sexta-feira, outubro 07, 2011

Autenticidade

Imagem: Google

Num destes dias estava a conversar com uma amiga minha que havia chegado a um cruzamento em relação a uma situação específica e estava a sentir algumas dificuldades em optar.


Deverei seguir os argumentos da mente ou ouvir o coração?

Por mente entendo as decisões baseadas no raciocínio lógico em que 1+1=2 e não se questiona mais o assunto e por coração incluo os nossos sentimentos que não obedecem a uma lógica racional.

Segundo a mente a decisão era bastante evidente mas o que, de certo modo, complicava as coisas é que ela sentia que deveria fazer o oposto do que lhe era indicado e fundamentado pela mente (ego).

Muitas vezes tomamos decisões que contrariam a nossa essência por motivações que nos matam devagarinho como, por exemplo, a necessidade de agradar aos outros.

Na minha perspectiva agradar aos outros é uma espécie de guerra sem fim connosco.

O ego vai tentar sempre justificar a necessidade de fazer algo que nos vai colocar um rótulo de bons samaritanos mas isso é uma ilusão pois aquilo que estamos a fazer é a agir em conformidade com aquilo que achamos que agrada aos outros e isso é, nem mais, nem menos, do que… NÃO SERMOS NÓS PRÓPRIOS.

E depois admiramo-nos que atraímos pessoas controladoras e possessivas na nossa vida, que nos manipulam como marionetas segundo a sua vontade.

É como dizia o Sting numa das suas músicas: “be yourself no matter what they say”.

Quando somos nós próprios sentimo-nos bem porque estamos a ser autênticos, sem máscaras ou disfarces e isso pode não agradar a muita gente mas, temos pena, não se pode agradar a gregos e troianos.

Quando não és tu próprio o que acontece é que as pessoas gostam da personagem que criaste e que não corresponde a quem, realmente, és e, como tudo o que é falso, mais cedo ou mais tarde, a máscara cai e acaba-se o encantamento.

Isto tudo para dizer: sê tu próprio sempre e toma decisões que estão em consonância com a tua verdadeira essência pois essas são as melhores escolhas que podes fazer na vida.

quinta-feira, setembro 29, 2011

Mudança

Hoje decidi fazer uma remodelação no visual desta casa virtual que me acompanha desde o ano de 2005 pois senti que as tonalidades escuras do mesmo em nada condiziam com o meu interior e, por isso, alterei-as.

Há alturas da vida em que temos de fazer mudanças, sejam elas pequenas ou grandes e, nem a propósito, hoje recebi uma sms que dizia assim:

- "Não são os grandes planos que dão certo. São os pequenos detalhes."

As mudanças não têm de ser um espectáculo pirotécnico bem montado para que todos vejam e depois de terminado nada resta.

As mudanças são lentas, graduais... levam o seu tempo.

Mudar é abandonar o velho "Eu", as velhas limitações e avançar confiante de que as respostas estão sempre dentro de nós, basta ir buscá-las, basta resgatar a Verdade que é inalterável.

Durante algum tempo senti que estava a resistir à mudança pois nem sempre é fácil deixar para trás aquilo que faz parte do "velho Eu" e a história que contamos a nós próprios para nos entreter e desviar da Verdade.

Custava-me aceitar que determinada situação tinha de ser assim e ponto final mas era exactamente assim e só me restava aceitar e avançar.

Resisti à aceitação e tive durante muito tempo estagnada mas agora já recomeçei a avançar e sabe tão bem poder fazê-lo de forma tão livre e espontânea.

Agradeço pelo que vivi, pelo desafio que me foi colocado na caminhada mas é hora de avançar e não mais olhar para trás.

Vou até onde tiver de ir pois conto com a colaboração do meu guia interior e, por isso, aceito aprender tudo aquilo que me fizer avançar... progredir... enfim, evoluir.

E nisto dou por terminada uma fase...

domingo, setembro 25, 2011

Aceitação

Imagem: Google

Tenho consciência da minha ausência mas nem sempre a inspiração pode ser concretizada através da escrita e ultimamente tenho encontrado outras formas de materializar a inspiração que vai surgindo.

Mais eis que hoje dei por mim a sentar-me à frente de computador, abrir uma página em branco e começar a preenche-la com letras atrás de letras sem pensar no que iria escrever.

Como é bom deixar as coisas fluírem sem se preocupar com o que quer que seja…

Cada vez mais vou tendo consciência da energia de tudo aquilo que me rodeia e sei que posso deixar-me envolver por essa energia mas com a consciência de que sou a única responsável por isso.

