A caminho da essência eu verifico a cadência
da materia que se mostra mim livre de regência
mato a dor de sentir demais, de amar demais, de pisar demais
em convenções fundamentais
encho a cabeça mas não há carga nos contentores
digo olá aos meus amores, benvindas novas cores
da utopia eu crio a filosofia todo o dia quando a apatia
senta no meu colo e arrelia
eu faço a liturgia da verdadeira alegria
música nos meus ouvidos água benta em benta pia
a caminho com prudência eu não esqueço a violência
que levou alguns dos melhores da minha existência
mata a saudade de curtir demais, de tirar demais, de pisar demais
em convenções fundamentais
eu uso o tacto pra tazer a água da minha fonte
hoje em dia nem sequer preciso de atravessar a ponte
tenho a palavra escrita a tinta negra na minha pele
menina dos meus olhos, doce como o mel
palavra puxa palavra põe-me disponível pra amar
tudo aquilo que me seja sensível
e não são poucos aqueles que eu quero sem querer os poder ver
foi tanto o que me deram para nunca mais esquecer
palavra de honra, guardo a a palavra no meu bolso
na parede, no conforto de uma cama de rede
PALAVRA DE HONRA!
Da Weasel - A Palavra (Tema para Sassetti)
terça-feira, novembro 27, 2007
quinta-feira, novembro 08, 2007

Cansaram-se os olhos de te enlevar
Gastaram-se as palavras de tanto silenciar
Consumiram-se as noites e o luar
Extinguiu-se a ofuscação e o delírio de te amar.
Feridas que emergiram sem a esperança de findar
Velozmente enclausuraram o sangue que tencionava brotar
Porque é errado amar e penosamente o amordaçar
Porque a tua indiferença e apatia já me estavam a lacerar!
Oh metamorfose, oh vida que me acompanhais!
Oh desengano que tantas vezes me adornais
A ti me venço como profética serva…
sábado, novembro 03, 2007
quarta-feira, outubro 24, 2007
Valerá a pena tornar a utopia mais alcançável?
Será congruente gritar quando Todos só atendem ao seu silêncio?
Devo forçar um poema ou deverei isolar-me da colectividade todas as vezes que essa inspiração desponta nas circunstâncias mais triviais?
Hoje apetece-me afrontar o que é vulgar, ceder aos meus instintos mais viscerais, sacrificar a apatia em nome de uma excentricidade, ser diferente ou possivelmente, ser mais Eu, mais genuína, menos comandada por aquilo que a sociedade cataloga como “certo” ou “errado”.
Então e o equilíbrio tão falado e pouco usado? Nem tudo se reduz a compartimentos estanques que ninguém quer fundamentar nem debater!
Queria poder descobrir a minha autenticidade, mas receio que isto pertença a um mundo utópico!
Queria expulsar estas palavras tantas vezes travadas em nome de um sentimento humanamente decadente, mas debato-me com a dubiedade de que as mesmas não interessem a absolutamente ninguém…
domingo, outubro 07, 2007
Desabafos de Domingo
Este representa só mais um dia insignificante, algumas horas aglomeradas das quais asseguro não vir a contrair qualquer tipo de nostalgia.
Observo a quietude da natureza, contento-me com a agitação da música que remete para a importância de sermos nós próprios e de não reproduzirmos um conjunto de comportamentos que nos transfiguram em seres inanimados, cujo sentido crítico e espírito de iniciativa nunca abundou, aliás, nem existiu.
Por momentos estive envolvida na áurea mística para a qual nos transporta a poesia de Florbela Espanca. Em alguns minutos reli os cinquenta poemas que constituem a obra “Eu não sou de ninguém” da autora e revi-me em muitos desses poemas, como se alguém colocasse um espelho diante de mim e poetizasse tudo aquilo que me vai na alma.
Prossegui para a obra “Sonetos” também de Florbela Espanca, editada em 1978, e reli alguns dos sonetos que outrora havia seleccionado. Ironicamente e apesar de terem passado alguns meses desde que li pela primeira vez a obra e seleccionei os poemas com os quais me identificava mais, apercebi-me que no momento presente continuo com o mesmo sentimento de empatia com que me havia confrontado no passado. Não quero interpretar este facto, até porque é isso mesmo, um facto, e por mais teorias criativas e recreativas que eu possa expor não vão, em nada, mudar o rumo dos acontecimentos.
