sábado, fevereiro 20, 2010

Caos na Madeira

O tempo aqui na Madeira está verdadeiramente assustador.
Há várias horas que chove torrencialmente e existem diversas inundações, ribeiras a transbordar, derrocadas, enfim, algo nunca antes visto.
A Protecção Civil recomenda que ninguém saia de casa, o que nem sempre é fácil tendo em conta que a força das águas está a arrastar tudo o que encontra pela frente, inclusive casas e carros, pelo que as pessoas tentam, de algum modo, evitar perder alguns dos seus bens materiais.
Além disso, a rede móvel é, praticamente, inexistente motivo pelo que é complicado estabelecer o contacto com as outras pessoas e pedir ajuda, se for caso disso.
Os Bombeiros Voluntários Madeirenses fizeram o alerta para que os madeirenses só façam chamadas em caso de emergência para não congestionarem a pouca rede que existe para que quem precisa de auxílio possa contactar as entidades competentes.
A esperança de que tude acabe pelo melhor predomina neste momento...

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

Quantas vezes?

Foto: cnobrega

Quantas vezes olhamos para dentro de nós e estamos mais perto da nossa essência?


Quantas vezes nos sentimos felizes no silêncio, ao escuro e sem ninguém por perto?


Quantas vezes choramos de felicidade?


Quantas vezes dizemos às pessoas o quão importantes elas são para nós?


Quantas vezes admitimos que também erramos?


Quantas vezes pedimos desculpa a alguém que magoamos?


Quantas vezes nos lembramos de agradecer?

Agradecer por simplesmente estar vivo,

Por um novo dia,

Por todas as bênçãos que recebemos,

Pelos sorrisos,

As palavras,

Os silêncios,

Pelo amor que recebemos,

Pelo amor que damos,

Por sermos nós próprios e nos sentirmos bem com isso,

Por termos ao nosso redor pessoas que nos respeitam e aceitam tal e qual como somos,

Porque recebemos um telefonema, uma mensagem ou encontrámos um velho amigo,

Pelas mensagens ou sinais que nos indicam o caminho.




Hoje apetece-me, simplesmente, abraçar a minha essência, desfrutar dela; chorar de felicidade; enviar amor a quem tem assumido especial significância na minha vida; assumir os meus erros, as minhas imprecisões; pedir perdão do fundo do meu coração a quem magoei; e, acima de tudo, agradecer…


OBRIGADO!!!

MUITO OBRIGADO!!!

sexta-feira, janeiro 29, 2010

Pensamento

É importante saber quando devemos agir mas mais importante é saber quando devemos parar.
(...)

sábado, dezembro 26, 2009

O desafio do desconhecido




















Quando você explora mares desconhecidos, como Colombo fez, o medo existe, um medo imenso, porque ninguém sabe o que vai acontecer. Você está deixando a praia da segurança.

Você está perfeitamente bem, em certo sentido; só uma coisa está faltando — aventura. Enfrentar o desconhecido dá a você certa excitação. O coração começa a pulsar novamente; volta a se sentir vivo, totalmente vivo. Cada fibra do seu ser está vibrando porque você aceitou o desafio do desconhecido.

Aceitar o desafio do desconhecido, apesar de todo o medo, é coragem. Os medos estão ali, mas se você aceita o desafio várias vezes seguidas, devagarinho os medos desaparecem.

A experiência de alegria que o desconhecido traz, o grande êxtase que começa a acontecer com o desconhecido, torna você forte o bastante, lhe dá uma certa integridade, aguça sua inteligência.

Pela primeira vez, você começa a sentir que a vida não é só tédio, mas uma aventura. Então devagar os medos desaparecem; e você não para mais de ir atrás de uma aventura.

Mas, basicamente, coragem é pôr em risco o conhecido em favor do desconhecido, o familiar em favor do estranho, o confortável em favor do desconfortável — árdua peregrinação rumo a um destino desconhecido.

Nunca se sabe se você será capaz de fazer isso ou não. É um jogo arriscado, mas só os jogadores sabem o que é a vida.


