quinta-feira, agosto 05, 2010

Novo post?!

Não precisas ir buscar os óculos para confirmar, aqui a “je” voltou, efectivamente, à blogosfera.

Como dizia certo dia um conterrâneo meu “soltem os fogos” que a ocasião merece.
Eu por mim já estou servida com uma taça de champanhe francês e a ideia é esvaziar a garrafa ainda nos próximos minutos, alguém para colaborar nesta nobre missão?

Aparte isto, devo dizer que o que escreverei a seguir é, completamente, inútil para a tua sobrevivência mas, ainda assim, eu direi na mesma a alto e bom som para que isso fique a ressoar nos teus ouvidos nos próximos tempos: AMO A VIDA!

É verdade, este é um declaração pública de amor à vida que existe em mim e fora de mim, à perfeição das coisas, ao todo do qual eu faço parte e à totalidade que faz parte de mim.

Esta é mais uma fase importante: jogar pelo seguro ou pisar território desconhecido? Eu vou optar pelas duas porque, às vezes, gosto de sentir-me segura mas também gosto de ver para lá do horizonte, gosto de estar lá sozinha com o universo (é um contra-senso deveras interessante), gosto de colocar-me a grandes altitudes para ver se consigo dar uso às asas.

Qualquer uma das opções está tão eminente que até já lhes sinto o cheiro como se tivessem a ser cozinhadas aqui ao lado. Estou prestes a saborear esse manjar das sensações / emoções e posso dizer que estou mais pronta do que nunca. E tu, estás?

domingo, junho 20, 2010

Sugestão Musical




























Nos últimos dias deixei-me envolver pelo ritmo contagiante do primeiro trabalho discográfico do ex-concorrente do "American Idol", Adam Lambert, intitulado “For Your Entertainment”.

Ao longo do referido programa surpreendeu tudo e todos com a sua atípica capacidade vocal e com o sentido de espectáculo e de entretenimento que apresentou. Embora não tenha sido eleito o “American Idol” não tardou até ter propostas das editoras para gravar o seu primeiro álbum que tem sido um estrondoso sucesso de vendas.

Da minha parte o “For Your Entertainment” está mais do que aprovado e recomenda-se.

Última actualização 4 de Maio de 2010?!

Este blog até já está a criar teias de aranha (para não dizer que já está cheio delas), há quem diga que isso é sinal de dinheiro e embora eu seja céptica em relação à estranha relação de causalidade entre os dois “elementos” vou jogar no euromilhões a ver se com jeito ainda venho aqui na próxima Sexta-feira dar a mão à palmatória.

Têm razão, caros leitores, se eu ganhar o euromilhões duvido que este blog me volte a por “as vistas em cima” e, muito menos, para remexer num assunto que já não tem qualquer relevância (este poder de antever os pensamentos dos outros é inebriante, não é?).

Voltando à realidade, cá estou eu no planeta Terra, alegadamente, o terceiro do Sistema Solar a contar do sol a escrever meia dúzia de baboseiras para serem lidas por sabe lá Deus quem (se calhar é melhor nem saber!).

As últimas “impressões digitais” que cá deixei foi uma foto do meu estimado leque da pergamano (o meu mais recente vício), a música Come Back dos Pearl Jam (devia estar a ponto de atirar-me do Pináculo – piada exclusivamente madeirense) e um frase de “Um Curso em Milagres” (uma espécie de bíblia do Desenvolvimento Humano que ando a estudar) e apercebo-me que hoje apetece-me registar algo mais amplamente restrito do que qualquer uma destas coisas que acabei de enunciar.

Sinto-me como que saída do mais empolgante filme de acção que possam conceber na vossa mente: com a cabeça erguida mas com algumas “feridas” que estão a cicatrizar com o tempo. Esta é a melhor analogia que posso fazer depois dos últimos acontecimentos.

Reconheço que nunca pensei envolver-me numa realidade tão abismalmente diferente da minha (pensava eu inicialmente) mas com o evoluir do tempo percebi que, independentemente das condições que nos rodeiam serem favoráveis ou não, todos nós temos características tão semelhantes e, mais do que isso, temos tanto a aprender com pessoas das quais nunca nos aproximaríamos intencionalmente em circunstâncias “normais” (o que quer que isso seja).
É caso para dizer e repetir que a vida é mesmo irónica, não é? Ironicamente sábia, diria eu.

