao comércio e distribuição de produtos alimentares e não alimentares. Então levávamos uma espécie de lista que tínhamos elaborado antecedentemente e andamos a registar os preços. Tenho de registar que os funcionários desse local eram extremamente simpáticos porque fizeram a pergunta “precisam de ajuda?” umas vezes consideráveis. Aproveito para dizer que se há coisa que eu não gosto (eu e meio mundo) é de entrar numa loja ou algo similar e que façam esta pergunta, até porque se eu precisasse de ajuda não ia estar à espera que me viessem perguntar (digo eu!).
Mas continuando, percebemos que afinal isso não era simpatia dos funcionários mas sim desconfiança, porque quando já estávamos quase a terminar a nossa colecta veio um deles falar connosco e insinuou que nós podíamos, eventualmente, ser da concorrência e que o que estávamos a fazer era proibido.
Pelo menos ficamos a aprender algo novo: é proibido ir a um espaço comercial ver os preços que são praticados pelos mesmos, agora os consumidores nem podem averiguar os preços para saber quais os locais que têm os preços mais competitivos. Nesta sequência de pensamentos acho que grande parte da humanidade já cometeu a ilegalidade de ver os preços de determinados produtos e não os comprou.
Um outro ponto de reflexão: se nós fossemos, de facto, da concorrência, íamos chegar a essa empresa, tirar um bloco de notas e começar a registar os preços na maior descontracção, não?! Eu não sei quanto a vós, mas se eu fosse da concorrência seria mais discreta e adoptava outra estratégia.
Enfim, nestes dias há coisas que só acontecem mesmo às nossas pessoas!
É sempre bom encontrar em frases proferidas por outras pessoas um ponto de encontro com os nossos ideais, com os nossos lemas de vida, com os nossos medos, hesitações, incertezas ou simplesmente encontrar um alvo de reflexão.
No momento presente surgiu um grande alvo de reflexão, embora tudo seja mais fácil perante a ignorância de tudo o que se passa (ou não).
Vamos às frases que este texto está ligeiramente (para nem dizer completamente) confuso, mas acho que isto é o reflexo da minha consciência!
O homem mergulha na multidão para afogar o grito do seu próprio silêncio.(Rabindranath Tagore)
Não devemos permitir que alguém saia de nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz.(Madre Teresa de Calcutá)
O coração tem razões que a razão desconhece. (Pascal)
Se encontrares um caminho sem obstáculos, pensa que talvez não te leve a nenhum lugar. (Autor desconhecido)
Não se deve ter medo de dar um grande passo quando for altura disso. Não se pode atravessar um abismo aos saltinhos.(David Lloy George)
Não somos responsáveis apenas pelo que fazemos, mas também pelo que deixamos de fazer. (Molière)
Nem tudo o que se enfrenta pode ser modificado. Mas nada pode ser modificado enquanto não for enfrentado.(James Baldwin)
Hoje foi um daqueles dias dignos de registo cinematográfico.
Eu explico: hoje, para variar um pouco, decidimos ir para a casa de uma colega fazer um trabalho de grupo (no Caniço) mas, como nós somos umas raparigas civilizadas (às vezes), achamos bem levar qualquer coisa para confeccionar para o almoço. Chegada a hora de confeccionar o almoço conseguimos, ou melhor, o fogão conseguiu a proeza de queimar os hamburgers de galinha de tal forma que os mesmos atirados à cabeça de alguém abriam um buraco. Mas como as imagens valem mais do que mil palavras aqui têm o resultado das nossas "experiências culinárias".
Quando pensamos que mais nada ia acontecer, percebemos que estávamos completamente enganadas! Daí a pouco quando fui consultar a minha caixa de correio electrónico apercebo-me que eu e uma das girls tínhamos reunião no Funchal às 15h, ou seja, daí a 40 minutos (aproximadamente). Foi uma autêntica corrida contra o tempo: almoçamos rapidamente (um almoço alternativo face ao sucedido) e quando íamos a caminho do carro eis que eu quis ver o chão numa outra perspectiva, ou seja, quis ver o chão mais de perto.
Imaginem a seguinte cena: nós as duas debaixo de um guarda-chuva, escadas acima quando uma delas, ou seja, a minha pessoa que, por coincidência, é que transportava o guarda-chuva, decide fazer uma pausa e deitar-se no chão. Pelo menos tive a perfeita noção de que aquele não era o local ideal para repousar e que o chão visto de perto não é lá grande coisa!
Depois disto tudo, chegamos à bendita reunião com uma fragrância digna de comercialização: é que cheirávamos de tal forma a queimado e a fritos que alguém podia confundir-nos, perfeitamente, com uma doninha.
Acho que um realizador de cinema já tem aqui um bom argumento para um próximo filme!
Para variar um pouco, hoje vou recorrer, não à poesia, mas sim à prosa, para não correr o risco de afugentar os poucos leitores deste blog!
Hoje foi daqueles dias em que apanhei chuva e sol, gente simpática e antipática, encontrei gente conhecida e desconhecida (isto dava um poema! lol).
Mas o que queria partilhar convosco, não são os pormenores da minha insignificante existência, mas sim uma cena a que assisti digna de relato.
Estava eu no autocarro quando este fez mais uma das suas habituais paragens, para que entrassem mais pessoas. Acontece que uma dessas pessoas era do sexo feminino e encantou toda a gente que ia naquele autocarro com a sua extrema simpatia. O comovente da situação é que há um homem idoso que estava sentando e, num acto de cavalheirismo (ou talvez não) levanta-se para essa senhora, também ela idosa, sentar-se. A reacção aceitável a este gesto seria um sorriso, um agradecimento, enfim, um qualquer acto de gratidão, o que não aconteceu!
A senhora era tão simpática que num tom de voz agressivo perguntou ao homem: Mas quem é que disse que eu quero sentar-me aí? E continuou o seu percurso para a parte traseira do autocarro a proferir uma série de palavras sem qualquer espécie de sentido.
Naquele momento pensei, de mim para mim, que se a estupidez matasse aquela mulher nem tinha nascido, mas depois também cheguei a uma outra conclusão: se a estupidez, de facto, matasse, este mundo não era habitado por qualquer ser humano, porque todos já tivemos os nossos momentos. Mas, muito sinceramente, nestas condições ter uma reacção deste género é digno de… nem sei bem de quê, mas não é de algo bom, certamente.
O mais curioso é que o homem ficou tão surpreendido pela atitude da mulher que nem teve qualquer tipo de reacção e ainda bem para ela, porque se fosse outra pessoa poderia ter tido uma reacção tão ou mais calorosa do que a dela.
Basta dizer que a mulher era de Santa Cruz e ainda dizem mal dos “machiqueiros”!(lol)
domingo, abril 08, 2007
Esta totalidade que trago na alma Não consigo a vós dizer Esta voz gritante que agonia Deixa este meu mundo perecer Afogando as palavras que brotam Os sons que ficam reprimidos O tempo que de mim se torna inimigo voraz.
Queria tanto a natureza compreender Desenterrar os medos que me sepultam Abraçar-vos tão forte e destemidamente Contra o bater do meu peito descompassado Fulgente por ante vós se decifrar Neste tumultuoso sentimento Que nem o fenecimento consegue eliminar.
