sexta-feira, abril 24, 2009

Simplesmente escrever…

Existem dias em que cresce em nós a vontade de escrever qualquer coisa sem sabermos bem o que escrever. Escrever só porque apetece escrever, escrever sobre qualquer coisa, pessoa ou situação.

Depois, quando parece que não temos nada para escrever, escrevemos sobre tudo e sobre nada, sobre o infinito e o finito, sobre a dia e a noite, como se isso fosse, realmente, importante e merecesse ficar registado, mas merece de tal forma que acaba por ficar imortalizado.

Então hoje escrevo sem saber o que escrever quando tenho tanto para dizer e nem sei por onde iniciar. Escrevo porque gosto das palavras, da sua conjugação, das frases que consigo construir sem grande esforço e porque posso reler o texto e achar que nada disto faz sentido, mas faz, eu é que não consigo conferir um sentido a algo que transcende até o mais ínfimo ou grandioso sentido.

As palavras equiparam-se ao toque de um telemóvel, alto e ritmado, num momento em que nós não queríamos ser interrompidos, de forma alguma. E quando o telemóvel toca, tudo se desmorona, sem se ter dado a construção.

Existem momentos em que proferir qualquer palavra torna-se desnecessário porque existem coisas inexprimíveis… são coisas que nem sei bem o que são. Serão sentimentos? Emoções? Não sei… mas sinto que transcende todas estas inutilidades.

Queria dizer mais do que aquilo que digo, mas não sei o quê. Escrevi tanto, palavras atrás de palavras, preenchendo folhas, umas atrás das outras, e sinto que não disse nada, absolutamente nada. Será porque o dicionário ainda é muito restrito e aquilo que quero dizer ainda não é um vocábulo com um significado perceptível?

Eu sei que não preciso escrever mais porque tenho a estranha certeza de que te identificas com cada palavra que aqui coloquei, numa tentativa de embelezar este texto. Sei que me ajudarás a encontrar novos vocábulos que expliquem ao mundo aquilo que sentimos sem precisar proferir qualquer palavra…

quarta-feira, abril 08, 2009

(Sem Título)

Forma de saudação: “Hello darling”.

Facto: Não constava nenhum “lol” ou “hehe” à frente.

Suposição: o assunto parece sério.

Constatação (em jeito de dúvida): afinal o assunto não era sério (ou era?!).

Despedida: inexistente. Parece uma espécie de filme de terror que acaba com uma frase do género: “e viveram felizes para sempre!”.

Hãn?!

É assim que nós nos sentimos, com um grande ponto de interrogação na mente.

Sim, “nós”, já que esta é uma pertinente dúvida existencial partilhada.

É hora de vestir-se a rigor:

Gabardine – Confirmado!
Óculos escuros – Confirmado!
Lupa – Confirmado!

LIGHTS, CAMERA, ACTION!

terça-feira, abril 07, 2009

Diálogos paralelos na diagonal horizontalmente falando

Num destes dias tudo indicava para que aquele fosse um dia normal. Evidentemente que o conceito de normalidade é altamente subjectivo e, portanto, discutível.

Todavia ao dirigir-me para o meu local de trabalho cruzei-me com uma daquelas criaturas que ao adicionar-se à minha pessoa o resultado é sempre muito… como direi?! Explosivo é o termo!

Ora, no meio do nosso sempre interessante diálogo, a criatura proferiu as seguintes palavras: “tu és um produto da minha imaginação”.

Aquilo que posso acrescentar a estes estupendos e inigualáveis vocábulos é tão-somente que uma imaginação que conceba uma criatura como eu está muito para além da categoria de “fértil”…

segunda-feira, abril 06, 2009

terça-feira, março 31, 2009

Eu


Hoje apetece-me simplesmente escrever… escrever para imortalizar estes sentimentos que me invadem.


Sei que nenhuma palavra que eu possa deixar aqui vai fazer jus ao que realmente sinto mas deixem-me escrever, simplesmente, escrever…


É uma sensação de leveza que se apoderou do meu peito, sinto-me como um pássaro a voar no mundo das emoções positivas, numa pacificidade tão terna e reconfortante. E quando tento concentrar-me em todas estas sensações para deleitar-me com cada uma delas, sinto um arrepio que percorre todo o meu corpo sem piedade.


Muitos perguntarão: que se passa? Qual foi o grande acontecimento que a deixou assim?


Mas eu respondo…


Não se passou nada de concreto!


Admirados?