Até próximos registos (ou não, no caso da relação aranhas – dinheiro se verificar).

terça-feira, maio 04, 2010

Pergamano


Eis o resultado final de algumas horitas de trabalho mas valeu bem a pena!




















quinta-feira, abril 29, 2010

Come Back... I Miss You!



If I keep holding out,... will the light shine through?
Under this broken roof,... it's only rain that I feel
I've been wishing out the days,... come back

I have been planning out,... all that I'd say to you
Since you slipped away,... know that I still remain true
I've been wishing out the days,...

Please say, that if you hadn't of gone now
I wouldn't have lost you another way
From wherever you are,... come back

And these days, they linger on
And in the night, as I'm waiting on
The real possibility I may meet you in my dream
I go to sleep

If I don't fall apart,.... will the memories stay clear?
So you had to go,..... and I had to remain here

But the strangest thing to date
So far away
And yet you feel so close
And I'm not gonna question it any other way

There must be an open door
For you to
Come back

And the days, they linger on
And every night, what I'm waiting for
Is the real possibility I may meet you in my dream

And sometimes you're there
And you're talking back to me
Come the morning I could swear you're next to me

And it's okay.

It's okay.
It's okay.

I'll be here
Come back
Come back

terça-feira, abril 27, 2010

Pensamento



















Imagem: Google

«A Bíblia diz que deves ir com um irmão duas vezes mais longe do que ele te pede. Certamente não sugere que o retardes na sua jornada. Do mesmo modo, a devoção a um irmão não te pode retardar.»

Um Curso em Milagres

domingo, abril 25, 2010

Regresso

Após algum tempo de ausência da blogosfera decidi actualizar o meu cantinho.

Quero deixar aqui registado que cada vez mais acredito que existe uma força superior a mim e a todos nós que merece ser reverenciada.

Sinto que às vezes valorizo em demasia a minha percepção, que é momentânea, em detrimento dessa força da Verdade que nunca me abandona e que está sempre a orientar-me e, como tal, a mostra o caminho que devo seguir.

Aceitar que sou um ser humano que tem características genuinamente humanas é aceitar essa totalidade que faz parte integrante de mim. Sei, agora mais do que nunca, que sou tudo aquilo que vejo nos outros.

Quantas vezes tomamos atitudes que subtilmente indicam que ainda não nos aceitamos tal como somos?

Julgar alguém por algo que tenha feito e com a qual não concordamos é acreditar que nós em circunstância alguma faríamos algo semelhante mas a verdade é que faríamos, aliás, existem circunstância em que até é aceitável fazê-lo.

Todos nós somos regidos pela mesma força, todos nós temos o mesmo Criador, um Criador perfeito que nos fez à sua imagem e semelhança. A separação, a noção de tempo e espaço surgiu quando renunciámos a essa perfeição e formatámos a nossa mente para crenças baseadas na nossa percepção. A nossa mente pode estar em conflito mas o nosso Ser está em paz.

Perdoar os nossos semelhantes é perdoarmos os nossos próprios erros, aceitá-los como são é aceitarmo-nos a nós próprios.

Como podemos caminhar para a Unidade, como podemos actuar em função do todo quando não damos as mãos aos nossos irmãos?

Este tem sido um período de grandes aprendizagens para mim por tantos motivos… A vida mostrou-me, de forma bastante clara, que tinha de repensar as minhas prioridades e está a conceder-me tempo para isso.

O que vou fazer a seguir sei-o, o que vai acontecer não o sei, mas sei que será o melhor para mim e para todos. Para já surgiu no meu caminho uma oportunidade que é, sem dúvida, um grande desafio. Acredito que, acima de tudo, esta oportunidade trar-me-á uma visão bem diferente de tudo o que tenho vivido até agora e isso enriquecer-me-á imenso.