Osho, em "Coragem: O Prazer de Viver Perigosamente"







terça-feira, dezembro 22, 2009

O "Natal" dentro de mim...

Foto: cnobrega - Sintra




...Amor!


É muito o amor que habita dentro de mim, um amor mais cintilante, brilhante e reluzente do que qualquer luz ou decoração de Natal.


Não é um amor visível como um belo espectáculo de fogo-de-artifício, ele é tão subtil como uma leve brisa que passa e esbarra no rosto.


Ninguém vê, mas sente... e basta!

Eu sinto... e isso basta-me!


É este amor que quero hoje partilhar convosco, não é por estarmos na época natalícia, época em que se espalham votos de felicidade, paz, amor, saúde ao vento (o Natal termina e tudo passa) é porque todos os dias são bons para se cantar a felicidade que habita dentro de nós.


Ouvem esta voz harmoniosa do amor como o canto de uma sereia na imensidão dos mares que aconchega o coração e causa-nos um arrepio que percorre todo o corpo?!


Haverá algo melhor que isto?!


Duvido!!!

quinta-feira, dezembro 17, 2009

Transcendendo o óbvio...




























Sempre que tento expressar de forma oral ou escrita aquilo que sinto acabo sempre por minimizar aquilo que é infinitamente grandioso.

Gosto de manter bem presente tudo aquilo que faz com que um sorriso nasça sem explicação.

Poder-me-ia, em algum momento, sentir-me perdida, ansiosa ou receosa mas tudo o que aconteceu e continua a acontecer (sem excepção) recorda-me que onde quer que eu esteja, com ou sem pessoas conhecidas à volta, nunca estou sozinha. Acontece sempre algo que prova, inequivocamente, que só estamos sozinhos se o nosso estado mental for de escassez, de solidão, de vitimização ou, até mesmo, de desespero.

Acima de tudo temos de saber desfrutar, ao máximo, da nossa companhia e amarmo-nos tal e qual como somos, com qualidades e fragilidades incluídas.

Como posso valorizar alguém se não acredito no meu próprio valor?!

Ficar dependente dos elogios e atenção, seja de quem for, parece-me bastante ingrato e só causará sofrimento porque no momento em que alguém nos elogia e dá essa atenção ficamos radiantes e felizes mas, e depois? Essa felicidade mantém-se ou precisamos de mais uma “dose” de elogios e atenção? Sinceramente, isto até parece uma droga em que a dose tem de ser cada vez maior e nunca é o suficiente.

Devemos amar-nos, com um amor sincero e que não se deixa abalar por nada nem ninguém, este é o ponto de partida para uma viagem a um lugar em que tudo actua para o nosso bem supremo.

É um lugar de oportunidades e desafios que nos fazem evoluir sem nunca mais parar.

A esse lugar vão chegando pessoas que iniciaram a mesma viagem que nós, que deixaram muito para trás para ali chegar, não foi um caminho fácil mas são as dificuldades que nos fazem aceder ao guerreiro destemido que existe dentro de nós.

Ficamos orgulhosos da capacidade que temos para ultrapassar as situações e o amor que sentimos por nós fica mais fortalecido.

A gratidão é inevitável… as lágrimas de comoção e uma sensação de amor que se expande desde o peito para cada parte corpo, saindo em forma de energia por cada poro da nossa pele, reflecte mais do que qualquer palavra aquilo que é sentir-se, verdadeiramente, agradecido, por tudo o que nos circunda.

Foi numa fase da minha vida bem recente e que está bem longe de terminar que senti tudo isto mais do em qualquer outro momento da minha existência. Talvez porque as «coincidências» tenham surgido de forma mais vincada e inequívoca.

Soube porque estava aqui, porque é que tinha de passar por determinadas experiências, porque é que algumas pessoas surgiram na minha vida e porque é que outras, apesar de terem sido importantes a determinado momento, tinham de ficar para trás.

Aprendi, mais do que tudo, que não se pode limitar uma realidade que é ampla e que as surpresas mais agradáveis ocorrem quando olhamos com atenção para aquilo e para aqueles que surgem na nossa vida.