Quando leio poesia tão sentimentalista ocorre-me sempre um pensamento: seria mais fácil ser racional do que passar por um vendaval de emoções que (infelizmente) muitas vezes não tem o melhor desfecho. Será coerente passar grande parte da vida a tentar preencher o vazio com outras pessoas quando somos nós que nos temos de complementar a nós próprios?! Acho que o grande erro da existência humana reside aí mesmo: na busca inútil de algo que possuímos e que muitas vezes nem nos chegamos a aperceber.
A racionalidade é mais verdadeira, mas como tudo precisa de oposição para fazer-nos (tentar) atingir o equilíbrio, que não é mais que uma utopia, foi criada a sensibilidade: tantas vezes traiçoeira e outras, porém, companheira.
Estou ciente de que quando vertemos uma série de pensamentos para um papel tudo parece extraordinariamente simples, todas as contrariedades propostas pela vida parecem minimidades e podem, de facto, sê-lo, se as enfrentarmos como tal.
Sei que tudo parece vago quando generalizamos e mais confuso quando especificamos, mas sinto-me mais protegida na generalização e a pisar terreno perigoso quando sou confrontada com as especificações. Como tal, continuarei percorrendo o caminho da vida como alguém que generaliza tudo mas que não se consegue abstrair das especificidades, aliás, sou muito atenta a todos os sinais que me são enviados, infelizmente há quem os ignore. Com o intuito de complementar esta ideia vou citar as palavras imortais de Florbela Espanca:
“(…) E eu ando a procurar-te e já te vejo!
E tu já me encontraste e não me vês!”
quinta-feira, setembro 27, 2007
Estes últimos dias têm constituído uma espécie de déjà vu, uma vez que existem muitos aspectos deste início de ano lectivo que não são, propriamente, uma inovação. O que poderá constituir uma novidade é o tão citado Processo de Bolonha que agitou, e vai continuar a agitar, o Ensino Superior no geral.Apesar de tudo isto confesso que não deixo de sentir alguma nostalgia relativamente aos três meses que antecederam este início de aulas, pois foram portadores de muitas coisas positivas.
Apesar de não ter tido a oportunidade de desfrutar de férias, no verdadeiro sentido do termo, de uma coisa estou certa: este Verão teve e terá algumas repercussões positivas em alguns aspectos da minha vida.
Considero que nada na vida ocorre por mero acaso e, de facto, existem coisas que inicialmente não fazem muito sentido mas com o decorrer dos acontecimentos tudo se torna mais lógico.
Não tenciono criar nenhum tipo de expectativa até porque acho que as expectativas são formas de nos desiludirmos: sem expectativa não pode haver desilusão, como tal, prosseguirei confiante com a certeza de que independentemente do que ocorrer jamais deixarei de acreditar.
sexta-feira, agosto 10, 2007
Peaceful Music
But there are sometimes, there’s no way to explain
And there’s no rhyme or reason for the way that I’m feeling this pain
I just get so emotional, so emotional
When there’s no way off the floor and there’s no-one else’s door to lay the blame
Lose me, do you see me?
Round and round once more
I do adore you.
Além do momento
Ah, poder verter uma porção de luz
Sobre a alma à muito derramada
Tentando imitar as paranóias do mundo
Sempre alucinante, sempre delirante…
Sou mais que o momento
Bem mais do que uma enigmática cópia
Quero ser o que queria ter sido
Na incerteza de nunca o virei a ser.
Resisto a todas essas fraquezas
Cintilando apenas na minha consciência
Que aclama o passado inconsciente
Que chora quando todos descansam
E na hora serena soluça no silêncio imposto
Pensando num espaço e tempo que é nada
Nalgumas individualidades que não passam disso mesmo
O solo não é termo
Culmina as subsistências renunciantes
E ser um fragmento de terra árida errante
Antes ser um louco desacordado…
Cláudia Nóbrega
15 de Junho de 2007
Sobre a alma à muito derramada
Tentando imitar as paranóias do mundo
Sempre alucinante, sempre delirante…
Sou mais que o momento
Bem mais do que uma enigmática cópia
Quero ser o que queria ter sido
Na incerteza de nunca o virei a ser.