Persisto à beira do impetuoso mar Que incita à reflexão sem entendimento Aos dias que na vossa inexistência Não são mais que frios tormentos, Meras quimeras arrastadas ao vento Que de tanto avançar e regredir Ampliam este meu dissemelhante sentir.
É tão irreal esta agitação Visceral este sentimento que em mim habita A esperança que arrebenta do meu peito Quando audaciosamente mergulho em vosso olhar E rememoro a nascente da desigual natureza Tão cristalina e límpida Como a pulcritude que de vós desabrocha.
Correndo o risco de tornar-me repetitiva, volto a postar um poema, mas isto tem uma boa explicação: ultimamente tenho andado a ler e a escrever muita poesia, por isso, vou partilhar convosco mais uma das minhas obras poéticas (dito assim até parece uma coisa profissional).
Espero que gostem tanto de ler o poema como eu de o escrever!
Esses teus harmoniosos olhos Que invocam a comoção do meu cosmos Que asfixiam a serenidade: Ausente no instante em que estás presente. Que clamam pela mais afincada meditação, Que traduzem em significado o Universo, Que encantam, Que brotam emoção, Que extinguem a razão…
Oh, que resplandecente olhar Que retrata medos análogos aos meus, Que irradia uma vivacidade veloz, Que queima a castidade de uma alma, Aniquilada por um sentimento firme Que destrói, Que constrói, Que em Vossa ausência dói…
Cláudia Nóbrega (2/05/2007)
domingo, abril 01, 2007
Detenho-me num local repleto de gente Mas a tua inexistência torna-o desguarnecido. Abundantes são as palavras proferidas Mas todas são desinteressantes Porque a audição extasia Ante a primazia do teu som: O que excede são sonidos frívolos.
Os efémeros momentos tumultuam Todos os instantes parecem infinidades: Rendo-me perante esta autenticidade Que martiriza e choca com o fundamento Com o sentimento que acarreta tormento, Do coração que censura a interdição De tão proeminente emoção.
Cláudia Nóbrega
sexta-feira, março 30, 2007
Louvo o facto de ter chegado a sexta-feira, nem que seja para poder dormir mais um pouco de manhã (acho que isto já é uma boa recompensa!).
Hoje ocorreram alguns acontecimentos ou possivelmente um só acontecimento que me fez reflectir. Essas reflexões, provavelmente, não têm qualquer sentido existirem mas, apesar da minha consciência da realidade e de saber que não posso nem devo ignorar a realidade dos factos, não consigo evitá-las. Estas reflexões não deveriam ocorrer tendo em conta o conteúdo das mesmas e a situação em si, mas há momentos que as despertam e hoje deu-se um desses momentos.
Momentos reflexivos aparte que se prolongarão no fim-de-semana e durante todos os dias da semana, devo dizer que ainda há dias enviaram-me, por e-mail, um endereço electrónico que é muito interessante. Este interesse está relacionado com o facto desse site ter hiperligações para quase todos os sites que costumamos utilizar no quotidiano. Mas como há coisas que só mesmo vendo para crer, aqui está o link:
O fogo que arde Na incerteza que me queima. E tudo é surreal, E tudo é miragem... Só este gérmen De um sentimento fulminante. E sinto-me como água no deserto; E sinto-me como luz na escuridão... E não sei o que sinto, E não sei o que penso... Tudo parece aberrante e insensato... A ideia extasiante desta incerteza me corrompe. É – me estranha esta pitoresca sensação, É – me alheio este sentir... O meu coração palpita descompassado Na intempérie desta volúpia... E me consome o momento de tomá-lo por inteiro... De envolvê-lo em meus braços. Fazê-lo meu. E me sinto delirante perante a perversão De querê-lo a custo, De possuí-lo por inteiro... E nada me detém, nada me contém Na gota crepitante deste sofrer elouquente. Mas amá-lo não poderia sem a sua carícia fria Sobre o meu coração que sente...
Como resposta ao desafio colocado pela minha adorada irmã, em que tinha de responder a quatro “perguntas de algibeira”, aqui vão as respostas:
7 coisas que faço bem:
Há muitas coisas que gosto de fazer e vou partir do princípio que também as sei fazer bem que é escrever, falar, ouvir os outros, ler, dormir, considero também que tenho boas capacidades de organização e de motivação.
7 coisas que detesto:
Que não digam as coisas directamente; Pessoas falsas; Não ter nada para fazer (monotonia); Desorganização; Ter de levantar-me cedo; Não gosto de quem não é capaz de cumprir as suas promessas e volta atrás com a sua palavra; Inveja;
7 coisas que me atraem no sexo oposto:
O facto de ser atencioso, sincero, ter sentido de humor, ser inteligente, delicado, ser bom conversador e, por último mas não menos importante, o olhar.
7 coisas que costumo dizer:
“Isso são meros pormenores...” “Então era isso!” “Isso não interessa nem ao menino Jesus!” “É já a seguir!” “É a vida!” “Eu percebo...” “É mais ou menos isso!”
Ao contrário do que se costuma fazer, não vou desafiar ninguém em concreto para responder a estas questões, no entanto, sugiro que experimentem a fazer este pequeno “exercício”, vão ver que é muito interessante pois ajuda-nos a reflectir sobre nós próprios.
Estou naquela altura do semestre em que o tempo começa a escassear face aos trabalhos que nos são “exigidos” pelos professores mas, apesar dos problemas que advêm disso no que diz respeito a grupos de trabalho e a coisas sem qualquer importância mas que às vezes incomodam, a minha obrigação é, nem mais nem menos, do que dar o meu melhor.
No presente momento, um dos trabalhos que estamos a desenvolver é um plano de negócios que não está a ser tarefa fácil, até porque é algo completamente novo para nós e existem coisas que são muito complexas de realizar, principalmente para quem não está na área da gestão ou da economia.
Eu, pessoalmente, vou encarar este trabalho como um desafio à minha capacidade de adaptação a diferentes tipos de trabalhos, vamos lá a ver se consigo superar mais este desafio.
Mudando ligeiramente de assunto, recentemente coloquei em prática uma ideia que já tinha há algum tempo, que era a de criar um blog de turma. Considero que é uma boa ideia mas só será verdadeiramente útil se todos participarem e derem utilidade a esse espaço. Tenho alguma esperança que eu não seja a única a reconhecer a importância de uma iniciativa deste género mas, como ainda é muito cedo para conclusões, vou deixar que o tempo se encarregue de as gerar.
domingo, março 11, 2007
Não basta querer Porque o sonho é mais fácil que a vida, É mais brando do que a dor, É mais forte que a fraqueza fortalecida, É mais alto que o dignificante valor, É mais voraz do que qualquer determinação E menos intenso do que o sentimento Que habita em meu coração.
Não basta desejar Porque amar é mais difícil que odiar, É mais agitado do que a tempestade, É mais belo que contemplar o luar, É mais doloroso que a maldade E menos contagiante Do que a beleza do teu olhar.
