quinta-feira, setembro 27, 2007

Estes últimos dias têm constituído uma espécie de déjà vu, uma vez que existem muitos aspectos deste início de ano lectivo que não são, propriamente, uma inovação. O que poderá constituir uma novidade é o tão citado Processo de Bolonha que agitou, e vai continuar a agitar, o Ensino Superior no geral.
Apesar de tudo isto confesso que não deixo de sentir alguma nostalgia relativamente aos três meses que antecederam este início de aulas, pois foram portadores de muitas coisas positivas.
Apesar de não ter tido a oportunidade de desfrutar de férias, no verdadeiro sentido do termo, de uma coisa estou certa: este Verão teve e terá algumas repercussões positivas em alguns aspectos da minha vida.
Considero que nada na vida ocorre por mero acaso e, de facto, existem coisas que inicialmente não fazem muito sentido mas com o decorrer dos acontecimentos tudo se torna mais lógico.
Não tenciono criar nenhum tipo de expectativa até porque acho que as expectativas são formas de nos desiludirmos: sem expectativa não pode haver desilusão, como tal, prosseguirei confiante com a certeza de que independentemente do que ocorrer jamais deixarei de acreditar.

sexta-feira, agosto 10, 2007

Peaceful Music




But there are sometimes, there’s no way to explain
And there’s no rhyme or reason for the way that I’m feeling this pain
I just get so emotional, so emotional
When there’s no way off the floor and there’s no-one else’s door to lay the blame



Lose me, do you see me?
Round and round once more
I do adore you.

Além do momento

Ah, poder verter uma porção de luz
Sobre a alma à muito derramada
Tentando imitar as paranóias do mundo
Sempre alucinante, sempre delirante…
Sou mais que o momento
Bem mais do que uma enigmática cópia
Quero ser o que queria ter sido
Na incerteza de nunca o virei a ser.

Resisto a todas essas fraquezas
Cintilando apenas na minha consciência
Que aclama o passado inconsciente
Que chora quando todos descansam
E na hora serena soluça no silêncio imposto
Pensando num espaço e tempo que é nada
Nalgumas individualidades que não passam disso mesmo

O solo não é termo
Culmina as subsistências renunciantes
E ser um fragmento de terra árida errante
Antes ser um louco desacordado…


Cláudia Nóbrega
15 de Junho de 2007

sexta-feira, agosto 03, 2007

Conselho Musical


Artista:
Darren Hayes
Nome do álbum:
This Delicate Thing We've Made
Ano:
2007
Site Oficial:


Músicas:


Vídeos:

Who Would Have Thought?




On The Verge Of Something Wonderful




Balanço




Algum trabalho… muito trabalho!
Várias despedidas… uma relevante!
Monotonia… períodos de grande agitação!
Algumas saudades: lentamente te encaminho para o esquecimento…

quinta-feira, julho 26, 2007












Luto desperadamente contra a máscara
Que o finito me coloca
Sinto o âmago da minha sôfrega existência desvanecer
Às vezes desconheço quem sou: tantas vezes!
A essência da vida está na autenticidade
A limpidez é irrelevante
O vento dá voltas para cessar no mesmo instante
Volvendo à quietude indigna do pobre sonhador.

Uma metade de mim grita a outra pacifica
Sei da inutilidade destas palavras
Quero escrever no vazio que me consome
Mas suponho que nada o satisfaz…

quinta-feira, julho 19, 2007






I am writing
To tell you
I have nothing important to say.

domingo, julho 08, 2007

"Férias" 2007


Tem havido muita poesia por cá nos últimos tempos, como tal, tomei a sensata decisão de voltar à prosa, muito embora eu considero que um poema muitas vezes é mais elucidativo de que um livro inteiro, para quem o souber interpretar, como é óbvio.

Neste momento estou oficialmente de férias no que concerne à universidade, confesso que não estava à espera de ter este privilégio tão cedo, uma vez que já estava preparada psicologicamente para ir à segunda ronda do último exame que fiz.