Culpar os outros?

Culpar o sistema?

Culpar o quer que seja só para eu sentir-me uma vítima das circunstância e do mundo parece um caminho bastante simples e imediato mas encarar-se de frente e colocar-se entre a espada e a parede pode fazer-nos aceder a uma dimensão diferente das coisas que poucos ousam alcançar ou sequer tentar.

Tentamos tantas vezes controlar o que se passa à nossa volta porque preferimos o amarelo e não o verde, porque o doce sabe melhor que o salgado e o mais ridículo é que não nos apercebemos da arrogância que temos ao querer controlar aquilo que foge do nosso controle. Claro que acabamos por deparar-nos com coisas das quais queremos fugir mas elas teimam em aparecer e nós teimamos em fugir e é um jogo que não tem fim…

Num destes dias li algo muito curioso que expressava a seguinte ideia: se parássemos de querer isto e aquilo só ocorreriam as coisas que teríamos mesmo de vivenciar para passar à fase seguinte… só ocorreriam situações que nos iriam confrontar com o motivo pelo qual estamos nesta vida, neste preciso momento.

Claro que o ser humano é cheio de sonhos e expectativas e quer, muitas vezes, à força vê-las concretizadas e sofre por ter, sofre por não ter, sofre por aquilo que poderia ter tido e por aquilo que quer vir a ter.

Pois é, sofremos porque queremos e se continuamos a querer algo que não temos é porque não estamos a aceitar aquilo que nos é dado (Bingo!).

Não possuo algo neste momento e como sei que não tenho de tê-lo?

Porque… simplesmente não tenho! Nada mais simples mas, ao mesmo tempo, mais complicado de aceitar. O nosso querido ego tenta sempre justificar a “necessidade” de termos isto ou aquilo para nos entreter e nós vamos entrando no jogo. E quem nunca jogou este jogo que atire a primeira pedra….

Talvez por isso seja tão complicado simplesmente aceitar ao invés de desejar mas não deixa de ser um desafio que irá manter-se até… quem sabe?

Até um dia…

segunda-feira, junho 06, 2011

Poder do Agora

 





















Com o evoluir do tempo parece-me cada vez mais natural deixar, simplesmente, a vida fluir sem quaisquer exigências ou expectativas.


Cada vez mais o agora é o único momento importante e é tão belo poder desfrutar do mesmo ao máximo tomando consciência de que tudo é infinitamente perfeito e está como deveria estar.


Tudo tem um momento certo de acontecer e quando não acontece é porque não está em sintonia com a minha missão de vida.


Para quê perder energia a querer o que não tenho quando posso estar grata por tanta outra coisa que, efectivamente, tenho?


Para quê querer se tudo é perfeito a cada momento?


Nos últimos tempos tomei consciência de que andava a limitar-me demasiado e, por isso, para onde quer que olhasse só via limites quando, na verdade, a vida é ilimitada em todos os sentidos.


Não sei para onde vou mas sei onde estou e isso basta-me.

domingo, novembro 28, 2010

Domingo Perfeito

Já suspirava por um domingo assim há algum tempo.

É a chuva que cai continuamente sem dar espaço para qualquer pensamento, o cheiro a terra molhada, a manta que se enrola no meu corpo como uma concha escondendo uma pérola, o cheiro do chá de maça e canela que me consola a alma, enfim, um manjar de perfeição.

Tantas vezes que quis que alguém me dissesse que isto ou aquilo é perfeito mas não me permiti ouvir.

Agora que acabei de encaixar umas peças nas outras e o puzzle está completo vejo com nitidez que tudo é perfeito a cada momento.
Estou onde devia estar e para aquilo que se segue tenho indicações claras do meu Eu Superior:

- (Página em branco);

- Avança… continua a remar;

- A Natureza é perfeita.

Eis o meu Livro de vida! :)

domingo, novembro 14, 2010

Josh Groban - Illuminations (2010)


Neste início de Domingo tive um primeiro contacto com o novo trabalho discográfico de um dos meus ídolos, Mr. Josh Groban, intitulado Illuminations e amei todas as músicas sem excepção. Ao ouvi-lo invadiu-me uma sensação de amor e tranquilidade da qual vou desfrutar ao máximo.

quinta-feira, agosto 05, 2010

Novo post?!

Não precisas ir buscar os óculos para confirmar, aqui a “je” voltou, efectivamente, à blogosfera.