Ontem foi o dia em que se iniciaram as aulas do 2º semestre do ano lectivo de 2006/2006, no entanto, e uma vez que não tenho aulas na 2ª feira, só hoje é que fui até à Universidade. A primeira experiência deste 2º semestre foi, nem mais nem menos, do que quatro horas da unidade curricular de Psicopatologia Infantil e Juvenil.
Esta aula foi uma espécie de déjà vu pois já conhecíamos a professora do semestre transacto, todavia parece-me que esta unidade curricular será mais interessante do que a que a mesma leccionou no semestre passado (Psicologia da Aprendizagem), a avaliar pelo programa que nos foi dado a conhecer hoje. Para além disto, a metodologia das aulas vai sofrer algumas alterações, graças a uma reflexão conjunta sobre aquilo que correu bem e menos bem nas aulas do semestre anterior. Pode dizer-se que esta é uma das vantagens primordiais de ter a mesma docente, no entanto, todos os professores devem reflectir sobre as suas práticas, independentemente de terem ou não os mesmos alunos, com o intuito de melhor de forma qualitativa o ensino.
Aulas aparte e tendo em conta o último post aqui publicado, ainda hoje numa daquelas conversas de café debatíamos um tema muito em voga e quase incontornável nos últimos tempos: o aborto. Por entre um debate em que estavam presentes oito pessoas, todos apresentaram, evidentemente, pareceres muito pessoais sobre esta temática, no entanto, em uma coisa todos concordámos: o referendo realizado no passado domingo é, pura e simplesmente, uma manobra de distracção para problemas que, incontestavelmente, têm mais pertinência.
Mais uma vez foram “poucos a decidir por todos”, se tivermos em consideração que a abstenção rondou os 56,39%. Os resultados finais só demonstram que este é um tema cuja opinião está longe de ser unânime pois 59,2% das pessoas que votaram são a favor da despenalização voluntária da gravidez nas dez primeiras semanas de gravidez e 40,8% discordam da perspectiva anterior.
Como é facilmente perceptível este resultado não é vinculativo, dada a elevada percentagem de abstenção por isso, este é um assunto que levanta e continuará a levantar muitas polémicas, uma delas é que já todos tínhamos percebido que, independentemente do resultado do referendo, a lei sobre a despenalização do aborto seria aprovada, mais tarde ou mais cedo, consideração esta que só vem reforçar a ideia de que não havia necessidade deste referendo e que o objectivo do mesmo não era, propriamente, o de saber a opinião da sociedade portuguesa!
Acho que já têm aqui muita matéria para reflectir…
Hoje é o dia em que os portugueses vão às urnas devido ao referendo que diz respeito à despenalização do aborto. A pergunta que se faz é a seguinte: “Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?”, embora a pergunta tenha suscitado muitas dúvidas, a resposta fica a cargo de todos aqueles que foram ou ainda vão votar. Assim sendo, aproveito para citar uma SMS que recebi hoje apelando ao voto que diz: “Vai votar. Para que não sejam de novo poucos a decidir por todos!”
sexta-feira, fevereiro 09, 2007
Pertenci a uma era Em que a insensibilidade transbordava, Em que o tempo parecia igual, E tudo permanecia tão banal.
Parecias constituir um mero marco da passagem, A actualidade que brevemente concerniria ao passado E a vida prosseguiria ignorando todos os momentos E a intuição permaneceria supérflua por todos os tempos.
Porém os momentos arquitectaram uma agregação Impulsionando o que jamais a razão conjecturaria Manifestando uma revelação tão nítida como o dia De que o futuro permaneceria estanque ante todos esses instantes.
Em diversas situações acalmei-me com a presença reconfortante, Com palavras que emanaram encantamentos, Com a existência que ironicamente parecia desigual Proporcionado instantes de cariz trivial.
As palavras transfiguraram-se em inutilidades Porque perante esse olhar a vida imobiliza, A obscuridade irreversivelmente passa Porque minh’alma se rende perante tanta graça.
O enamoramento consome o mais ínfimo raciocínio, A dúvida assombra qualquer réstia de convicção Mas quando a luz de um olhar renasce Extingue todas as ambiguidades que se conceberam em vão.
Ousaria proferir tais divagares por todo o cosmos, Experimentaria a incorrecção de exteriorizar este poema Convicta de que algo feneceria mas uma vida ressurgia Envolta na áurea que envolve o teu olhar.
O caminho torna-se mais fulgente: Escrevo mil poesias enaltecendo essa magia contagiante Porque a vida se encaminha para a eternidade Iluminando a alma descontente com a felicidade.
Beneficio com a inspiração que emanas Porque a arte clama pelo enaltecimento E após a descoberta do sentimento Imortalizo a tua existência pela infinidade!
Cláudia Nóbrega (1 de Fevereiro de 2007)
terça-feira, fevereiro 06, 2007
Quando estou só reconheço Se por momentos me esqueço Que existo entre outros que são Como eu sós, salvo que estão Alheados desde o começo.
E se sinto quanto estou Verdadeiramente só, Sinto-me livre mas triste. Vou livre para onde vou, Mas onde vou nada existe.
Creio contudo que a vida Devidamente entendida É toda assim, toda assim. Por isso passo por mim Como por cousa esquecida.
Fernando Pessoa
sexta-feira, fevereiro 02, 2007
Saudações a todos os leitores!
Escrevo porque neste momento estou a gozar de umas férias que, apesar de serem relativamente curtas, são óptimas para que haja uma preparação psicológica para o novo semestre que tem início no próximo dia 12 de Fevereiro de 07.
Fazendo uma retrospecção ao semestre que recentemente terminou, posso dizer que os resultados superaram as minhas expectativas e que o curso começa a tornar-se mais interessante à medida que vai ficando mais específico. Por exemplo, áreas como a Administração e Gestão Escolar, Teoria e Desenvolvimento Curricular e Tecnologia e Inovação na Educação são áreas indispensáveis nas Ciências da Educação, designadamente, para que haja uma melhor compreensão daquilo que se passa nos “bastidores” de uma escola e serve, igualmente para que nós, futuros licenciados em Ciências da Educação, ganhemos uma consciência crítica face a tudo isso para que num futuro próximo (espero) possamos intervir, qualitativamente, de forma a melhorar esses mesmos “movimentos de bastidores”.
Para além disso, neste semestre tive o privilégio de colaborar na organização do II Colóquio do DCE – UMa e VII Colóquio Internacional da SEEE intitulado Educação e Cultura, que se realizou no Funchal (Grand Pestana Hotel) nos dias 6 e 7 de Dezembro de 2006. Gostei da experiência porque foi muito enriquecedora, na medida em que é sempre diferente ir a um colóquio apenas para assistir e estar envolvido, de alguma forma, na sua organização. Claro que tenho plena consciência que a minha participação foi uma ínfima parte do necessário para que o mesmo decorresse da melhor forma possível, mas é sempre bom poder dar, nem que seja um pequeno contributo para que um evento desta natureza se realize.
Termino este post com a certeza de que estou preparada para no próximo semestre dar o meu melhor, a ver vamos como corre. Para já, vou aproveitar para descansar e acabar de ler o livro “O Amor nos tempos de Cólera” do escritor Gabriel Garcia Marquez (Prémio Nobel da Literatura - 1982), porque ainda me encontro nos primeiros capítulos mas, fica desde já a promessa de que quando terminar a leitura, faço um post com o feedback.