Simplesmente estou a desenvolver em mim as emoções que quero sentir… e mereço tanto senti-me assim…


Na passada semana fui posta à prova… sim, surgiu um grande desafio na minha vida. Poderia encerrar-me na caverna do pensamento e não mais de lá sair, poderia gritar a todo o mundo como se o mundo tivesse desabado sobre mim… mas não o fiz!


Encarei a situação como ela merecia ser encarada: como um desafio para evoluir. Tudo foi tão mais simples… oh se foi… e agora, no momento em que escrevo, sinto que se formou uma barreira à minha volta que só deixa entrar as boas energias.


Agora não existem quaisquer bloqueios à minha evolução pois os “fantasmas” do passado que me assombravam desapareceram sem deixar qualquer rasto.


Agora sinto-me pronta para ir até o fim do mundo, se preciso for, pois tenho ao meu lado a pessoa que eu mais amo e admiro neste mundo…



…EU!

quarta-feira, março 25, 2009

Apenas uma fase...

Eu, aqui neste quarto tão luminoso e sereno, diante mim me confesso.

Sim, acreditei em algo que não eram mais que vãs expectativas.

Acreditei ter o mundo diante mim quando estava à beira do abismo.

Despendi tempo e energia numa criação aberrante e deveras alucinante.

Não foste tu, fui eu… sim, fui eu! Confesso!

Li palavras que me emocionaram… sim, porque foram sentimentos (ou deverei dizer ilusões) que também já foram minhas.

Foi compaixão aquilo que senti… verdadeira compaixão.

Sabes, percebi que a vida passa sem que ela se aperceba do espectáculo grandioso que está a perder. Ela tem bilhete para a sessão, mas acredita que o espectáculo és tu… mas não és!

Talvez seja a Lei da atracção, nada mais…

Sinto-me magoada, admito! Magoada com aquilo que sempre soube mas nunca quis saber…

É apenas uma fase, uma breve e fugaz fase porque eu já estou a assistir ao espectáculo grandioso que é a vida… pois é, não desperdicei o bilhete!

Talvez não saibas mas a felicidade tomou-me por companhia e sinto-me como uma criança quando recebe um brinquedo novo…

Quero que saibas sem quaisquer exageros ou ironias que, independentemente daquilo que ocorrer no futuro, valeu a pena ter vindo ao mundo só para ter vivido uma história assim.

terça-feira, março 24, 2009

Reconheço as apoquentações que te acometem
As sensações irrealistas e arrebatadas,
Irreflectidas e imponderadas
Que as quimeras arredam e, insensivelmente, esquecem…

Podes penetrar no mar e não mais retornar.
Podes divagar e não mais acordar.
Podes avistar a felicidade a levitar delirante.
Podes preferir ser um audacioso e insigne viajante.

Mas paraste… desististe… cedeste!
Preferiste as trevas imundas de um deplorável ser
Elegeste a tormenta, a mágoa, a assolação…
Compreendo! Outrora já me acobardei a essa sensação!

Cláudia Nóbrega
24 de Março de 2009

Why?




...
...
I know someday you'll have a beautiful life, I know you'll be a star
In somebody else's sky, but why?
Why?
Why?
Can't it be...
Can't it be mine...

Pearl Jam - Black

terça-feira, março 17, 2009

Concretização de um sonho...



Hoje apetece-me, pura e simplesmente, gritar aos sete ventos o quão feliz eu estou.

O "Apenas uma fase - Divagações" está para breve... para muito breve! :)



sexta-feira, março 13, 2009

As fotografias

As fotografias são elementos importantes na nossa vida pois, na maioria dos casos, refrescam-nos a memória em relação a determinados episódios passados.

Mas com o aparecimento das novas tecnologias, a fotografia já não é o que era pois existem inúmeros programas de manipulação de imagem que podem converter uma imagem real a uma vertente surreal.

É pois sobre a manipulação de imagem que eu vou falar.

Pois é, estimados leitores, num destes dias um grupo de criaturas decidiu fazer uma saída nocturna. Acabamos por juntar um grupo que imperava não só pela quantidade, mas também pela qualidade.

Então, a determinada altura quisemos fazer uma sessão fotográfica que imortalizasse o momento. Eram só sorrisos, flashes e poses interessantes. Até que um rapazito quis tirar uma foto de duas criaturas que, coincidência das coincidências, tinham o mesmo nome (eu não vos disse que isto é uma espécie de maldição).

Nada mais natural: com duas modelos de alto gabarito à sua frente, é compreensível que ele quisesse ficar com o registo dessas duas belezas estonteantes para venerar nas noites de insónia.
Mas a história não fica por aqui. Alguns dias depois esse rapazito decide enviar uma prenda a cada uma de nós.