Não posso deixar de agradecer, porque nunca é demais, e fazer a minha sentida homenagem a todas aquelas pessoas que na minha passagem por Lisboa me receberam de braços abertos, como se me conhecessem, que quiseram fazer parte da minha vida e deixar-me fazer parte da delas, pessoas que constituíram e ainda constituem exemplos a seguir, pessoas que fizeram-me recuperar a curiosidade natural da infância, que fizeram-me perceber que quanto mais aprendo mais tenho para aprender, pessoas que contra todas as (supostas) “limitações” mostraram-me que a maior limitação é a da nossa mente, pessoas que , acima de tudo, fizeram com que eu me sentisse em casa e tornaram-se na minha família.

Amo-vos muito... como sabem... :)

quinta-feira, dezembro 10, 2009

I Love Sintra! :)

Num destes dias decidi ir até Sintra que é, nada mais, nada menos, do que Património Mundial da UNESCO. Adorei ter lá estado e irei, certamente, voltar mais vezes.
Aqui ficam algumas das fotos que tirei por lá.
Noutra ocasião falarei mais promenorizadamente da visita que fiz ao Palácio Nacional de Sintra que tem uma colecção de azulejos que me fascinou particularmente.



Câmara Municipal de Sintra



Percurso Centro Histórico de Sintra - Castelo dos Mouros 1



Percurso Centro Histórico de Sintra - Castelo dos Mouros 2




Percurso Centro Histórico de Sintra - Castelo dos Mouros 3




Castelo dos Mouros






Palácio Nacional de Sintra






Fontanário










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Fotos: Cláudia Nóbrega

quarta-feira, novembro 25, 2009

Momentos Inesquecíveis


Foto: Cláudia Nóbrega
Às vezes as coisas mais inesperadas são aquelas que são mais significativas e inesquecíveis.


Nos últimos tempos o meu ritmo diário tem sido verdadeiramente alucinante, não só porque Lisboa é uma cidade bastante agitada mas porque me te sido propiciado uma experiência profissional como nunca antes tive. Jamais me ocorreria que funções / tarefas que diferem consideravelmente da minha formação de base pudessem despertar em mim uma paixão tão grande que não passa despercebida àqueles que me rodeiam.


Desde que me desafiei como nunca antes o tinha feito comecei a perceber uma série de coisas que ocorreram para que eu, no momento certo, as compreendesse na íntegra. Agora compreendo uma série de coisas que eu antes não compreendia e, mais do que isso, sou aquilo que nunca antes fui, tenho uma vontade e alegria de viver como nunca antes tive e sinto-me grata de um modo que dificilmente alguém irá perceber.


No dia de hoje tudo isto faz ainda mais sentido porque um ser humano inigualável que eu aprecio imenso fez-me uma sentida, sincera e desinteressada homenagem. Se eu pudesse partilhar o conjunto de emoções que me invadiram nesse momento seria tudo tão mais fácil mas, provavelmente, perderiam o seu encanto.


Então, também eu quero dizer que a minha gratidão por conhecer alguém assim é imensurável e inqualificável.


É essa simplicidade e humildade genuínas que fazem alguém avultar-se na vida de quem, realmente, valoriza estas qualidades.


Mais do que tudo o que acabei de escrever e sem recorrer a qualquer recurso estilístico, nomeadamente, a hipérbole, devo dizer com a maior das sinceridades que valeu a pena ter esperado 25 anos para conhecer alguém assim que independentemente das suas fragilidades cativa por saber assumi-las e ofusca pelas suas qualidades genuinamente humanas.


Obrigado!

sábado, novembro 21, 2009

Mudança de Sexo

Num destes dias estava a passear pelo Chiado em Lisboa e eis que fui questionada sobre uma temática bastante controversa: a mudança de sexo.

Fica aqui o vídeo:

quinta-feira, novembro 19, 2009


Foto: Cláudia Nóbrega
Meu jeito suave em papel embrulhado
Tem o toque e o sabor de um apetecível rebuçado
Meu canto, meu pranto… guardo-os todos para mim
Só um louco, um santo, consegue acompanhar-me assim.