Até breve!
domingo, janeiro 21, 2007
Existem determinados factos que acarretam uma tonalidade de perplexidade e incompreensão. Assim sendo, assumo, perante os milhares de leitores deste magnífico blog que existem, efectivamente, vários factos que me perturbam um deles é, certamente, o motivo pelo qual a SIC ainda não encerrou as emissões depois de ter colocado, na sua já rica programação, uma novela, série, programa cómico, ou que designação cada um lhe queira atribuir, intitulada “Floribela”. Para quando o último episódio? É que já ninguém sequer chama o dito canal pelo nome, visto que a designação de “floribela” fica melhor pois, segundo aquilo que parece, aproximadamente 90% da programação da SIC é com a Floribela!
Considero que é por programação como esta que este país não evolui, aliás, apenas incute nas crianças o sentido de reprodução daquilo que vêem e não as ensina a produzirem o seu próprio pensamento fazendo com que estas sejam meras cópias da “Floribela” e dos “Morangos com Açúcar”.
Este assunto tem muito que se lhe diga mas existe um outro facto que é intrigante, que são os movimentos estranhos que se processam, exactamente em baixo do Aeroporto Internacional da Madeira. Serão obras? Será o ponto de encontro para reuniões clandestinas de grupos revolucionários? Chuva não é certamente e o vento não bate assim!
E quando eu pensei que, posto tudo isto, já nada me poderia surpreender algo acontece! Recentemente pude descobrir um conceito de justiça completamente inovador que consiste exactamente em roubar a uns para dar a outros. Mas há quem possa alegar que isto não tem nada de inovador pois já o Robin Hood roubava aos ricos para dar aos pobres. Pois é, mas nunca ninguém pensou que o Robin Hood podia ter seguidores e constituir um mestre para muita gente dos mais diversos campos como político, religioso, cultural e mesmo educativo.
Resta-me deixar um alerta: hoje fui eu a vítima de uma seguidora do Robin Hood, amanhã podem ser vocês, por isso, mantenham-se alerta!
sábado, janeiro 06, 2007
Olá a todos!
Espero que tenham tido uma boa passagem de ano!
E, já agora, a própósito de passagem do ano, o Guinness World Records atribuiu à passagem de ano na Madeira o título de "Maior Espectáculo Pirotécnico do Mundo", acho que é um facto mais que suficiente para nós madeirenses estarmos muito orgulhosos.
E já que estou a falar na Madeira, continuarei em território nacional para deixar-vos uma música de uma banda portuguesa que, enfim, dispensa qualquer tipo de comentários!
Já há algum tempo desde que começaram as aulas, segundo o que parece, aliás, o mês de Novembro inicia-se já na próxima semana o que significa que daqui a poucas semanas estaremos, novamente, na época natalícia.
O início do ano foi marcado por uma série de novidades, no que concerne às mudanças efectuadas nos cursos do ensino superior devido ao tão badalado Processo de Bolonha. Inicialmente, as novidades desagradaram-me porque percebi que a maioria das cadeiras que eu tinha efectuado no ano transacto, não eram necessárias mas, com o passar do tempo, habituei-me à ideia (não tive outra alternativa).
Esta é aquela altura do semestre em que os professores começam a atulhar-nos de trabalhos, em que quase nem temos tempo de encher os nossos pulmões de oxigénio! De qualquer forma, estou ciente de que este é apenas o início do que está para vir (raciocínio óbvio), ou seja, sei que isto ainda é uma amostra do que se vai passar em próximas semanas, em que teremos trabalhos (em dose exagerada) e frequências.
Vida estudantil aparte, tenho de dar-vos duas novidades, que me parecem pertinentes em termos musicais: uma delas é que já saiu o novo álbum do Josh Groban, intitulado Awake e que tem como single a música you are loved, é uma música que vale a pena ouvir (podem ouvir a música no site do cantor http://www.joshgroban.com/ ), a outra é que já no próximo mês de Novembro será lançado o próximo álbum dos Incubus, intitulado Light Grenades e tem como single o tema Ana Molly. No meu entender estes são dois álbuns a não perder.
Outra novidade, para além destas a nível musical, é que vai abrir uma loja FNAC na Madeira, mais precisamente no Madeira Shopping e, segundo consta, parece que esta será a maior loja desse Centro Comercial. Acho que a Madeira já tinha falta de uma loja assim, digo isto porque, por exemplo, os estudantes universitários (que é o meu caso) quando precisam de livros mais específicos da sua área, têm de encomendar sempre ao Continente os livros, nomeadamente à FNAC, pode ser que com a abertura desta loja na Madeira consigamos adquirir cá os livros mais facilmente. Claro que a FNAC não tem só livros, se quiserem saber o que podem encontrar nesta loja vão ao site da mesma que é http://www.fnac.pt/pt/ .
Por hoje chega de divagações mas fiquem atentos a próximos capítulos!
Hoje foi, supostamente, o primeiro dia de aulas e, como tal, apeteceu-me ver se a universidade se mantinha no mesmo sítio, visto que não fui lá fazer mais nada pois, segundo constatei no horário, não tenho aulas na segunda-feira e fui convocada (juntamente com os/as restantes colegas) para uma reunião que, ao que parece foi fantasma, porque não existiu!
É sempre bom deparar-se com a competência de certas e determinadas pessoas que (dizem) trabalham. Quando se convoca uma determinada população alvo para uma reunião é suposto avisar-se as pessoas que constituem essa população alvo ou, no mínimo, um membro que a representa, um procedimento que parece básico mas que é novidade para algumas pessoas. O mesmo procedimento é aplicável a uma eventual alteração da data e hora de uma reunião porque, por incrível que pareça, as pessoas têm vida para além das reuniões que, para começar não foram avisadas e que, ainda por cima, foram alteradas!
Uma outra informação adicional que gostaria de dar é que o MSN Messenger não é um local de trabalho! NÓS, alunos das universidades portuguesas é que estamos a pagar (e bem) para que os funcionários das universidades tenham o seu posto de trabalho, para isso, exigimos que os mesmos cumpram com as suas obrigações. Sim, porque parece que sempre que me dirijo a certos e determinados locais, interrompo sempre uma conversa (via-messenger) que não pode esperar!
Tudo isto para dizer que já não se fazem funcionários competentes como antigamente e que, temos de pagar para ver pessoas “penduradas” no Messenger o dia inteiro: uma tristeza!!!
terça-feira, setembro 12, 2006
Playa del Inglés
“Para sempre é muito tempo. O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo...”
Andava um pouco indecisa em relação ao destino de férias que ia eleger e acabei por ir a um sítio que já tinha ido antes, ou seja, acabei por ir para a ilha de Gran Canaria. Acho que cada vez que vou lá tenho mais vontade de voltar e, desta vez não foi excepção!
Apesar de Gran Canaria ser uma ilha, tal como a Madeira, são notórias as diferenças, por exemplo, a nível de beleza natural a Madeira ganha, mas a nível de praias Gran Canaria nem dá a mínima hipóteses à Madeira. Existem ainda outros aspectos que variam, o que noto é que, pelo menos na Playa del Inglês as pessoas são mais liberais e com uma mente mais aberta, acho que isso também se deve ao facto daquele ser um local que é composto, maioritariamente, por turistas, quer sejam alemães, inglês, portugueses, ou de outra origem qualquer.