Podia ser um cheque oferta da FNAC…
Um ursinho de peluche com um coração a dizer “I Love you”
Um perfume da Hugo Boss
Um Ferrari
Uma viagem às Ilhas Maldivas

Mas não…

Ele enviou-nos, nada mais, nada menos, do que essa foto que ele nos havia tirado mas com uns adereços diferentes daqueles que usávamos no momento em que pousamos para a dita fotografia.

Estimamos o gesto e ainda nos divertimos um pouco à custa disso. Mas o divertimento maior ainda estava para vir…

Daí a uns dias tivemos de entregar uns documentos a um docente nosso. Um facto banalíssimo que não apresentava, à partida, qualquer elemento digno de registo (pensávamos nós).

Isto era o mais lógico, mas não faria sentido eu estar a relembrar esse momento se tudo ocorresse conforme previsto. Então não é que certa criatura tinha a famosa fotografia entre os documentos que foram entregues ao docente.

Acho que foi a partir dessa altura que quando ele nos encontrava ou na sala de aula ou fora dela, não sorria para nós: ria de nós!

Escusado será dizer que ele não devolveu a foto… aquilo ainda um dia vai valer milhões: oh se vai!

Eu posso dizer que fiquei com a fotografia que me foi oferecida, para mais tarde recordar… só não a coloco aqui porque uma preciosidade daquelas é digna de estar num museu e não num blog. Mas se houverem muitos pedidos por parte dos leitores deste blog, irei, certamente, ponderar a questão…

terça-feira, março 10, 2009





Agora sei… oh, se sei… é tão fantástico!
Agora tudo é díspar, excitante, mágico…
Tudo é totalidade de um nada inexistente,
Tudo é energia que jamais fica ausente.

Agora sinto… oh, se sinto… é aprazimento!
Agora tudo é amor, paixão, alento…
Tudo é um sorriso que arde de emoção,
Tudo é paz que confere uma doce agitação.

E foi agora…sim, agora…
Num espaço de tempo que não tem hora
Que te vi e em ti me entrelacei…

E é já amanhã…sim, amanhã…
Numa cobertura de chocolate e avelã
Que vamos deliciar-nos com um sentimento que nunca experimentei…

Cláudia Nóbrega
9 de Março de 2009

domingo, março 01, 2009

Cola Tudo

Temos que valorizar não só aquilo que é nacional, mas também o que é regional.

Há uns largos meses havia um programa de humor que constava na grelha da programação da RTP-Madeira intitulado: Cola Tudo.

Na minha modesta opinião este programa encontrava-se ao nível de programas nacionais de humor tais como “Os Contemporâneos” ou “O Gato Fedorento”.

Mas não há nada como ver um dos sketches do programa para aguçar a curiosidade:

Contemporâneos no seu melhor!



quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Sentido de orientação divino...

O sentido de orientação é algo fantástico, para quem o tem.

Ora, eu assumo que esse não é propriamente um aspecto que eu tenha em excesso.

Isto não é particularmente grave se eu não me juntar com outras criaturas que sofrem do mesmo mal.

Já tive grandes aventuras de desorientação, nomeadamente, na capital, ou seja, Lisbon City e desta última vez que lá estive não foi excepção.

O título deste episódio é: quatro criaturas madeirenses dentro de um veículo ligeiro de passageiros em Lisboa.

Não sei porquê, mas tive imensas sensações de déjà vu … acho que demos uma série de voltas a Lisboa e passamos várias vezes pelo local onde era suposto ficarmos, mas como nos somos pessoas da vida airada, achamos mais interessante andar às 500 da manhã a dar voltas por Lisboa. Experimentem, não vão querer outra coisa, eu fiquei viciada naquilo.

Mas os casos de desorientação não se resumem ao território nacional. A certa altura, em terras africanas, duas criaturas desorientadas decidiram (vai-se lá saber porquê) pedir ajuda a um polícia para localizar um supermercado.

Big mistake!

Ora, eu não sou uma pessoa muito orientada, mesmo quando as explicações são dadas na minha língua materna, mas imaginem só o resultado quando são dadas num “dialecto” que mistura o idioma árabe, com o francês, o inglês e, quiçá, o chinês e japonês.

Pois é! Acho que deixei transparecer o meu ar de quem não percebeu absolutamente nada, antes de dar-me um ataque de riso.

Valeu pelo esforço!