Como dizia certo dia um conterrâneo meu “soltem os fogos” que a ocasião merece.
Eu por mim já estou servida com uma taça de champanhe francês e a ideia é esvaziar a garrafa ainda nos próximos minutos, alguém para colaborar nesta nobre missão?

Aparte isto, devo dizer que o que escreverei a seguir é, completamente, inútil para a tua sobrevivência mas, ainda assim, eu direi na mesma a alto e bom som para que isso fique a ressoar nos teus ouvidos nos próximos tempos: AMO A VIDA!

É verdade, este é um declaração pública de amor à vida que existe em mim e fora de mim, à perfeição das coisas, ao todo do qual eu faço parte e à totalidade que faz parte de mim.

Esta é mais uma fase importante: jogar pelo seguro ou pisar território desconhecido? Eu vou optar pelas duas porque, às vezes, gosto de sentir-me segura mas também gosto de ver para lá do horizonte, gosto de estar lá sozinha com o universo (é um contra-senso deveras interessante), gosto de colocar-me a grandes altitudes para ver se consigo dar uso às asas.

Qualquer uma das opções está tão eminente que até já lhes sinto o cheiro como se tivessem a ser cozinhadas aqui ao lado. Estou prestes a saborear esse manjar das sensações / emoções e posso dizer que estou mais pronta do que nunca. E tu, estás?

domingo, junho 20, 2010

Sugestão Musical




























Nos últimos dias deixei-me envolver pelo ritmo contagiante do primeiro trabalho discográfico do ex-concorrente do "American Idol", Adam Lambert, intitulado “For Your Entertainment”.

Ao longo do referido programa surpreendeu tudo e todos com a sua atípica capacidade vocal e com o sentido de espectáculo e de entretenimento que apresentou. Embora não tenha sido eleito o “American Idol” não tardou até ter propostas das editoras para gravar o seu primeiro álbum que tem sido um estrondoso sucesso de vendas.

Da minha parte o “For Your Entertainment” está mais do que aprovado e recomenda-se.

Última actualização 4 de Maio de 2010?!

Este blog até já está a criar teias de aranha (para não dizer que já está cheio delas), há quem diga que isso é sinal de dinheiro e embora eu seja céptica em relação à estranha relação de causalidade entre os dois “elementos” vou jogar no euromilhões a ver se com jeito ainda venho aqui na próxima Sexta-feira dar a mão à palmatória.

Têm razão, caros leitores, se eu ganhar o euromilhões duvido que este blog me volte a por “as vistas em cima” e, muito menos, para remexer num assunto que já não tem qualquer relevância (este poder de antever os pensamentos dos outros é inebriante, não é?).

Voltando à realidade, cá estou eu no planeta Terra, alegadamente, o terceiro do Sistema Solar a contar do sol a escrever meia dúzia de baboseiras para serem lidas por sabe lá Deus quem (se calhar é melhor nem saber!).

As últimas “impressões digitais” que cá deixei foi uma foto do meu estimado leque da pergamano (o meu mais recente vício), a música Come Back dos Pearl Jam (devia estar a ponto de atirar-me do Pináculo – piada exclusivamente madeirense) e um frase de “Um Curso em Milagres” (uma espécie de bíblia do Desenvolvimento Humano que ando a estudar) e apercebo-me que hoje apetece-me registar algo mais amplamente restrito do que qualquer uma destas coisas que acabei de enunciar.

Sinto-me como que saída do mais empolgante filme de acção que possam conceber na vossa mente: com a cabeça erguida mas com algumas “feridas” que estão a cicatrizar com o tempo. Esta é a melhor analogia que posso fazer depois dos últimos acontecimentos.

Reconheço que nunca pensei envolver-me numa realidade tão abismalmente diferente da minha (pensava eu inicialmente) mas com o evoluir do tempo percebi que, independentemente das condições que nos rodeiam serem favoráveis ou não, todos nós temos características tão semelhantes e, mais do que isso, temos tanto a aprender com pessoas das quais nunca nos aproximaríamos intencionalmente em circunstâncias “normais” (o que quer que isso seja).
É caso para dizer e repetir que a vida é mesmo irónica, não é? Ironicamente sábia, diria eu.

Até próximos registos (ou não, no caso da relação aranhas – dinheiro se verificar).

terça-feira, maio 04, 2010

Pergamano


Eis o resultado final de algumas horitas de trabalho mas valeu bem a pena!




















quinta-feira, abril 29, 2010

Come Back... I Miss You!