Resisto a todas essas fraquezas
Cintilando apenas na minha consciência
Que aclama o passado inconsciente
Que chora quando todos descansam
E na hora serena soluça no silêncio imposto
Pensando num espaço e tempo que é nada
Nalgumas individualidades que não passam disso mesmo
O solo não é termo
Culmina as subsistências renunciantes
E ser um fragmento de terra árida errante
Antes ser um louco desacordado…
Cláudia Nóbrega
15 de Junho de 2007
sexta-feira, agosto 03, 2007
Conselho Musical
quinta-feira, julho 26, 2007

Luto desperadamente contra a máscara
Que o finito me coloca
Sinto o âmago da minha sôfrega existência desvanecer
Às vezes desconheço quem sou: tantas vezes!
A essência da vida está na autenticidade
A limpidez é irrelevante
O vento dá voltas para cessar no mesmo instante
Volvendo à quietude indigna do pobre sonhador.
Uma metade de mim grita a outra pacifica
Sei da inutilidade destas palavras
Quero escrever no vazio que me consome
Mas suponho que nada o satisfaz…
Que o finito me coloca
Sinto o âmago da minha sôfrega existência desvanecer
Às vezes desconheço quem sou: tantas vezes!
A essência da vida está na autenticidade
A limpidez é irrelevante
O vento dá voltas para cessar no mesmo instante
Volvendo à quietude indigna do pobre sonhador.
Uma metade de mim grita a outra pacifica
Sei da inutilidade destas palavras
Quero escrever no vazio que me consome
Mas suponho que nada o satisfaz…
domingo, julho 08, 2007
"Férias" 2007
Tem havido muita poesia por cá nos últimos tempos, como tal, tomei a sensata decisão de voltar à prosa, muito embora eu considero que um poema muitas vezes é mais elucidativo de que um livro inteiro, para quem o souber interpretar, como é óbvio.
Neste momento estou oficialmente de férias no que concerne à universidade, confesso que não estava à espera de ter este privilégio tão cedo, uma vez que já estava preparada psicologicamente para ir à segunda ronda do último exame que fiz.
Tendo presentes os factos referidos anteriormente, já me despedi temporariamente da vida estudantil, uma vez que em Setembro voltarei novamente ao activo, e assumi outro “papel”, ligeiramente distinto. No presente momento estou empenhada em ampliar a minha formação profissional e pessoal, uma vez que estou a desempenhar uma das funções que constam nas saídas profissionais do curso que estou a frequentar.
Apesar de só estar a trabalhar há uma semana considero que este trabalho tem ajudado imenso, no sentido em que tenho reflectido e isso vai ajudar-me a delinear alguns dos caminhos que quero percorrer em termos académicos e, consequentemente, em termos profissionais.
Vou dando novidades, embora o meu tempo ande um pouco mais restrito nestes últimos tempos, de qualquer forma sou da opinião que só não temos tempo para aquilo que não queremos, o que vai de encontro à conhecida expressão "querer é poder!".
sexta-feira, julho 06, 2007
Saudade

Saudades! Sim... talvez... e porque não?...
Se o nosso sonho foi tão alto e forte
Que bem pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!
Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão!
Que tudo isso, Amor, nos não importe.
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como pão!
Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar,
Mais doidamente me lembrar de ti!
E quem dera que fosse sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar
Mais a saudade andasse presa a mim!
Se o nosso sonho foi tão alto e forte
Que bem pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!
Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão!
Que tudo isso, Amor, nos não importe.
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como pão!
Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar,
Mais doidamente me lembrar de ti!
E quem dera que fosse sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar
Mais a saudade andasse presa a mim!
Florbela Espanca
terça-feira, junho 26, 2007
Sonho Vago

Um sonho alado que nasceu um instante,
Erguido ao alto em horas de demência…
Gotas de água que tombam em cadência
Na minh’alma tristíssima, distante…
Onde está ele, o Desejado? O Infante?
O que há-de vir e amar-me em doida ardência?
O das horas de mágoa e penitência?
O Príncipe Encantado? O Eleito? O Amante?