Para já estou a aprender a amar a totalidade do Ser e a corresponder ao amor que recebo todos os dias.
Foi com muita emoção e gratidão que recebi a verbalização desse amor incondicional e, a verdade, é que esse amor é correspondido na íntegra.

quarta-feira, março 03, 2010






















Sentido crítico em mente dormente
É como terra que nunca conheceu semente
Bendita a paixão de muitos amores
Numa mistura de fragrâncias de fastidiosos odores.

Conversinha de intragável senso comum
É como um por todos e todos por nenhum
Vai ò Bela Infanta refazer a tua trança
Que a barca lá ao longe é fonte de esperança.

Bradam aos céus como gentios crentes
Passando pela avenida circulando entre as gentes
Compondo um rebanho de lã desgastada
Como a Cinderela que perdeu o encanto na última badalada.

Não é imprudência nem sequer contestação
É tão-somente uma subtil chamada de atenção
Ao povo de navegadores que fomos outrora
Que transcende qualquer derrotismo daqui ou do agora.

Levantai hoje de novo o Nosso Portugal
Banal?! Trivial?! Talvez desigual…
Erguei ò povo este orgulho que murmura
Gritai, subi bem alto que a vida não culmina na sepultura.

Porto, 3 de Outubro de 2009

sábado, fevereiro 20, 2010

Caos na Madeira

O tempo aqui na Madeira está verdadeiramente assustador.
Há várias horas que chove torrencialmente e existem diversas inundações, ribeiras a transbordar, derrocadas, enfim, algo nunca antes visto.
A Protecção Civil recomenda que ninguém saia de casa, o que nem sempre é fácil tendo em conta que a força das águas está a arrastar tudo o que encontra pela frente, inclusive casas e carros, pelo que as pessoas tentam, de algum modo, evitar perder alguns dos seus bens materiais.
Além disso, a rede móvel é, praticamente, inexistente motivo pelo que é complicado estabelecer o contacto com as outras pessoas e pedir ajuda, se for caso disso.
Os Bombeiros Voluntários Madeirenses fizeram o alerta para que os madeirenses só façam chamadas em caso de emergência para não congestionarem a pouca rede que existe para que quem precisa de auxílio possa contactar as entidades competentes.
A esperança de que tude acabe pelo melhor predomina neste momento...

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

Quantas vezes?

Foto: cnobrega

Quantas vezes olhamos para dentro de nós e estamos mais perto da nossa essência?


Quantas vezes nos sentimos felizes no silêncio, ao escuro e sem ninguém por perto?


Quantas vezes choramos de felicidade?


Quantas vezes dizemos às pessoas o quão importantes elas são para nós?


Quantas vezes admitimos que também erramos?


Quantas vezes pedimos desculpa a alguém que magoamos?


Quantas vezes nos lembramos de agradecer?

Agradecer por simplesmente estar vivo,

Por um novo dia,

Por todas as bênçãos que recebemos,

Pelos sorrisos,

As palavras,

Os silêncios,

Pelo amor que recebemos,

Pelo amor que damos,

Por sermos nós próprios e nos sentirmos bem com isso,

Por termos ao nosso redor pessoas que nos respeitam e aceitam tal e qual como somos,

Porque recebemos um telefonema, uma mensagem ou encontrámos um velho amigo,

Pelas mensagens ou sinais que nos indicam o caminho.




Hoje apetece-me, simplesmente, abraçar a minha essência, desfrutar dela; chorar de felicidade; enviar amor a quem tem assumido especial significância na minha vida; assumir os meus erros, as minhas imprecisões; pedir perdão do fundo do meu coração a quem magoei; e, acima de tudo, agradecer…


OBRIGADO!!!

MUITO OBRIGADO!!!

sexta-feira, janeiro 29, 2010

Pensamento

É importante saber quando devemos agir mas mais importante é saber quando devemos parar.
(...)

sábado, dezembro 26, 2009

O desafio do desconhecido




















Quando você explora mares desconhecidos, como Colombo fez, o medo existe, um medo imenso, porque ninguém sabe o que vai acontecer. Você está deixando a praia da segurança.

