Quando comecei a olhar para mim e percebi que sou bem mais do que aquela imagem que o espelho me devolve sempre que estou diante dele, vi e percorri caminhos dentro de mim que a cada dia se tornam mais emocionantes e estimulantes fazendo-me perceber que cada um de nós traz um ser humano fantástico dentro de si que merece ser amado incondicionalmente.
Quando olhei com atenção à volta apercebi-me que tudo transcende o acaso e que aquilo de que precisamos vem, irremediavelmente, até nós no momento certo. Tudo está arquitectado de forma perfeita pelo universo mas, ainda assim, ao ser humano é atribuído um papel determinante, que é o de ver para além das evidências do ego e evoluir com toda e qualquer situação.
Quando despi os medos, comecei a aceitar-me, amar-me e a acreditar plenamente no universo. Foi nessa altura que começaram a surgir pessoas na minha vida que, pelas suas qualidades e paixões, são compatíveis com a forma como escolhi viver a vida. Percebi, enfim, que tudo aquilo que surge na minha vida é um reflexo de mim ou pretende fazer-me aceder a partes de mim que estão por descobrir.
Agora sei o que é chorar de alegria e gratidão. Às vezes quando olho ao meu redor e, fundamentalmente, para dentro de mim, as lágrimas de contentamento parecem expressar melhor que qualquer vocábulo aquilo que sinto.
Foi nesta cadeia de causa - consequência interminável que surgiste na minha vida. Aquilo que sinto é algo arrebatador, misturado com uma gratidão inigualável por a vida dar-me a oportunidade de aprender, evoluir ou simplesmente desfrutar da companhia de alguém que não se resume a um conjunto de adjectivos que parecem sempre redutores em relação ao verdadeiro valor que assumes na minha vida.
Sei, exactamente, porque é que te amo de uma forma que nunca amei ninguém, contra todos os factos, evidências ou conjecturas. Sinto verdadeiro fascínio pelo ser que és e o mero facto de saber que existes deixa-me em êxtase.
Agora sei o que é amar alguém sem barreiras ou sofrimentos, sem necessidade de uma presença física ou de ter qualquer gesto de aprovação porque o simples facto deste sentimento habitar em mim é suficiente para fazer-me aceder a um nível que eu nunca imaginei que existisse.
Não importa se este sentimento é correspondente, se estás longe ou perto, se pensas em mim ou não porque nada disto altera aquilo que sinto.
Só quero que sejas tão feliz tal como eu sou aqui e agora, com ou sem a tua presença...
Parece que temos fim-de-semana prolongado à porta e desta vez senti uma vontade imensa de cometer uma variação da rotina de (quase) 180º para comemorar.
Como tal, andei a indagar o que iria fazer e percebi que, mais uma vez, poderia desafiar-me e sair da minha zona de conforto que está mais do que visto que neste momento é em Lisboa.
Então decidi “agarrar” em mim e fazer-me companhia numas mini-férias fora de Lisboa sem grandes planos ou horários.
Para onde vou?
Quando voltar coloco aqui umas fotos que esclarecerão, certamente, todas as vossas dúvidas. Posso assegurar-vos que terei a melhor das companhias: a minha!
Até breve!
P.S.Já agora deixo aqui um desafio: que cidade / local do território nacional português acham que seria perfeito para passar um fim-de-semana e porquê?
A CASA DE BERNARDA ALBA, uma história aparentemente simples, é, no entanto, um autêntico bilro de intenções e mensagens, onde destaco a violência e a agressividade. Tão humanos que nós somos. Tão capazes de tudo.
Uma família fechada, uma sociedade fechada, cheia de padrões. Não vou aqui discuti-los, mas sei que é preciso continuar, tal como Lorca, a analisá-los e, se preciso for, a intervir, usando aquilo de que somos feitos.
Este texto fala-nos de violência, opressão, medo, humilhação e consequente revolta e poesia.
Não estamos assim tão longe desta realidade escrita em 1936, ano em que o seu autor foi fuzilado.
Continuamos como podemos, apesar de todos os dias nos chegarem notícias de violência e opressão.
Continuamos como podemos.
As palavras são pontes. Tudo o que se diz transforma a realidade do artista.