E neste sonho eu já nem sei quem sou…
O brando marulhar dum longo beijo
Que não chegou a dar-se e que passou…
Um fogo-fátuo rútilo, talvez…
E eu ando a procurar-te e já te vejo!
E tu já me encontraste e não me vês!…
Florbela Espanca
Etiquetas:
Poesia Florbela Espanca Sonho Vago
segunda-feira, junho 25, 2007
Nutro uma chama dissemelhante,Um enobrecer harmonizante,
Um vórtice que revolve nas profundezas
Laborando a terra árida
Que se deixa fecundar pela tua imensa beleza.
Encerras o artifício da tentação
Representas o gérmen da sedução
Que ensandece qualquer consciência
Transfigurando-a em sensibilidade
Graças ao olhar que parece uma irrealidade.
quinta-feira, junho 21, 2007
What's my age again?
Face a este dia só me lembro de uma música dos Blink 182 chamada “What’s my age again?” que dizia “Nobody likes you when your 23”, mais comentários para quê? :-)
quinta-feira, junho 14, 2007
Love is...
Existem momentos da existência de um ser humano em que o mesmo não consegue reprimir mais os seus sentimentos e tem de exteriorizá-los. Uma das possíveis formas de fazê-lo é escrevê-los e enviar à pessoa que nos suscita esses sentimentos, embora seja mais interessante dizê-los pessoalmente, mas na impossibilidade de o fazer porque não arranjar uma alternativa?!
Qualquer rapariga que se preze fica comovida quando recebe uma declaração por escrito de um rapaz que saiba escrever de forma eloquente algumas palavras, que formam frases e, consequentemente, alguns parágrafos.
Toda esta conversa serve para introduzir a carta mais romântica que alguma vez tive o privilégio de ler, no entanto, a destinatária da carta não sou eu mas sim uma das minhas queridas irmãs. Devo dizer que a minha irmã suscitou os mais belos sentimentos num rapaz que quis expressar todo esse turbilhão de sentimentos que lhe iam na alma, só de olhar para as fotos dela.
É um cunhado assim que eu quero para mim, que consiga escrever um texto eloquente, demonstrativo de sensibilidade e acima tudo que saiba expressar os seus sentimentos em qualquer idioma.
Acho que já me estou a alongar demasiado, a esta altura já estão todos curiosos para poder maravilhar os seus preciosos olhos com um parágrafo que até faz o Dom Juan repensar as suas técnicas de engate.
A seguir têm as palavras preciosas para se poderem deliciar (vão buscar lenços porque as palavras que aí vêm impressionam qualquer ser humano):
A identidade do autor foi ocultada por motivos óbvios: depois da publicação de uma obra de arte destas o que não lhe faltarão são convites para editar os seus textos. Ele, para já, prefere o anonimato, como tal, vou respeitar a sua vontade.
A minha vida nunca mais será a mesma depois de ler estas palavras e a minha irmã nunca mais vai encontrar alguém que supere esta declaração!
terça-feira, junho 12, 2007
Incubus
Não poderia deixar de registar neste espaço o mais recente Vídeo Clip daquela que é, indiscutivelmente, a minha banda de eleição (que o digam as minhas irmãs que já estão fartas de ouvir Incubus: coragem sisters!).
Aliás, até o facto deste blog ter como link “apenas uma fase” remete para uma música dos Incubus intitulada “Just a phase”, é caso para dizer que “quem gosta, gosta sempre”.
Acho que é chegado o momento em que as palavras são desnecessárias, é só carregar no “play” e desfrutar…
Aliás, até o facto deste blog ter como link “apenas uma fase” remete para uma música dos Incubus intitulada “Just a phase”, é caso para dizer que “quem gosta, gosta sempre”.
Acho que é chegado o momento em que as palavras são desnecessárias, é só carregar no “play” e desfrutar…
Etiquetas:
incubus light grenades love hurts
Sugestões Musicais
Já há algum tempo que não apresento as minhas sugestões a nível musical, como tal, acho que este é o momento oportuno para fazê-lo.
No que concerne a álbuns discográficos recomendo:
No que concerne a álbuns discográficos recomendo:

Espero que os apreciem tanto como eu!
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