Tendo presentes os factos referidos anteriormente, já me despedi temporariamente da vida estudantil, uma vez que em Setembro voltarei novamente ao activo, e assumi outro “papel”, ligeiramente distinto. No presente momento estou empenhada em ampliar a minha formação profissional e pessoal, uma vez que estou a desempenhar uma das funções que constam nas saídas profissionais do curso que estou a frequentar.

Apesar de só estar a trabalhar há uma semana considero que este trabalho tem ajudado imenso, no sentido em que tenho reflectido e isso vai ajudar-me a delinear alguns dos caminhos que quero percorrer em termos académicos e, consequentemente, em termos profissionais.

Vou dando novidades, embora o meu tempo ande um pouco mais restrito nestes últimos tempos, de qualquer forma sou da opinião que só não temos tempo para aquilo que não queremos, o que vai de encontro à conhecida expressão "querer é poder!".

sexta-feira, julho 06, 2007

Saudade























Saudades! Sim... talvez... e porque não?...
Se o nosso sonho foi tão alto e forte
Que bem pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!

Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão!
Que tudo isso, Amor, nos não importe.
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como pão!

Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar,
Mais doidamente me lembrar de ti!

E quem dera que fosse sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar
Mais a saudade andasse presa a mim!

Florbela Espanca

terça-feira, junho 26, 2007

Sonho Vago













Um sonho alado que nasceu um instante,
Erguido ao alto em horas de demência…
Gotas de água que tombam em cadência
Na minh’alma tristíssima, distante…

Onde está ele, o Desejado? O Infante?
O que há-de vir e amar-me em doida ardência?
O das horas de mágoa e penitência?
O Príncipe Encantado? O Eleito? O Amante?

E neste sonho eu já nem sei quem sou…
O brando marulhar dum longo beijo
Que não chegou a dar-se e que passou…

Um fogo-fátuo rútilo, talvez…
E eu ando a procurar-te e já te vejo!
E tu já me encontraste e não me vês!…

Florbela Espanca

segunda-feira, junho 25, 2007

Nutro uma chama dissemelhante,
Um enobrecer harmonizante,
Um vórtice que revolve nas profundezas
Laborando a terra árida
Que se deixa fecundar pela tua imensa beleza.

Encerras o artifício da tentação
Representas o gérmen da sedução
Que ensandece qualquer consciência
Transfigurando-a em sensibilidade
Graças ao olhar que parece uma irrealidade.

quinta-feira, junho 21, 2007

What's my age again?

Face a este dia só me lembro de uma música dos Blink 182 chamada “What’s my age again?” que dizia “Nobody likes you when your 23”, mais comentários para quê? :-)

quinta-feira, junho 14, 2007

Love is...

Existem momentos da existência de um ser humano em que o mesmo não consegue reprimir mais os seus sentimentos e tem de exteriorizá-los. Uma das possíveis formas de fazê-lo é escrevê-los e enviar à pessoa que nos suscita esses sentimentos, embora seja mais interessante dizê-los pessoalmente, mas na impossibilidade de o fazer porque não arranjar uma alternativa?!
Qualquer rapariga que se preze fica comovida quando recebe uma declaração por escrito de um rapaz que saiba escrever de forma eloquente algumas palavras, que formam frases e, consequentemente, alguns parágrafos.

Toda esta conversa serve para introduzir a carta mais romântica que alguma vez tive o privilégio de ler, no entanto, a destinatária da carta não sou eu mas sim uma das minhas queridas irmãs. Devo dizer que a minha irmã suscitou os mais belos sentimentos num rapaz que quis expressar todo esse turbilhão de sentimentos que lhe iam na alma, só de olhar para as fotos dela.

É um cunhado assim que eu quero para mim, que consiga escrever um texto eloquente, demonstrativo de sensibilidade e acima tudo que saiba expressar os seus sentimentos em qualquer idioma.

Acho que já me estou a alongar demasiado, a esta altura já estão todos curiosos para poder maravilhar os seus preciosos olhos com um parágrafo que até faz o Dom Juan repensar as suas técnicas de engate.

A seguir têm as palavras preciosas para se poderem deliciar (vão buscar lenços porque as palavras que aí vêm impressionam qualquer ser humano):

A identidade do autor foi ocultada por motivos óbvios: depois da publicação de uma obra de arte destas o que não lhe faltarão são convites para editar os seus textos. Ele, para já, prefere o anonimato, como tal, vou respeitar a sua vontade.