Teu sorriso doce à porta bateu devagarinho
És tu? Sou eu? Será o destino?
Tua sumptuosa fragrância pincelada com uma voz delicada
Escreve no olhar a alma enamorada.

Somos nós que sem nada saber afirmamos
Eu não sei de mim, nem tu de ti, por isso aqui estamos
Vejo-te em mim… vês-me assim?
És tu em talha de ouro e revestimento de marfim.

Lisboa, 9 de Novembro de 2009

domingo, outubro 25, 2009

domingo, outubro 18, 2009

Hino ao Amor

Imagem:PG

Quando comecei a olhar para mim e percebi que sou bem mais do que aquela imagem que o espelho me devolve sempre que estou diante dele, vi e percorri caminhos dentro de mim que a cada dia se tornam mais emocionantes e estimulantes fazendo-me perceber que cada um de nós traz um ser humano fantástico dentro de si que merece ser amado incondicionalmente.

Quando olhei com atenção à volta apercebi-me que tudo transcende o acaso e que aquilo de que precisamos vem, irremediavelmente, até nós no momento certo. Tudo está arquitectado de forma perfeita pelo universo mas, ainda assim, ao ser humano é atribuído um papel determinante, que é o de ver para além das evidências do ego e evoluir com toda e qualquer situação.

Quando despi os medos, comecei a aceitar-me, amar-me e a acreditar plenamente no universo. Foi nessa altura que começaram a surgir pessoas na minha vida que, pelas suas qualidades e paixões, são compatíveis com a forma como escolhi viver a vida. Percebi, enfim, que tudo aquilo que surge na minha vida é um reflexo de mim ou pretende fazer-me aceder a partes de mim que estão por descobrir.

Agora sei o que é chorar de alegria e gratidão. Às vezes quando olho ao meu redor e, fundamentalmente, para dentro de mim, as lágrimas de contentamento parecem expressar melhor que qualquer vocábulo aquilo que sinto.

Foi nesta cadeia de causa - consequência interminável que surgiste na minha vida. Aquilo que sinto é algo arrebatador, misturado com uma gratidão inigualável por a vida dar-me a oportunidade de aprender, evoluir ou simplesmente desfrutar da companhia de alguém que não se resume a um conjunto de adjectivos que parecem sempre redutores em relação ao verdadeiro valor que assumes na minha vida.

Sei, exactamente, porque é que te amo de uma forma que nunca amei ninguém, contra todos os factos, evidências ou conjecturas. Sinto verdadeiro fascínio pelo ser que és e o mero facto de saber que existes deixa-me em êxtase.

Agora sei o que é amar alguém sem barreiras ou sofrimentos, sem necessidade de uma presença física ou de ter qualquer gesto de aprovação porque o simples facto deste sentimento habitar em mim é suficiente para fazer-me aceder a um nível que eu nunca imaginei que existisse.

Não importa se este sentimento é correspondente, se estás longe ou perto, se pensas em mim ou não porque nada disto altera aquilo que sinto.

Só quero que sejas tão feliz tal como eu sou aqui e agora, com ou sem a tua presença...

sábado, outubro 10, 2009

Back Home

É tão bom regressar a casa, nem que seja só por um fim-de-semana (como é o caso).


Como eu gosto desta ilha, deste ar, destas gentes, desde meu cantinho...


sexta-feira, outubro 02, 2009

Pra onde vai?

Parece que temos fim-de-semana prolongado à porta e desta vez senti uma vontade imensa de cometer uma variação da rotina de (quase) 180º para comemorar.

Como tal, andei a indagar o que iria fazer e percebi que, mais uma vez, poderia desafiar-me e sair da minha zona de conforto que está mais do que visto que neste momento é em Lisboa.

Então decidi “agarrar” em mim e fazer-me companhia numas mini-férias fora de Lisboa sem grandes planos ou horários.

Para onde vou?

Quando voltar coloco aqui umas fotos que esclarecerão, certamente, todas as vossas dúvidas. Posso assegurar-vos que terei a melhor das companhias: a minha!