Desta vez fiquei hospedada num hotel da cadeia RIU e percebi o motivo pelo qual nas agências de viagens dizem que os hotéis RIU são sempre diferentes. A diferença está em muitos aspectos, desde as excelentes instalações, como na simpatia de todos os funcionários (desde os escalões mais baixos até os mais altos), nos serviços que os clientes podem dispor, enfim, acho que os elogios são muitos. Ainda assim, considero que há um, particularmente, importante, que é a valorização que é feita da opinião das pessoas que por lá passam pois, fui solicitada a fazê-lo enquanto lá estive, o que é importante para que o serviço prestado seja cada vez melhor.
Quem já esteve num hotel da cadeia RIU é capaz de partilhar da mesma opinião, alias, fiquei “viciada” nos hotéis RIU e nas próximas férias, a minha escolha a nível de hotéis já está feita!
Considero que é importante sair um pouco da rotina a que nos vamos habituando, lidar e conhecer pessoas novas, visitar sítios nos quais nunca estivemos, falar um idioma que frequentemente não falamos, enfim, estas férias ficarão para sempre na minha memória pelos melhores motivos!
Deixo aqui algumas das muitaaaaaaaaaaaas fotografias que tirei por terras espanholas…
Como é bom contemplar o céu, interrogar uma estrela e pensar que ao longe, bem longe, um outro alguém contempla este mesmo céu, essa mesma estrela e murmura baixinho: "Saudade!"
Ao longo de toda a nossa existência há todo um conjunto de situações que nos colocam num verdadeiro dilema e causam, o que eu chamo de “caos interno” que, normalmente, tem uma duração que será determinada por factores internos e externos ao sujeito. A indecisão é um processo inerente ao desenvolvimento, portanto, é necessário para testar as nossas capacidades no que diz respeito à resolução de problemas e à tomada de decisão. Normalmente, quando estamos perante uma indecisão precisamos de escolher a(s) solução(s) ou a(s) hipótese(s) mais adequada(s) e mais viável(eis) a curto e, eventualmente, a longo prazo. Um indivíduo perante uma indecisão tem de definir estratégias, para que esta indecisão se torne numa certeza, e quanto mais depressa essa indecisão for resolvida mais facilmente o indivíduo poderá testar a validade da estratégia ou estratégias pelas quais optou, tendo de estar preparado para as eventuais consequências que estas podem ter, quer sejam positivas ou negativas. Perante uma indecisão há dois tipos distintos de comportamento, que variam de indivíduo para indivíduo. Enquanto alguns necessitam de um curto espaço de tempo para resolver a situação causadora da indecisão outros, porém, mostram-se mais hesitantes e, regra geral, demoram um maior intervalo de tempo a resolver essa indecisão. É de acrescentar que no segundo caso, muitas vezes, o indivíduo acaba por desenvolver sentimentos de confusão, hesitação e medo mas, como diz Eduardo Burke, “o medo é o mais ignorante, o mais injusto e o mais cruel dos conselheiros”, assim sendo, todos devemos lutar para que todas as nossas indecisões sejam resolvidas rapidamente porque, se agirmos de forma contrária, poderemos adquirir um comportamento confuso que poderá ser irreversível. Claro que há diversos tipos de indecisões e há delas que, por razões óbvias, necessitam de uma análise mais profunda e, consequentemente, demoram mais tempo a ser resolvidas mas, é necessário que percebamos que as indecisões são entraves à busca da felicidade e da satisfação pessoal, logo, se quisermos atingir a felicidade e o bem-estar temos de terminar com as nossas indecisões e definir certezas, já que através da definição de certezas teremos objectivos claros e estaremos predispostos a lutar para que tais objectivos sejam alcançados. Numa indecisão há, no mínimo, dois caminhos pelos quais seguir, claro que muitas vezes existem mais, mas o ideal é que a nossa decisão seja a mais acertada, consoante a situação, mas, se se manifestar errada, temos de tirar as ilações que acharmos que servirão para nosso suporte futuro, aliás aprender é sempre positivo, e é graças a muitas decisões erradas que tomamos, ao longo da nossa vida, que nos tornamos mais racionais, adquirindo a capacidade de enfrentar as situações com outras competências, adquiridas ao longo da nossa história de vida.
Estive a consultar a minha preenchidíssima agenda e, por coincidência ou talvez não, constatei que no passado dia 26 de Agosto, ou seja, no sábado, o blog “Apenas uma fase” faz um anito de divagações!
Esperemos que hajam divagações suficientes para que este blog continue e para que esta fase não termine já.
Agradeço aos conhecidos, desconhecidos, amigos, inimigos, às pessoas importantes ou irrelevantes que por cá passam (embora eu não tenha inimigos e não considere que hajam pessoas irrelevantes), partilhando a sua opinião ou que a interiorizam não contribuindo para a divagação, enfim, pessoas que têm algum interesse por aquilo que aqui é escrito.
Posso apenas dizer que, como amante da escrita que sou, é com muito gosto que faço parte da blogosfera e que dou “voz” a este blog.
Por agora apenas me apraz dizer que são todos bem-vindos a este blog!
"Friendship is like the breeze, You can't hold it, Smell it, Taste it, Or know when it's coming, But you can always feel it, And you'll always know it's there, It may come and then go, But you can know it'll always be back."
Recentemente, descobri, na imensidão que é a Internet, um espaço que, particularmente, me agradou, e que quero partilhar convosco, chamado “O Cantinho da Poesia”. Este espaço trata-se de um local de partilha de poesia e de prosa, ou não fosse o lema deste projecto «O cantinho é de todos e para todos». Como gostei do projecto e do seu lema, também quis fazer parte do mesmo, partilhando alguns dos meus poemas. É bom fazer parte da lista de autores do site e, melhor do que isso, ajudar a ampliar um projecto de grande qualidade, como é o caso deste. Para quem gosta de poesia e de prosa, aqui está um espaço que é obrigatório visitar, basta clicar na imagem seguinte.
quinta-feira, julho 20, 2006
É um mundo que manifesta histeria Que progride sem aguardar pelo dia Modificando o livro da profecia Que agita movido pela fatalidade Pelo quarto que transpira morte Aliviado pelas lágrimas da sorte Que simplificam a complicação Desprezando, protestando a crucificação.
Imensas vidas consumidas Gastas pela maldição Frias tormentas, que aquecem a inspiração Transitando livremente pela condenação Que oculta a indelicadeza casual Que o tempo acaba por recuar Quando tudo amplifica em frente E há quem profira o que não sente.
Defuntos são os pareceres Que apontaram seu dedo sem hesitação Talvez o reflexo saiba revelar a mentira Que te alcançou e à multidão Deixando tão-somente a falsidade Da crítica que se traduziu em veracidade Aniquilando qualquer contemplação Abandonado a estimação que inexistiu!