Você está perfeitamente bem, em certo sentido; só uma coisa está faltando — aventura. Enfrentar o desconhecido dá a você certa excitação. O coração começa a pulsar novamente; volta a se sentir vivo, totalmente vivo. Cada fibra do seu ser está vibrando porque você aceitou o desafio do desconhecido.

Aceitar o desafio do desconhecido, apesar de todo o medo, é coragem. Os medos estão ali, mas se você aceita o desafio várias vezes seguidas, devagarinho os medos desaparecem.

A experiência de alegria que o desconhecido traz, o grande êxtase que começa a acontecer com o desconhecido, torna você forte o bastante, lhe dá uma certa integridade, aguça sua inteligência.

Pela primeira vez, você começa a sentir que a vida não é só tédio, mas uma aventura. Então devagar os medos desaparecem; e você não para mais de ir atrás de uma aventura.

Mas, basicamente, coragem é pôr em risco o conhecido em favor do desconhecido, o familiar em favor do estranho, o confortável em favor do desconfortável — árdua peregrinação rumo a um destino desconhecido.

Nunca se sabe se você será capaz de fazer isso ou não. É um jogo arriscado, mas só os jogadores sabem o que é a vida.


Osho, em "Coragem: O Prazer de Viver Perigosamente"







terça-feira, dezembro 22, 2009

O "Natal" dentro de mim...

Foto: cnobrega - Sintra




...Amor!


É muito o amor que habita dentro de mim, um amor mais cintilante, brilhante e reluzente do que qualquer luz ou decoração de Natal.


Não é um amor visível como um belo espectáculo de fogo-de-artifício, ele é tão subtil como uma leve brisa que passa e esbarra no rosto.


Ninguém vê, mas sente... e basta!

Eu sinto... e isso basta-me!


É este amor que quero hoje partilhar convosco, não é por estarmos na época natalícia, época em que se espalham votos de felicidade, paz, amor, saúde ao vento (o Natal termina e tudo passa) é porque todos os dias são bons para se cantar a felicidade que habita dentro de nós.


Ouvem esta voz harmoniosa do amor como o canto de uma sereia na imensidão dos mares que aconchega o coração e causa-nos um arrepio que percorre todo o corpo?!


Haverá algo melhor que isto?!


Duvido!!!

quinta-feira, dezembro 17, 2009

Transcendendo o óbvio...




























Sempre que tento expressar de forma oral ou escrita aquilo que sinto acabo sempre por minimizar aquilo que é infinitamente grandioso.

Gosto de manter bem presente tudo aquilo que faz com que um sorriso nasça sem explicação.

Poder-me-ia, em algum momento, sentir-me perdida, ansiosa ou receosa mas tudo o que aconteceu e continua a acontecer (sem excepção) recorda-me que onde quer que eu esteja, com ou sem pessoas conhecidas à volta, nunca estou sozinha. Acontece sempre algo que prova, inequivocamente, que só estamos sozinhos se o nosso estado mental for de escassez, de solidão, de vitimização ou, até mesmo, de desespero.

Acima de tudo temos de saber desfrutar, ao máximo, da nossa companhia e amarmo-nos tal e qual como somos, com qualidades e fragilidades incluídas.

Como posso valorizar alguém se não acredito no meu próprio valor?!

Ficar dependente dos elogios e atenção, seja de quem for, parece-me bastante ingrato e só causará sofrimento porque no momento em que alguém nos elogia e dá essa atenção ficamos radiantes e felizes mas, e depois? Essa felicidade mantém-se ou precisamos de mais uma “dose” de elogios e atenção? Sinceramente, isto até parece uma droga em que a dose tem de ser cada vez maior e nunca é o suficiente.

Devemos amar-nos, com um amor sincero e que não se deixa abalar por nada nem ninguém, este é o ponto de partida para uma viagem a um lugar em que tudo actua para o nosso bem supremo.

É um lugar de oportunidades e desafios que nos fazem evoluir sem nunca mais parar.

A esse lugar vão chegando pessoas que iniciaram a mesma viagem que nós, que deixaram muito para trás para ali chegar, não foi um caminho fácil mas são as dificuldades que nos fazem aceder ao guerreiro destemido que existe dentro de nós.