Até breve!

P.S. Já agora deixo aqui um desafio: que cidade / local do território nacional português acham que seria perfeito para passar um fim-de-semana e porquê?

segunda-feira, setembro 28, 2009

Teatro: A casa de Bernarda Alba

A CASA DE BERNARDA ALBA, uma história aparentemente simples, é, no entanto, um autêntico bilro de intenções e mensagens, onde destaco a violência e a agressividade. Tão humanos que nós somos. Tão capazes de tudo.

Uma família fechada, uma sociedade fechada, cheia de padrões. Não vou aqui discuti-los, mas sei que é preciso continuar, tal como Lorca, a analisá-los e, se preciso for, a intervir, usando aquilo de que somos feitos.

Este texto fala-nos de violência, opressão, medo, humilhação e consequente revolta e poesia.

Não estamos assim tão longe desta realidade escrita em 1936, ano em que o seu autor foi fuzilado.

Continuamos como podemos, apesar de todos os dias nos chegarem notícias de violência e opressão.

Continuamos como podemos.

As palavras são pontes. Tudo o que se diz transforma a realidade do artista.

Maria João Luís



A CASA DE BERNARDA ALBA

de Federico Garcia Lorca
tradução Luísa Neto Jorge
encenação Maria João Luís
interpretação Adriana Moniz, Ana Brandão, Cremilda Gil, Custódia Gallego, Inês Castel-Branco, Diana Costa e Silva, Joana de Carvalho, Maria João Falcão, Maria João Pinho, Lígia Braz, Sandra Lopes
cenário e figurinos Marta Carreiras
sonoplastia Razat Laboratory
música Paco Peña
desenho de luz Pedro Domingos
direcção de produção Isabel Dias Martins
assist. de produção Pamela Pedroso
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domingo, setembro 27, 2009

Sugestão Cinematográfica




Num destes dias decidi seguir a recomendação de um amigo e fui ver o filme "The Ugly Truth" ou "ABC da Sedução".


Devo dizer que adorei o filme, ri-me imenso e aprendi alguns conceitos importantes, nomeadamente, em termos de atracção e de energia masculina e feminina.


Se puderem assistir asseguro que a boa disposição é garantida! :)

quinta-feira, setembro 24, 2009

Lisboa


Imagem: CN
É um ruído que bloqueia a razão
Cravo vermelho em era de estagnação
Um casario ininterrupto que oculta a natureza
Veste branca que desperdiçou a sua pureza.

As máquinas frenéticas e desmesuradas
Temperadas pela pobre ignorância de épocas passadas
Numa demência mundana de inconscientes dias
Em lágrima atracada que reflecte as vãs agonias.

Lisboa, velha Lisboa, minha briosa companhia
Em tuas entranhas navego com nostalgia
Orientada pela intuição que murmura e impera.

As folhas caem, outro ciclo recomeça
Mas deixo, desde já, a inquebrável promessa:
Amar-te-ei para todo o sempre como naquele dia de Primavera…

Lisboa, 11 de Setembro de 2009

sábado, setembro 19, 2009

Obrigado Universo!

Imagem: PG


“Okay, I woke up in heaven today (...) I’ve never felt so high as I am now.”



Ne-yo - Stop this world




Ressurgi do meio das cinzas e finalmente tenho oportunidade de registar algo neste cantinho que me é tão querido.

Ultimamente a minha vida sofreu consideráveis alterações mas a principal ilação que posso tirar destas mudanças é que o universo é, efectivamente, sapiente e digno de plena confiança.

Ao início surgiram sentimentos apostos à tranquilidade e calma que haviam caracterizado o meu estado de espírito que predominava os últimos tempos. Senti alguma ansiedade e até algum medo porque tudo era tão indefinido, aliás, atravessar o nevoeiro sem saber o que está do outro lado é semelhante a atirar-se de um precipício esperando que ele não tenha muita altitude.