If I keep holding out,... will the light shine through?
Under this broken roof,... it's only rain that I feel
I've been wishing out the days,... come back

I have been planning out,... all that I'd say to you
Since you slipped away,... know that I still remain true
I've been wishing out the days,...

Please say, that if you hadn't of gone now
I wouldn't have lost you another way
From wherever you are,... come back

And these days, they linger on
And in the night, as I'm waiting on
The real possibility I may meet you in my dream
I go to sleep

If I don't fall apart,.... will the memories stay clear?
So you had to go,..... and I had to remain here

But the strangest thing to date
So far away
And yet you feel so close
And I'm not gonna question it any other way

There must be an open door
For you to
Come back

And the days, they linger on
And every night, what I'm waiting for
Is the real possibility I may meet you in my dream

And sometimes you're there
And you're talking back to me
Come the morning I could swear you're next to me

And it's okay.

It's okay.
It's okay.

I'll be here
Come back
Come back

terça-feira, abril 27, 2010

Pensamento



















Imagem: Google

«A Bíblia diz que deves ir com um irmão duas vezes mais longe do que ele te pede. Certamente não sugere que o retardes na sua jornada. Do mesmo modo, a devoção a um irmão não te pode retardar.»

Um Curso em Milagres

domingo, abril 25, 2010

Regresso

Após algum tempo de ausência da blogosfera decidi actualizar o meu cantinho.

Quero deixar aqui registado que cada vez mais acredito que existe uma força superior a mim e a todos nós que merece ser reverenciada.

Sinto que às vezes valorizo em demasia a minha percepção, que é momentânea, em detrimento dessa força da Verdade que nunca me abandona e que está sempre a orientar-me e, como tal, a mostra o caminho que devo seguir.

Aceitar que sou um ser humano que tem características genuinamente humanas é aceitar essa totalidade que faz parte integrante de mim. Sei, agora mais do que nunca, que sou tudo aquilo que vejo nos outros.

Quantas vezes tomamos atitudes que subtilmente indicam que ainda não nos aceitamos tal como somos?

Julgar alguém por algo que tenha feito e com a qual não concordamos é acreditar que nós em circunstância alguma faríamos algo semelhante mas a verdade é que faríamos, aliás, existem circunstância em que até é aceitável fazê-lo.

Todos nós somos regidos pela mesma força, todos nós temos o mesmo Criador, um Criador perfeito que nos fez à sua imagem e semelhança. A separação, a noção de tempo e espaço surgiu quando renunciámos a essa perfeição e formatámos a nossa mente para crenças baseadas na nossa percepção. A nossa mente pode estar em conflito mas o nosso Ser está em paz.

Perdoar os nossos semelhantes é perdoarmos os nossos próprios erros, aceitá-los como são é aceitarmo-nos a nós próprios.

Como podemos caminhar para a Unidade, como podemos actuar em função do todo quando não damos as mãos aos nossos irmãos?

Este tem sido um período de grandes aprendizagens para mim por tantos motivos… A vida mostrou-me, de forma bastante clara, que tinha de repensar as minhas prioridades e está a conceder-me tempo para isso.

O que vou fazer a seguir sei-o, o que vai acontecer não o sei, mas sei que será o melhor para mim e para todos. Para já surgiu no meu caminho uma oportunidade que é, sem dúvida, um grande desafio. Acredito que, acima de tudo, esta oportunidade trar-me-á uma visão bem diferente de tudo o que tenho vivido até agora e isso enriquecer-me-á imenso.

Para já estou a aprender a amar a totalidade do Ser e a corresponder ao amor que recebo todos os dias.
Foi com muita emoção e gratidão que recebi a verbalização desse amor incondicional e, a verdade, é que esse amor é correspondido na íntegra.

quarta-feira, março 03, 2010






















Sentido crítico em mente dormente
É como terra que nunca conheceu semente
Bendita a paixão de muitos amores
Numa mistura de fragrâncias de fastidiosos odores.

Conversinha de intragável senso comum
É como um por todos e todos por nenhum
Vai ò Bela Infanta refazer a tua trança
Que a barca lá ao longe é fonte de esperança.

Bradam aos céus como gentios crentes
Passando pela avenida circulando entre as gentes
Compondo um rebanho de lã desgastada
Como a Cinderela que perdeu o encanto na última badalada.

Não é imprudência nem sequer contestação
É tão-somente uma subtil chamada de atenção
Ao povo de navegadores que fomos outrora
Que transcende qualquer derrotismo daqui ou do agora.