Ficamos orgulhosos da capacidade que temos para ultrapassar as situações e o amor que sentimos por nós fica mais fortalecido.

A gratidão é inevitável… as lágrimas de comoção e uma sensação de amor que se expande desde o peito para cada parte corpo, saindo em forma de energia por cada poro da nossa pele, reflecte mais do que qualquer palavra aquilo que é sentir-se, verdadeiramente, agradecido, por tudo o que nos circunda.

Foi numa fase da minha vida bem recente e que está bem longe de terminar que senti tudo isto mais do em qualquer outro momento da minha existência. Talvez porque as «coincidências» tenham surgido de forma mais vincada e inequívoca.

Soube porque estava aqui, porque é que tinha de passar por determinadas experiências, porque é que algumas pessoas surgiram na minha vida e porque é que outras, apesar de terem sido importantes a determinado momento, tinham de ficar para trás.

Aprendi, mais do que tudo, que não se pode limitar uma realidade que é ampla e que as surpresas mais agradáveis ocorrem quando olhamos com atenção para aquilo e para aqueles que surgem na nossa vida.

Não posso deixar de agradecer, porque nunca é demais, e fazer a minha sentida homenagem a todas aquelas pessoas que na minha passagem por Lisboa me receberam de braços abertos, como se me conhecessem, que quiseram fazer parte da minha vida e deixar-me fazer parte da delas, pessoas que constituíram e ainda constituem exemplos a seguir, pessoas que fizeram-me recuperar a curiosidade natural da infância, que fizeram-me perceber que quanto mais aprendo mais tenho para aprender, pessoas que contra todas as (supostas) “limitações” mostraram-me que a maior limitação é a da nossa mente, pessoas que , acima de tudo, fizeram com que eu me sentisse em casa e tornaram-se na minha família.

Amo-vos muito... como sabem... :)

quinta-feira, dezembro 10, 2009

I Love Sintra! :)

Num destes dias decidi ir até Sintra que é, nada mais, nada menos, do que Património Mundial da UNESCO. Adorei ter lá estado e irei, certamente, voltar mais vezes.
Aqui ficam algumas das fotos que tirei por lá.
Noutra ocasião falarei mais promenorizadamente da visita que fiz ao Palácio Nacional de Sintra que tem uma colecção de azulejos que me fascinou particularmente.



Câmara Municipal de Sintra



Percurso Centro Histórico de Sintra - Castelo dos Mouros 1



Percurso Centro Histórico de Sintra - Castelo dos Mouros 2




Percurso Centro Histórico de Sintra - Castelo dos Mouros 3




Castelo dos Mouros






Palácio Nacional de Sintra






Fontanário










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Fotos: Cláudia Nóbrega

quarta-feira, novembro 25, 2009

Momentos Inesquecíveis


Foto: Cláudia Nóbrega
Às vezes as coisas mais inesperadas são aquelas que são mais significativas e inesquecíveis.


Nos últimos tempos o meu ritmo diário tem sido verdadeiramente alucinante, não só porque Lisboa é uma cidade bastante agitada mas porque me te sido propiciado uma experiência profissional como nunca antes tive. Jamais me ocorreria que funções / tarefas que diferem consideravelmente da minha formação de base pudessem despertar em mim uma paixão tão grande que não passa despercebida àqueles que me rodeiam.


Desde que me desafiei como nunca antes o tinha feito comecei a perceber uma série de coisas que ocorreram para que eu, no momento certo, as compreendesse na íntegra. Agora compreendo uma série de coisas que eu antes não compreendia e, mais do que isso, sou aquilo que nunca antes fui, tenho uma vontade e alegria de viver como nunca antes tive e sinto-me grata de um modo que dificilmente alguém irá perceber.


No dia de hoje tudo isto faz ainda mais sentido porque um ser humano inigualável que eu aprecio imenso fez-me uma sentida, sincera e desinteressada homenagem. Se eu pudesse partilhar o conjunto de emoções que me invadiram nesse momento seria tudo tão mais fácil mas, provavelmente, perderiam o seu encanto.


Então, também eu quero dizer que a minha gratidão por conhecer alguém assim é imensurável e inqualificável.