O passado dos anos multiplica O nada que passou nem inquieta Porque a partilha do vazio não contagia Elevando trevas para lutar com a salvação Perfurando os anos que transmitem satisfação A convicção que invade e estilhaça Para contemplar a plenitude da sensação Que momentaneamente passa.
Permanecerá a complicação A desordem que se amenizará como finalização Liberando a vida para a conclusão Que activará toda a iluminação Ausente aquando do início da existência Presente no pedido de clemência Que recordará toda a insignificância Hoje mantida na clandestinidade.
Uma vez que preferi deixar os “comentários para o fim do jogo” que, neste caso, até foram vários jogos, é possível fazer um rescaldo do Campeonato Mundial de Futebol de 2006, que se realizou na Alemanha.
Primeiramente, não podia deixar de felicitar a Selecção portuguesa de Futebol, equipa técnica e todos aqueles, directa ou indirectamente, envolvidos no sucesso da selecção portuguesa pelo excelente mundial que fizeram.
Apesar da equipa ter chegado apenas ao 4º lugar na classificação, esta honrou e dignificou não só o nome de Portugal mas também a qualidade dos jogadores portugueses e respectiva equipa técnica.
Os jogadores portugueses convocados pelo seleccionador português, Luiz Felipe Scolari, para o mundial foram:
1 Ricardo (Sporting) 2 Paulo Ferreira (Chelsea) 3 Caneira (Sporting) 4 Ricardo Costa (Porto) 5 Fernando Meira (VfB Stuttgart) 6 Costinha (No club affiliation) 7 Luís Figo (Internazionale) 8 Petit (Benfica) 9 Pauleta (Paris St-Germain) 10 Hugo Viana (Valência) 11 Simão Sabrosa (Benfica) 12 Quim (Benfica) 13 Miguel (Valência) 14 Nuno Valente (Everton) 15 Boa Morte (Fulham) 16 Ricardo Carvalho (Chelsea) 17 Cristiano Ronaldo (Manchester United) 18 Maniche (Chelsea) 19 Tiago (Lyon) 20 Deco (Barcelona) 21 Nuno Gomes (Benfica) 22 Paulo Santos (Braga) 23 Hélder Postiga (Saint-Etienne)
As equipas que chegaram à final do mundial de 06 foram a equipa italiana e francesa, o que significa que equipas que assumiam especial favoritismo para a conquista do título de “Campeão do Mundo de 2006”, como a Argentina e o Brasil, foram eliminadas não chegando, consequentemente à final desta competição. Assim sendo, a classificação ficou organizada da seguinte forma:
Campeão do Mundial de Futebol 2006: Itália
Vice-Campeão --> França 3º Lugar --> Alemanha 4º Lugar --> Portugal
Alguns jogadores fizeram deste mundial a sua última participação nas respectivas selecções dos quais saliento Luís Figo (POR), Pauleta (POR), Oliver Khan (GER), e Zinedine Zidane (FRA). Estes jogadores têm, em muito, contribuído para o sucesso das selecções que representam e, com a sua saída, deixam espaço para que novos talentos brilhem.
O próximo mundial será realizado no ano de 2010 na África do Sul mas, antecedentemente ao mesmo, haverá o Euro 2008, organizado pela Suíça e pela Áustria, a ser disputado por algumas selecções europeias.
Termino aguardando que a equipa portuguesa marque presença quer no Euro 2008 como no Mundial de 2010.
Antes de mergulhar nos interessantes vultos que contribuíram grandemente para a história da educação, uma vez que tenho frequência sobre isso um dia destes, não podia deixar de passar por cá, nem que seja para actualizar o blog!
Ultimamente tenho tido uns dias interessantíssimos, acho que mais interessantes era mesmo impossível e, apesar do mecanismo “tanque” (mecanismo de ocupação do cérebro e posterior esvaziamento com o intuito de reter novas informações) não ser o mais apropriado, tenho feito uso do mesmo, à falta de um mecanismo melhor!
Enfim, as férias tardam mas não falham!
P.S. Já agora, aproveito esta oportunidade para agradecer a todos as pessoas que se lembraram que eu, um dia destes, fiquei mais velha! lol Assim é que se vê as pessoas que realmente se lembram e gostam de nós, ou pelo menos que me quiseram lembrar que eu fiquei mais velha! lol :-)
Eu, que gosto de estar sempre atenta às novidades a nível musical, ouvi, recentemente, o novo álbum dos Hoobastank intitulado “Every Man For Himself”. Devo dizer que fiquei surpreendida, pois eu até nem sou muito fã dos Hoobastank, embora tenha tido contacto com o último álbum do grupo (The Reason - 2003).
Para quem aprecia boa música, e convém que também rock, penso que vai concordar com esta minha perspectiva.
Aqui deixo dois vídeos de músicas do novo álbum, para despertar a curiosidade e, quem sabe, talvez sejam um incentivo para ouvir as restantes faixas do álbum!
É verdade, os músicos Norte-Americanos Pearl Jam vêm a Portugal, com o intuito de dar dois concertos no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, já nos dias 4 e 5 de Setembro do corrente ano. Como nem todos têm a sorte de poder ir ao concerto (como certas pessoas que eu conheço! lol) deixo aqui o vídeo de uma das minhas músicas preferidas dos Pearl Jam: espero que gostem! (Podem ir buscar lenços! lol)
Vejo em ti a aquietação, O desprendimento do passado Que decepciona e fatiga, O caminhar para a quietude Para o sentimento que se funde E nutre a esperança autêntica!
Simbolizas o limiar dos desejos, Aquilo que difere do vulgar, A pureza que seduz impiedosamente, Impressionando a natureza, Perturbando esta existência Que te admira inteiramente!
Guardarei sempre esta sensação A fortaleza sentimental, Este contentamento que conquista, Mesmo estando rodeada de antinomias Que em nada limitam este sentir E que estimulam a coragem!
Anoitece e amanhece, As estrelas aparecem e ausentam-se E a reflexão é inevitável, A divagação respeitável, Progredindo para o destino Que defenderá este amor eternamente!
É com enorme pesar que vos dou duas notícias que, sinceramente, me deixaram muito abalada ao ponto de eu nem ter conseguido dormir esta noite! É verdade, caros leitores, não há nada que me custe mais, que afecte o meu bem-estar psicológico do que escrever tais coisas, no entanto, lutarei contra essa tristeza que me abate e informar-vos-ei das notícias a que me refiro.
1º Notícia: Ontem, dia 8 de Maio de 2006, Domingo, ficou a saber-se que a equipa de futebol do Belenenses desceu à Liga de Honra! Sinceramente, não sei como é que a equipa vai ter forças para superar uma tragédias destas, senão reparem, o Belenenses já não vai poder jogar com o Benfica e isso, é algo dramático já que o campeonato para o Belenenses resume-se aos jogos em que o Benfica vai ao Restelo e o Belenenses vai à Luz! É caso para dizer: Temos muita pena!!!
2º Notícia: “O Ronald Koeman, actual treinador da equipa de futebol do Benfica vai para a Holanda dirigir o PSV Eindhoven ”: a notícia caiu como uma bomba! Acho que os benfiquistas ainda não estão conformados com esse facto, tanto é que até estão dispostos a pagar mais para que o Koeman fique, ou pagarão eles para que ele vá embora o mais depressa possível?! Fica aqui a questão em jeito de afirmação (até rimou!).