Levantai hoje de novo o Nosso Portugal
Banal?! Trivial?! Talvez desigual…
Erguei ò povo este orgulho que murmura
Gritai, subi bem alto que a vida não culmina na sepultura.

Porto, 3 de Outubro de 2009

sábado, fevereiro 20, 2010

Caos na Madeira

O tempo aqui na Madeira está verdadeiramente assustador.
Há várias horas que chove torrencialmente e existem diversas inundações, ribeiras a transbordar, derrocadas, enfim, algo nunca antes visto.
A Protecção Civil recomenda que ninguém saia de casa, o que nem sempre é fácil tendo em conta que a força das águas está a arrastar tudo o que encontra pela frente, inclusive casas e carros, pelo que as pessoas tentam, de algum modo, evitar perder alguns dos seus bens materiais.
Além disso, a rede móvel é, praticamente, inexistente motivo pelo que é complicado estabelecer o contacto com as outras pessoas e pedir ajuda, se for caso disso.
Os Bombeiros Voluntários Madeirenses fizeram o alerta para que os madeirenses só façam chamadas em caso de emergência para não congestionarem a pouca rede que existe para que quem precisa de auxílio possa contactar as entidades competentes.
A esperança de que tude acabe pelo melhor predomina neste momento...

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

Quantas vezes?

Foto: cnobrega

Quantas vezes olhamos para dentro de nós e estamos mais perto da nossa essência?


Quantas vezes nos sentimos felizes no silêncio, ao escuro e sem ninguém por perto?


Quantas vezes choramos de felicidade?


Quantas vezes dizemos às pessoas o quão importantes elas são para nós?


Quantas vezes admitimos que também erramos?


Quantas vezes pedimos desculpa a alguém que magoamos?


Quantas vezes nos lembramos de agradecer?

Agradecer por simplesmente estar vivo,

Por um novo dia,

Por todas as bênçãos que recebemos,

Pelos sorrisos,

As palavras,

Os silêncios,

Pelo amor que recebemos,

Pelo amor que damos,

Por sermos nós próprios e nos sentirmos bem com isso,

Por termos ao nosso redor pessoas que nos respeitam e aceitam tal e qual como somos,

Porque recebemos um telefonema, uma mensagem ou encontrámos um velho amigo,

Pelas mensagens ou sinais que nos indicam o caminho.




Hoje apetece-me, simplesmente, abraçar a minha essência, desfrutar dela; chorar de felicidade; enviar amor a quem tem assumido especial significância na minha vida; assumir os meus erros, as minhas imprecisões; pedir perdão do fundo do meu coração a quem magoei; e, acima de tudo, agradecer…


OBRIGADO!!!

MUITO OBRIGADO!!!

sexta-feira, janeiro 29, 2010

Pensamento

É importante saber quando devemos agir mas mais importante é saber quando devemos parar.
(...)

sábado, dezembro 26, 2009

O desafio do desconhecido




















Quando você explora mares desconhecidos, como Colombo fez, o medo existe, um medo imenso, porque ninguém sabe o que vai acontecer. Você está deixando a praia da segurança.

Você está perfeitamente bem, em certo sentido; só uma coisa está faltando — aventura. Enfrentar o desconhecido dá a você certa excitação. O coração começa a pulsar novamente; volta a se sentir vivo, totalmente vivo. Cada fibra do seu ser está vibrando porque você aceitou o desafio do desconhecido.

Aceitar o desafio do desconhecido, apesar de todo o medo, é coragem. Os medos estão ali, mas se você aceita o desafio várias vezes seguidas, devagarinho os medos desaparecem.

A experiência de alegria que o desconhecido traz, o grande êxtase que começa a acontecer com o desconhecido, torna você forte o bastante, lhe dá uma certa integridade, aguça sua inteligência.

Pela primeira vez, você começa a sentir que a vida não é só tédio, mas uma aventura. Então devagar os medos desaparecem; e você não para mais de ir atrás de uma aventura.

Mas, basicamente, coragem é pôr em risco o conhecido em favor do desconhecido, o familiar em favor do estranho, o confortável em favor do desconfortável — árdua peregrinação rumo a um destino desconhecido.

Nunca se sabe se você será capaz de fazer isso ou não. É um jogo arriscado, mas só os jogadores sabem o que é a vida.


Osho, em "Coragem: O Prazer de Viver Perigosamente"







terça-feira, dezembro 22, 2009

O "Natal" dentro de mim...

Foto: cnobrega - Sintra




...Amor!


É muito o amor que habita dentro de mim, um amor mais cintilante, brilhante e reluzente do que qualquer luz ou decoração de Natal.


