domingo, fevereiro 19, 2006

O Código Da Vinci



Durante os últimos dias tive o privilégio de “mergulhar” nas 536 páginas daquele que é considerado um dos maiores fenómenos literários dos últimos tempos, refiro-me, evidentemente ao tão polémico livro “O código Da Vinci” de Dan Brown.

O livro já recebeu fortes críticas, grande parte delas protagonizadas pelo Vaticano, em que foi feito um apelo directo para que ninguém comprasse nem lesse o livro (http://dn.sapo.pt/2005/03/16/artes/vaticano_lanca_ataque_contra_o_codig.html), já que o mesmo questiona a verdade do catolicismo.

Ora, na minha opinião, é de estranhar um comportamento destes pois já diz o ditado “quem não deve não teme” e portanto, seria mais razoável que, se de facto aquilo que é dito ao longo da obra não passa de ficção, a Igreja não desse relevância à obra, o que não acontece e faz-nos questionar o porquê de tanto nervosismo!

Sublinhe-se que a principal polémica do livro coloca-se em torno de Dan Brown expressar que Jesus não tinha nada de divino, pois foi casado com Maria Madalena e deu origem a uma linhagem real, ou seja, a uma filha, que teve de fugir dos assassinos da Igreja, cujo maior interesse teria sido centralizar e manipular poder político.

Polémicas aparte, acho que o livro é importante na medida em que apela ao sentido crítico de cada um de nós alertando para diversas coisas, por exemplo, as pessoas em quem mais confiamos podem ser um inimigo, a verdade pode ser mais simples que aquilo que julgamos e acaba, mais tarde ou mais cedo, por ser descoberta, há muitas pessoas que não olham a meios para atingir os seus fins, e muitas outras coisas que podem ser tomadas como alertas para a vida.

Este livro faz-nos querer explorar um pouco mais daquilo que lá é dito, aliás, o que tornou mais morosa a minha leitura foi o facto de, consoante ia lendo o livro, fui fazendo alguma pesquisa paralela, nomeadamente, sobre Leoanardo da Vinci e suas obras, a Opus Dei, o museu de Louvre, Priorado de Sião, o Santo Graal (http://pt.wikipedia.org/wiki/Santo_Graal) e outras coisas que foram surgindo ao longo do livro.

Para finalizar gostaria de dar os meus mais sinceros parabéns a Dan Brown por esta magnífica obra, pois basta ler as primeiras páginas para não conseguir parar mais, portanto, aconselho vivamente a leitura deste livro (ao contrário do que é dito pelo Vaticano!). Nunca tinha lido nenhuma obra de Dan Brown mas este livro aguçou-se a curiosidade para conhecer, um pouco mais, o seu trabalho.

2 comentários:

opensador disse...

Antes de tudo gostava de ma afirmar que sou católico e por isso mesmo informo-me, nomeadamente, em relação à literatura contemporânea, sou tolerante e respeito as diversas opiniões ainda que no caso do teu post discorde dela.

Não é verdade que o vaticano proíba a leitura de qualquer livro, nomeadamente do Código Da Vinci (conheço imensos católicos, eu incluido e sacerdotes que leram o livro e afirmam-no publicamente).

Dan Brown tem o mérito de saber criar suspense numa história, mas o livro é apenas isso um policial.
A obra tem imensas falhas e históricas e mesmo para quem não acredita em Deus, a teoria que Dan Brown escreve não é original em nada existem dezenas de livros e filmes sobre o tema e até um fado português de 1930.

Pensar que um católico que não concorde com o livro é preconceituoso, é um argumento que respeito mas é infantil e pseudo intelectual.

Recomedo o site:
http://www.opusdei.org/art.php?w=28&p=11644

Cláudia Nóbrega disse...

Desde já agradeço que tenha manifestado a sua opinião relativamente ao meu post.

Eu também respeito a sua opinião e até concordo com alguns aspectos. De facto o Código Da Vinci é um policial e deve ser encarado como tal e, de facto, Dan Brown tem muito mérito ao "prender" o leitor desde a 1ª página até à última.

Devo dizer que também sou católica e não foi por isso que deixei de ler o livro. No entanto, o facto de eu referir que o Vaticano proibiu a leitura e compra do livro, foi baseado no que diz a imprensa, o que pode ser mera especulação, mas o que é certo é que saíram diversas notícias sobre esse facto.
O comprovativo pode ser encontrado nos seguintes links:
http://dn.sapo.pt/2005/03/16/artes/vaticano_lanca_ataque_contra_o_codig.html
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u50416.shtml

Aquilo que escrevi face à atitude do Vaticano, na eventualidade de ter existido, é questioná-la no sentido de tentar compreendê-la, não estou a tentar dizer, de alguma forma, que aquilo que Dan Brown escreve corresponde à realidade, aliás, é preciso que se saiba separar ficção de realidade.