Depois de duas notícias desta natureza penso que todos os Psicólogos deste país vão ter ocupação!
domingo, maio 07, 2006
Hoje é mais um dia exclusivamente dedicado ao consumismo, na medida é que é o dia da mãe e isso, o que para mim é só sinónimo de consumismo!
Acho que não há um dia específico que deve ser dedicado às mães pois não há maior presente do que o respeito, a ajuda e o amor que pode ser dado todos os dias.
Mudando de assunto, e já que o festival SBSR 2006 está aí a chegar e os korn fazem parte do cartaz, deixo o videoclip mais recente dos mesmos que se intitula “Come undone”.
Quem quiser saber mais sobre os KORN pode fazer uma visita ao site oficial da banda que é http://www.korn.com/ . Tenho de deixar os meus parabéns ao (s) responsável (eis) pelo construção do site porque está espectacular!
Os AUDIOSLAVE não fazem parte do cartaz do SBSR 06, para contentamento de uns e descontentamento de outros, de qualquer forma deixo aqui um dos videoclip do grupo que se chama “Show me how to live”: vejam só aquela condução do Chris Cornell! A constituição actual dos Audioslave é relativamente recente mas, citando o que é dito no videoclip “the question is… who is going to stop them?”.
Adoptando a expressão “o que é nacional é que é bom”, apesar de eu ter alguma preferência pela expressão “o que é regional é que é bom!”, devo dizer que a nível musical, na minha perspectiva, há um grupo que segue esta expressão fielmente, este grupo chama-se FINGERTIPS.
Os FINGERTIPS contam, nesta sua ainda custa carreira musical, com dois álbuns. No que concerne ao primeiro álbum, que saiu no ano de 2003 e é intitulado “ All ´bout Smoke ´N Mirrors”, este contém músicas como “Melancholic Ballad”, “Picture of my own” e “How do you know me”, que foram CD-single. O mais recente trabalho dos mesmos é o álbum “Catharsis” que foi lançado no mês passado, ou seja, no mês de Março de 2006 e que terá como CD-single a música “Cause to love you”.
Devo dizer que já era fã dos FINGERTIPS desde que ouvi o primeiro álbum, mas com este só solidifiquei ainda mais o meu gosto pela banda! Quem quiser saber mais sobre a banda e sobre o vocalista pode consultar o seguinte site que é o site oficial da banda:
Com isto tudo termino dizendo que vale a pena ouvir o novo álbum nem que seja para, em alguns casos, fazer críticas (convém é que sejam construtivas!).
Eu gostei e espero que vocês também!
terça-feira, abril 25, 2006
...e porque a vida continua, encontrei este artigo intitulado “O pesadelo português” de Baptista Bastos, jornalista e escritor português, nomeadamente, escreve no Jornal de Negócios de Lisboa, no “Portugal Digital” e decidi partilhar um excerto do mesmo convosco.
Espero que apreciem tanto quanto eu, pois aqui está uma pequena descrição do país em que vivemos!
O pesadelo português
«Bebemos futebol, comemos futebol, dormimos futebol, futebol, futebol, futebol.Viver em Portugal começa a ter semelhanças com um pesadelo infindável. O português acorda e pensa: que vai hoje acontecer-me? E vai, certamente, acontecer-lhe o pior. Estamos cada vez mais afastados da média europeia. Acentuam-se as diferenças entre o hoje que se desvive e as expectativas de há dez anos. Os mais novos não vêem para lá do horizonte imediato. O futuro é-lhes negado, e as ofertas de trabalho são vagas, imprecisas ou inexistentes.
Aumentam os combustíveis e multiplica tudo o que concerne à cadeia alimentar. As rendas de casa estão pela hora da morte; as pensões são miseráveis e preparam-se para aplicar o IRS a quem recebe mais de 500 euros mensais; o desemprego aumenta e a inflação cresce; saem do país milhares daqueles que ao país fazem falta. Aos domingos, as televisões rivalizam com a exibição de desafios de futebol. Nos intervalos e nos finais, comentários de «comentaristas», de treinadores e de futebolistas. Também se ouve este e aquele, ao acaso apanhado na rua. Sobre futebol, é bom de ver?Às segundas-feiras, análises, nos seis canais, dos resultados dos jogos. Graves intelectuais substituem-se a Gabriel Alves ou a Vítor Serpa, já de si austeros, na profusa interpretação dos austeros acontecimentos. Rui Santos, cheio de gel e de Armani’s, discreteia acerca dos insondáveis enigmas do redondo da bola. Terça, quarta, quinta, sexta, sábado e domingo de manhã enchem-nos de previsões, interpretações, teses, antíteses e sínteses sobre futebol, de futebol, com futebol, tudo pelo futebol, nada contra o futebol. Há três diários de futebol, não de desportos: de futebol. Os «generalistas» apresentam seis, sete, dez páginas de futebol, não de desportos: de futebol. Mareiam, nestes nossos tenebrosos tempos, as taras do mais ignaro analfabetismo, alimentado por criaturas que possuem do conhecimento um conceito de eguariços. Bebemos futebol, comemos futebol, dormimos futebol, futebol, futebol, futebol.
(…)
Possuo as listas de reformas atribuídas a altos funcionários de instituições públicas e pró-estatais. Entre os 3 600 contos, os 2 300, os 1 400 e os 1 200 (moeda antiga) os valores mensais não variam muito. E são centenas e centenas os «aposentados» que beneficiam desta obscenidade moral. Entretanto, 120 deputados deram a si próprios umas férias, continuando uma tradição de absentismo impante e impune. Como colegiais faltosos, têm de apresentar justificação da ausência. Quando o Governo nos exige sacrifícios, alguns desses senhoritos surgem, nas televisões, a corroborá-los, aplaudindo. E nem um dos «jornalistas» que os interrogam alude, sequer levemente, à ignomínia dos recebimentos. Salte daí o futebol!
(…)
Está claro que Sócrates é uma metáfora que procede do seu passado adolescente. Não se é político por iniciativa pessoal: é-se político por impulso criador, porque a política insiste em que a realizem. Ora, a não ser Mário Soares, Álvaro Cunhal e Sá Carneiro não houve, no Portugal de Abril, nenhum político que estivesse à altura do impulso criador proporcionado pela História. Cada um deles tinha um projecto (criticável, discutível, mas projecto) para o País: houve quem traísse, houve quem o não conseguisse. Nenhum Governo posterior à «normalização» de Abril apresentou uma, uma só, ideia política inovadora. A História é uma deusa cega.
Vale a pena viver em Portugal? Ao contrário do que expendeu um preopinante na TVI, não é somente o dinheiro que molda bons políticos. É um problema de ética republicana. E a abstrusa comparação entre o que se aufere no sector privado e o que se ganha no sector público, para justificar a mediocridade, a corrupção e a indigência dos políticos, obedece a uma mitologia particular, sem qualquer sustentação racional».
Termino com uma pergunta: Haverão motivos para o tão falado “orgulho português”?
sábado, abril 08, 2006
Aí vem a Páscoa, o que é sinónimo de amêndoas, ovos de chocolate, de Pais Natal de chocolate (parece que não conseguiram escoar o stock do Natal) de férias e muitas outras coisas.