Não é um amor visível como um belo espectáculo de fogo-de-artifício, ele é tão subtil como uma leve brisa que passa e esbarra no rosto.


Ninguém vê, mas sente... e basta!

Eu sinto... e isso basta-me!


É este amor que quero hoje partilhar convosco, não é por estarmos na época natalícia, época em que se espalham votos de felicidade, paz, amor, saúde ao vento (o Natal termina e tudo passa) é porque todos os dias são bons para se cantar a felicidade que habita dentro de nós.


Ouvem esta voz harmoniosa do amor como o canto de uma sereia na imensidão dos mares que aconchega o coração e causa-nos um arrepio que percorre todo o corpo?!


Haverá algo melhor que isto?!


Duvido!!!

quinta-feira, dezembro 17, 2009

Transcendendo o óbvio...




























Sempre que tento expressar de forma oral ou escrita aquilo que sinto acabo sempre por minimizar aquilo que é infinitamente grandioso.

Gosto de manter bem presente tudo aquilo que faz com que um sorriso nasça sem explicação.

Poder-me-ia, em algum momento, sentir-me perdida, ansiosa ou receosa mas tudo o que aconteceu e continua a acontecer (sem excepção) recorda-me que onde quer que eu esteja, com ou sem pessoas conhecidas à volta, nunca estou sozinha. Acontece sempre algo que prova, inequivocamente, que só estamos sozinhos se o nosso estado mental for de escassez, de solidão, de vitimização ou, até mesmo, de desespero.

Acima de tudo temos de saber desfrutar, ao máximo, da nossa companhia e amarmo-nos tal e qual como somos, com qualidades e fragilidades incluídas.

Como posso valorizar alguém se não acredito no meu próprio valor?!

Ficar dependente dos elogios e atenção, seja de quem for, parece-me bastante ingrato e só causará sofrimento porque no momento em que alguém nos elogia e dá essa atenção ficamos radiantes e felizes mas, e depois? Essa felicidade mantém-se ou precisamos de mais uma “dose” de elogios e atenção? Sinceramente, isto até parece uma droga em que a dose tem de ser cada vez maior e nunca é o suficiente.

Devemos amar-nos, com um amor sincero e que não se deixa abalar por nada nem ninguém, este é o ponto de partida para uma viagem a um lugar em que tudo actua para o nosso bem supremo.

É um lugar de oportunidades e desafios que nos fazem evoluir sem nunca mais parar.

A esse lugar vão chegando pessoas que iniciaram a mesma viagem que nós, que deixaram muito para trás para ali chegar, não foi um caminho fácil mas são as dificuldades que nos fazem aceder ao guerreiro destemido que existe dentro de nós.

Ficamos orgulhosos da capacidade que temos para ultrapassar as situações e o amor que sentimos por nós fica mais fortalecido.

A gratidão é inevitável… as lágrimas de comoção e uma sensação de amor que se expande desde o peito para cada parte corpo, saindo em forma de energia por cada poro da nossa pele, reflecte mais do que qualquer palavra aquilo que é sentir-se, verdadeiramente, agradecido, por tudo o que nos circunda.

Foi numa fase da minha vida bem recente e que está bem longe de terminar que senti tudo isto mais do em qualquer outro momento da minha existência. Talvez porque as «coincidências» tenham surgido de forma mais vincada e inequívoca.

Soube porque estava aqui, porque é que tinha de passar por determinadas experiências, porque é que algumas pessoas surgiram na minha vida e porque é que outras, apesar de terem sido importantes a determinado momento, tinham de ficar para trás.

Aprendi, mais do que tudo, que não se pode limitar uma realidade que é ampla e que as surpresas mais agradáveis ocorrem quando olhamos com atenção para aquilo e para aqueles que surgem na nossa vida.

Não posso deixar de agradecer, porque nunca é demais, e fazer a minha sentida homenagem a todas aquelas pessoas que na minha passagem por Lisboa me receberam de braços abertos, como se me conhecessem, que quiseram fazer parte da minha vida e deixar-me fazer parte da delas, pessoas que constituíram e ainda constituem exemplos a seguir, pessoas que fizeram-me recuperar a curiosidade natural da infância, que fizeram-me perceber que quanto mais aprendo mais tenho para aprender, pessoas que contra todas as (supostas) “limitações” mostraram-me que a maior limitação é a da nossa mente, pessoas que , acima de tudo, fizeram com que eu me sentisse em casa e tornaram-se na minha família.

Amo-vos muito... como sabem... :)