Não contrariei estes sentimentos porque se há algo que a vida me tem ensinado é a ser sincera comigo a 100% e com aquilo que estou a sentir. Muitas vezes ouve-se as pessoas dizerem que querem ser completas, mais unas consigo e com tudo o que as rodeia e recusam-se a aceitar que têm dentro delas tudo aquilo que lhes incomoda nos outros ou tudo aquilo que a sociedade estereotipa como “mau”. Para sermos completos temos de experimentar os opostos: a felicidade e a infelicidade, a tranquilidade e o desassossego, o amor e o ódio, a verdade e a mentira… negar uma parte de si é caminhar para a sombra e achar que vai a caminho da iluminação.

Mas aquilo que quero deixar aqui registado é que já acreditava na Lei da Atracção mas nos últimos dias tudo tem acontecido de uma forma quase mágica, tudo aquilo que preciso saber tem sido desvendado no momento oportuno e agora sinto, mais do que nunca, que determinadas pessoas foram estrategicamente colocadas na minha vida para ajudar-me a conhecer-me melhor e a atingir os meus objectivos mais imediatos.

Tudo começou no momento em que pisei o Aeroporto Internacional da Madeira para abandonar, temporariamente, a “Pérola do Atlântico”. Foi aí que comecei a conhecer pessoas que manifestaram uma pronta disponibilidade em ajudar-me e, portanto, acompanharam-me nos primeiros passos deste grande desafio que a vida me colocou.

Além disso, tenho conhecido pessoas com bastante frequência e tenho aprendido muito com elas, mesmo quando posso não as ver mais nesta vida. Às vezes noto que os sentimentos delas coincidem com os meus, por isso, é notório que o universo as colocou na minha vida para possibilitar-me ir até o mais profundo local de mim e resolver marcas do passado que ainda hoje se manifestam.

Estou a adorar esta experiência que a vida me está a facultar e o sentimento de gratidão que habita em mim é verbalmente intransmissível. Depois dos últimos acontecimentos confio absolutamente e sem questionar o universo… tudo ocorre por uma razão.

Deixei muito para trás e sinto-me a começar (quase) do zero, é como nascer outra vez e perceber que as velhas limitações já não têm qualquer espaço face às bênçãos que tenho recebido a cada novo dia.

Tudo isto emociona-me a um ponto que apesar de eu querer explicar-vos sinto-me impossibilitada de o fazer.

Muito obrigado ao universo e a todas as pessoas que ajudaram e continuam a ajudar-me a conhecer-me melhor e a descobrir o ser fantástico que em mim habita.

Obrigado pela empatia que tenho encontrado maioritariamente em pessoas que me são desconhecidas e que agem como se me conhecessem desde sempre dando um contributo incalculável em pequenas coisas que fazem toda a diferença.

Agradeço por sentir que tudo está onde deve estar, que eu estou onde tenho que estar, que posso confiar no universo e que ele tece as teias do destino de forma perfeita.

Questionei tanto como se o rumo dos acontecimentos contrariasse aquilo que parecia ser natural, mas a confiança que sinto agora transcende qualquer questão. Neste momento tudo é incrivelmente simples e perfeito!

sexta-feira, setembro 04, 2009

Quebrar Barreiras



Existem momentos na nossa vida em que somos (subtilmente ou directamente) convidados a sair da nossa zona de conforto e nos desafiarmos. Claro que como seres completos que se pretende que sejamos existem sentimentos como os de incerteza, receio, hesitação e até mesmo de medo em pisar um “terreno” desconhecido, em sair do nosso refúgio que parece deixar-nos a salvo de tudo o que achamos que é melhor evitar.

Nesta semana recebi um convite directo a fazê-lo e os próximos meses serão bastante desafiantes em que as palavras-chave serão: desafiar-me, quebrar barreiras e alargar horizontes.

Vou sair da minha zona de conforto, ou seja, da minha casa, da minha maravilhosa ilha que eu tanto gosto, de um “espaço” que tem elementos e pessoas que me são bastante familiares a caminho de uma experiência que vai, certamente, enriquecer-me bastante, não só a nível pessoal como a nível profissional.

Darei notícias num tempo e espaço diferentes dos que me encontro neste momento…
Até breve!