No que concerne à minha pessoa, parece que esta época pascal só significará uma coisa: TRABALHO, MUITO TRABALHO! No entanto, e apesar da quantidade de trabalhos que tenho em mãos, tenho uma semana sem aulas, o que vem ajudar bastante, sempre dá para que eu possa dedicar-me exclusivamente à elaboração dos trabalhos e não ter de ouvir os meus adorados Professores o que, previsivelmente, me deixa muito desolada!
Desolações aparte, devo dizer que eu e a minha colega de grupo, a Sofia, já estamos umas verdadeiras craques em ver microfilmes, na última visita ao ARM, vimos um ano de jornal (1848) em aproximadamente duas horas, o que é excelente! Acho que o facto do ar estar mais respirável também deve ter contribuído para esse facto, já que uma senhora muito simpática que lá costuma estar todos os dias, nesse dia não apareceu pelas redondezas. Que acham de fazermos uma colecta e oferecermos à senhora uma máquina de ver microfilmes para ela levar para casa? De uma coisa tenho a certeza, os meus colegas contribuíam todos para essa causa.
Resta-me desejar-vos uma Boa Páscoa e deixar-vos uma dica: comam peixe que fortalece a memória, ficam a lembrar-se daquilo que deram no 7º ano como se tivessem dado ontem, principalmente, se lerem o livro! lol
Pensei que distinguida havia sido Que tal honra era exorbitante Momentos breves que vagueei Inspiração que direccionada foi: Apaziguei-me com alguma atenção, Com o júbilo que nunca despertei, Com a afeição que não possuirei…
O nada que traduzes, A inutilidade que te representa, O vazio que te preenche, A insensibilidade que te consome A abstracção que continuamente evidências Maltratam o que infrutiferamente se construiu E ora, logicamente, se destruiu!
Que esta barreira jamais se quebre, A separação é ambicionada, Quero experimentar a liberdade antes condicionada No silêncio sinto a valorização Algo nunca expressado Pois em nada te encontro, No nada segues teu caminho, Alegando que nada precisas Mas nunca nada serás Porque com nada perdeste tudo!
Silenciada foi a decepção A raiva que despontou contigo O ódio que caminha descompassado O sentimento frustrado Fatigado somente ante essa presença Presença que denota ausência Comparecer que se dispensa Que só alegra na inexistência!
Sentes a apatia que correspondo? Vês as palavras que voam? O desprezo que engrandeceu? Nada anseio que não o esquecimento Nem a inspiração poética estimulas Pois nada em ti existe, És o mais que desanima A maior força que quebra O menos que elimina o mais E com o mais transformaste-o em menos!
quinta-feira, março 09, 2006
Numa onda menos poética, relativamente, ao último post, digamos que os momentos de lazer que caracterizaram o último mês vão ficar “suspensos”, pelos próximos meses, o que não representa um desagrado de todo!
Por entre diálogos interessantes, colegas VIP´s (supostamente), com dúvidas de uma pertinência extrema (se é que me faço “perguntar”! lol), jogos educativos como é o UNO, visitas turísticas ao shopping, gente acordadíssima pela manhã e, portanto, sem olheiras, professores que se interessam muito com o nosso bem-estar psíquico e não nos “bombardeiam” com documentos, escritos em todas as línguas possíveis e imaginárias, nem nos dão trabalhos em que, para que sejam uma realidade, temos de acampar na biblioteca (acho que a ideia da roulote é um caso a pensar!), é bom estar de volta e melhor ainda será sentir, algures no futuro, saudades deste tempo!
Basicamente, este semestre vai ser o princípio de qualquer coisa, que eu ainda não sei bem o que é, presumo que o princípio do sucesso dos oftalmologistas da R.A.M. (preparem-se que nem vão precisar ganhar o euromilhões para que a conta bancária aumente consideravelmente) a avaliar pela quantidade de microfilmes que vamos ter a grandiosa honra de ver horas a fio (penso que a lupa será um instrumento muito útil para o efeito!).
Poderá também ser o início de uma teoria em que os meus adorados colegas, incluindo a minha pessoa, vamos ser pioneiros e que vos adianto em primeira mão (já viram que privilégio!). A teoria terá o nome de “Teoria do alongamento horário”, ou seja, descobrimos que se acrescentarmos umas horitas, às 24 horas já existentes num dia, conseguimos proezas de que os próprios professores vão ficar boquiabertos!
Passatempos egoístas que arrasam: Lutando nunca alcançaremos a perfeição! Sinto a atmosfera sufocante, O vaguear estonteante Catapultando a neblina que entristece, O ensurdecer que a calma oferece, O sonho que contempla, O bater que se torna descompassado, A razão que revoga o passado, O enfurecer da recordação, Julgando-me digna da emoção Quando tudo desmorona E jamais se deu a construção!
Segredo ao vento Palavras que nunca direi, Sonhos que jamais realizarei, Ilusões que se prosperam em julgamento Esfaqueando a alma pura Repleta de irrealidades Que não são mais que promiscuidades, Verdades manifestadas Que comprometem a resistência A felicidade com incoerência Porque aquela que sorri Pela vida chora Manifestando um querer doentio!
Estas memórias cercam-me, Observo o limiar dos sonhos, A impossibilidade da realização Contemplando tão de perto Sentindo o desejo desperto, Empurrando a alma para o abismo Ao confrontar a existência ignorante, O ansiar delirante Que se aliou a mim Subjugando todos os ideias De quem luta pelo impraticável E sente que o amor é notável!
É incontestável o desfalecimento Esboçado pela vida Pois não existe uma saída Que seduza o êxito de quem busca, Daquele que vai à luta, Abrilhantando vários universos Mas enfraquecendo o seu, Quebrando o que prometeu Ao invocar a felicidade Para a fantasia que excedeu!
quarta-feira, março 01, 2006
Desde o último post já aconteceram algumas coisas, desde a detecção do vírus H5N1, da gripe aviaria, num mamífero (gato), a vitória do Benfica frente ao Liverpool para a Liga dos Campeões e afins, mas deixo estes assuntos a cargo dos especialistas na matéria!
Ao que parece, a época de Carnaval já terminou por este ano, digamos que não é uma época que seja do meu agrado mas, neste ano acho que mudei, ligeiramente, a minha opinião já que diverti-me muito ao aderir ao espírito de Carnaval e passei-o com pessoas que admiro e gosto muito, portanto, é compreensível a mudança de opinião.
Considero que para nos sentirmos bem, seja em que época for, basta estarmos rodeados das pessoas certas e termos um espírito que proporcione o nosso bem estar e, consequentemente, o das pessoas que nos circundam.
E, por falar em Carnaval, pelo segundo ano consecutivo, o Presidente do Governo Regional da Madeira, o inconfundível Dr. Alberto João Jardim, não participou no desfile de Carnaval da Madeira, no entanto, disse que em próximos anos poderá vir a participar num outro desfile que costuma realizar-se no Funchal, que é denominado de “ Cortejo trapalhão”, só tenho a dizer que ficarei ansiosamente à espera desse acontecimento!