É essa simplicidade e humildade genuínas que fazem alguém avultar-se na vida de quem, realmente, valoriza estas qualidades.


Mais do que tudo o que acabei de escrever e sem recorrer a qualquer recurso estilístico, nomeadamente, a hipérbole, devo dizer com a maior das sinceridades que valeu a pena ter esperado 25 anos para conhecer alguém assim que independentemente das suas fragilidades cativa por saber assumi-las e ofusca pelas suas qualidades genuinamente humanas.


Obrigado!

sábado, novembro 21, 2009

Mudança de Sexo

Num destes dias estava a passear pelo Chiado em Lisboa e eis que fui questionada sobre uma temática bastante controversa: a mudança de sexo.

Fica aqui o vídeo:

quinta-feira, novembro 19, 2009


Foto: Cláudia Nóbrega
Meu jeito suave em papel embrulhado
Tem o toque e o sabor de um apetecível rebuçado
Meu canto, meu pranto… guardo-os todos para mim
Só um louco, um santo, consegue acompanhar-me assim.

Teu sorriso doce à porta bateu devagarinho
És tu? Sou eu? Será o destino?
Tua sumptuosa fragrância pincelada com uma voz delicada
Escreve no olhar a alma enamorada.

Somos nós que sem nada saber afirmamos
Eu não sei de mim, nem tu de ti, por isso aqui estamos
Vejo-te em mim… vês-me assim?
És tu em talha de ouro e revestimento de marfim.

Lisboa, 9 de Novembro de 2009

domingo, outubro 25, 2009

domingo, outubro 18, 2009

Hino ao Amor

Imagem:PG

Quando comecei a olhar para mim e percebi que sou bem mais do que aquela imagem que o espelho me devolve sempre que estou diante dele, vi e percorri caminhos dentro de mim que a cada dia se tornam mais emocionantes e estimulantes fazendo-me perceber que cada um de nós traz um ser humano fantástico dentro de si que merece ser amado incondicionalmente.

Quando olhei com atenção à volta apercebi-me que tudo transcende o acaso e que aquilo de que precisamos vem, irremediavelmente, até nós no momento certo. Tudo está arquitectado de forma perfeita pelo universo mas, ainda assim, ao ser humano é atribuído um papel determinante, que é o de ver para além das evidências do ego e evoluir com toda e qualquer situação.

Quando despi os medos, comecei a aceitar-me, amar-me e a acreditar plenamente no universo. Foi nessa altura que começaram a surgir pessoas na minha vida que, pelas suas qualidades e paixões, são compatíveis com a forma como escolhi viver a vida. Percebi, enfim, que tudo aquilo que surge na minha vida é um reflexo de mim ou pretende fazer-me aceder a partes de mim que estão por descobrir.

Agora sei o que é chorar de alegria e gratidão. Às vezes quando olho ao meu redor e, fundamentalmente, para dentro de mim, as lágrimas de contentamento parecem expressar melhor que qualquer vocábulo aquilo que sinto.

Foi nesta cadeia de causa - consequência interminável que surgiste na minha vida. Aquilo que sinto é algo arrebatador, misturado com uma gratidão inigualável por a vida dar-me a oportunidade de aprender, evoluir ou simplesmente desfrutar da companhia de alguém que não se resume a um conjunto de adjectivos que parecem sempre redutores em relação ao verdadeiro valor que assumes na minha vida.

Sei, exactamente, porque é que te amo de uma forma que nunca amei ninguém, contra todos os factos, evidências ou conjecturas. Sinto verdadeiro fascínio pelo ser que és e o mero facto de saber que existes deixa-me em êxtase.

Agora sei o que é amar alguém sem barreiras ou sofrimentos, sem necessidade de uma presença física ou de ter qualquer gesto de aprovação porque o simples facto deste sentimento habitar em mim é suficiente para fazer-me aceder a um nível que eu nunca imaginei que existisse.

Não importa se este sentimento é correspondente, se estás longe ou perto, se pensas em mim ou não porque nada disto altera aquilo que sinto.

Só quero que sejas tão feliz tal como eu sou aqui e agora, com ou sem a tua presença...