A minha vida nunca mais será a mesma depois de ler estas palavras e a minha irmã nunca mais vai encontrar alguém que supere esta declaração!

terça-feira, junho 12, 2007

Incubus

Não poderia deixar de registar neste espaço o mais recente Vídeo Clip daquela que é, indiscutivelmente, a minha banda de eleição (que o digam as minhas irmãs que já estão fartas de ouvir Incubus: coragem sisters!).

Aliás, até o facto deste blog ter como link “apenas uma fase” remete para uma música dos Incubus intitulada “Just a phase”, é caso para dizer que “quem gosta, gosta sempre”.

Acho que é chegado o momento em que as palavras são desnecessárias, é só carregar no “play” e desfrutar…

Sugestões Musicais

Já há algum tempo que não apresento as minhas sugestões a nível musical, como tal, acho que este é o momento oportuno para fazê-lo.
No que concerne a álbuns discográficos recomendo:


Espero que os apreciem tanto como eu!

terça-feira, junho 05, 2007

Balanço:

1 Unidade Curricular aprovada;
1 Boa nota num trabalho de grupo;
1 Frequência com uma questão para a qual ninguém tinha resposta;
Muita esperança face às notas que ainda se mantêm no “segredo dos deuses”;
1 Sessão de cinema para festejar a última frequência do semestre;
1 Aniversário que se aproxima (Nota: comprar creme anti-rugas! lol);
1 Unidade curricular semi-reprovada (dia 30 de Junho é para a perdição! lol);

…e …

1 Sentimento meu;
1 Olhar teu;
1 Presença que embora esporádica cativa!

segunda-feira, maio 28, 2007

sábado, maio 26, 2007


Encontro-me naquela época do semestre em que começam as frequências e as datas de entrega dos trabalhos ou já terminaram ou estão prestes a terminar.

Mas na verdade o que me leva a escrever este post é um facto que considero inédito no meu percurso académico. Aproxima-se uma frequência e já fiz um esforço sobrenatural para tentar lembrar-me do que dei ao longo do semestre nessa unidade curricular, no entanto, não me lembro de nada.

Se eu tivesse faltado às aulas, teria aí a minha explicação para este estado amnésico, no entanto, apenas faltei numa manhã em que a razão apoderou-se da minha consciência e pediu-me um bom motivo para ir à aula, como não consegui uma resposta plausível e minimamente convincente, faltei á aula.

Presumo, ou melhor, tenho a certeza que este estado amnésico é comum a todos os “sobreviventes” que ainda se convenciam dia após dia que podiam aprender algo de novo na referida aula.

Agora que tive de olhar para os documentos que foram distribuídos ao longo do semestre apercebo-me que cada um representa uma novidade consecutiva, é como navegar num autêntico “mundo novo”.

É caso para dizer: será que o problema é meu? É uma possibilidade ou talvez não…

quinta-feira, maio 24, 2007














Cravou-se-me um punhal no peito
Que fere perante Vossa indiferença
Ampliando a tristeza que me toma
O dia que ao terminar goteja
A vida que grita, desespera, consome…
O sangue que derrama a cada minuto
Irradiado pelos sonhos que ardem
Que afogueiam uma vida de insulamento
Que antecipam o julgamento
Do pensamento sem qualquer motivação.

Sinto o Vosso olhar longínquo
A alheação que esfaqueia meu corpo
E ora sei que para Vós quimérica sou
Não sou mais do que uma minimidade
Mera poeira do tempo que rapidamente cessa
Causticando a passagem
Provocando uma inconveniente bafagem
Que a Vós incomoda e a mim amargura
Por colher apatia daquele que amo
E que finge não se aperceber desta vivência…

Cláudia Nóbrega

domingo, maio 20, 2007












Odeio-te piamente
Fico colérica face à tua existência
Que me furta a mansidão
Que me apedreja em padecimento
Que se oculta sem dó nem clemência…
E odeio-te com um rancor visceral
De quem te ama excessivamente…
Cláudia Nóbrega