Mas o mais curioso e irónico é que nós, criaturas desorientadas, ainda encontramos quem fosse mais desorientado que nós por lá.

Então não é que uma criatura veio pedir-nos ajuda para situar um banco?! Obviamente que só percebemos aquilo que o rapazito procurava, quando ele parou de falar em árabe pois percebeu pelas nossas expressões faciais que nós estávamos mais desorientadas que ele.

Lá lhe explicamos, delicadamente, que éramos umas meras turistas naquela cidade com um ritmo quase infernal (sim, a comparação também se deve às elevadas temperaturas) e que não éramos as pessoas mais indicadas para o ajudar.

Teríamos nós ar de criaturas árabes? Foi a questão que se colocou logo a seguir. Se fossemos, éramos umas árabes bem ousadas, tendo em conta os nossos trajes reduzidos.

Enfim, isto de ter um sentido de orientação divino é assim.

terça-feira, fevereiro 24, 2009

A Novela Mexicana (Parte II)

Eu sempre achei que quando duas criaturas que têm o mesmo nome se juntam o resultado nunca é o melhor.

Até já haviam evidências passadas que indiciavam para esse facto mas se argumentos me faltavam, agora até tenho fartura.

Parece que aquilo que acontece está sempre, directa ou indirectamente, ligado ao ramo automóvel. Será um sinal? Talvez...

Na primeira evidência, duas criaturas na sua paz de espírito fizeram com que o trânsito parasse (literalmente) e ainda puseram duas outras criaturas do sexo masculino a discutir (se calhar tinham o mesmo nome esses dois).

E que fizemos nós?

Fomos as heroínas da situação?

Claro que não!

Obviamente que “fugimos”, ou melhor, continuamos com a nossa fantástica vida.

Estavam à espera do quê? Algum dia parar o trânsito é mau? Claro que não! Só quisemos desacelerar um pouco o ritmo frenético da vida das pessoas. Deviam agradecer-nos encarecidamente, isso sim!

Sem dúvida que esse é um episódio para contar aos nossos netos e que ficou registado algures aqui neste blog (16 de Abril de 2007), mas recentemente ocorreu outro:

Estava eu algures próximo do meu local de trabalho à espera de uma criatura que disse que passava por lá para irmos juntas para a aula de Yoga.

Ao aproximar-se essa criatura e respectiva viatura, aparentemente, parecia tudo normal, não fosse o facto do carro estar na diagonal quando deveria estar na horizontal.

Além disso já ouvi traineiras fazerem menos barulhos do que o meio de transporte da criatura.

As explicações podiam ser variadas como por exemplo que ela não vinha de carro, mas sim montada numa vassoura. Como estamos na altura do carnaval, ela podia ter optado por ter revelado a sua verdadeira identidade nesta altura tão sublime.
Mas não!

Na verdade a criatura ao contornar uma rotunda vinha perdida nos seus pensamentos e a pensar sabe lá Deus em quê (não precisas dizer-nos).

O resultado foi um pneu furado e menos uma peça no carro, que por acaso foi o prato de um dos pneus (ou lá como lhe chamam).

A primeira parte da nossa aula de Yoga foi passada numa oficina… foi nessa altura que descobri a minha vocação para a mecânica automóvel (mas isso fica para outro post).

Mais tarde a missão foi recuperar o prato do pneu e lá fomos nós para a rotunda. Confesso que aquela foi uma das experiências mais enriquecedoras da minha vida.

Sair do carro, resgatar o pobre pratinho e regressar ao veículo onde alguém já estava com falta de ar, tal era o ataque de riso… bem... é indescritível.
Conclusão: quando pensarem fazer-se acompanhar de alguém com o mesmo nome que Vós pensem muito bem em que se estão a meter!
(To be continued...)

sábado, fevereiro 14, 2009

Poema do dia dos namorados - JFM


Vencedores
1º ClassificadoCláudia Filipa Nóbrega – “Se tu soubesses…”
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Troféu + Certificado + Duas viagens ao Porto Santo – Oferta da “Porto Santo Line”
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2.º ClassificadoAna Luísa Saraiva da Silva Ascenso – “Na sombra das aves”
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Troféu + Certificado + Jantar para duas pessoas – Oferta do restaurante “O Piquinho”
.
3.º ClassificadoTânia Marisa Perestrelo Nunes – “Sem se ver…”
.
Troféu + Certificado + Um ramo de flores – Oferta da “Florista Não-Me-Deixes”

domingo, fevereiro 08, 2009

Nova Paixão...















Equilíbrio:

  • Mente
  • Corpo
  • Espírito