Maria João Luís
A CASA DE BERNARDA ALBA
de Federico Garcia Lorca tradução Luísa Neto Jorge encenação Maria João Luís interpretação Adriana Moniz, Ana Brandão, Cremilda Gil, Custódia Gallego, Inês Castel-Branco, Diana Costa e Silva, Joana de Carvalho, Maria João Falcão, Maria João Pinho, Lígia Braz, Sandra Lopes cenário e figurinos Marta Carreiras sonoplastia Razat Laboratory música Paco Peña desenho de luz Pedro Domingos direcção de produção Isabel Dias Martins assist. de produção Pamela Pedroso
Num destes dias decidi seguir a recomendação de um amigo e fui ver o filme "The Ugly Truth" ou "ABC da Sedução".
Devo dizer que adorei o filme, ri-me imenso e aprendi alguns conceitos importantes, nomeadamente, em termos de atracção e de energia masculina e feminina.
Se puderem assistir asseguro que a boa disposição é garantida! :)
É um ruído que bloqueia a razão Cravo vermelho em era de estagnação Um casario ininterrupto que oculta a natureza Veste branca que desperdiçou a sua pureza.
As máquinas frenéticas e desmesuradas Temperadas pela pobre ignorância de épocas passadas Numa demência mundana de inconscientes dias Em lágrima atracada que reflecte as vãs agonias.
Lisboa, velha Lisboa, minha briosa companhia Em tuas entranhas navego com nostalgia Orientada pela intuição que murmura e impera.
As folhas caem, outro ciclo recomeça Mas deixo, desde já, a inquebrável promessa: Amar-te-ei para todo o sempre como naquele dia de Primavera…
“Okay, I woke up in heaven today (...) I’ve never felt so high as I am now.”
Ne-yo - Stop this world
Ressurgi do meio das cinzas e finalmente tenho oportunidade de registar algo neste cantinho que me é tão querido.
Ultimamente a minha vida sofreu consideráveis alterações mas a principal ilação que posso tirar destas mudanças é que o universo é, efectivamente, sapiente e digno de plena confiança.
Ao início surgiram sentimentos apostos à tranquilidade e calma que haviam caracterizado o meu estado de espírito que predominava os últimos tempos. Senti alguma ansiedade e até algum medo porque tudo era tão indefinido, aliás, atravessar o nevoeiro sem saber o que está do outro lado é semelhante a atirar-se de um precipício esperando que ele não tenha muita altitude.
Não contrariei estes sentimentos porque se há algo que a vida me tem ensinado é a ser sincera comigo a 100% e com aquilo que estou a sentir. Muitas vezes ouve-se as pessoas dizerem que querem ser completas, mais unas consigo e com tudo o que as rodeia e recusam-se a aceitar que têm dentro delas tudo aquilo que lhes incomoda nos outros ou tudo aquilo que a sociedade estereotipa como “mau”. Para sermos completos temos de experimentar os opostos: a felicidade e a infelicidade, a tranquilidade e o desassossego, o amor e o ódio, a verdade e a mentira… negar uma parte de si é caminhar para a sombra e achar que vai a caminho da iluminação.
Mas aquilo que quero deixar aqui registado é que já acreditava na Lei da Atracção mas nos últimos dias tudo tem acontecido de uma forma quase mágica, tudo aquilo que preciso saber tem sido desvendado no momento oportuno e agora sinto, mais do que nunca, que determinadas pessoas foram estrategicamente colocadas na minha vida para ajudar-me a conhecer-me melhor e a atingir os meus objectivos mais imediatos.
Tudo começou no momento em que pisei o Aeroporto Internacional da Madeira para abandonar, temporariamente, a “Pérola do Atlântico”. Foi aí que comecei a conhecer pessoas que manifestaram uma pronta disponibilidade em ajudar-me e, portanto, acompanharam-me nos primeiros passos deste grande desafio que a vida me colocou.
Além disso, tenho conhecido pessoas com bastante frequência e tenho aprendido muito com elas, mesmo quando posso não as ver mais nesta vida. Às vezes noto que os sentimentos delas coincidem com os meus, por isso, é notório que o universo as colocou na minha vida para possibilitar-me ir até o mais profundo local de mim e resolver marcas do passado que ainda hoje se manifestam.
Estou a adorar esta experiência que a vida me está a facultar e o sentimento de gratidão que habita em mim é verbalmente intransmissível. Depois dos últimos acontecimentos confio absolutamente e sem questionar o universo… tudo ocorre por uma razão.
Deixei muito para trás e sinto-me a começar (quase) do zero, é como nascer outra vez e perceber que as velhas limitações já não têm qualquer espaço face às bênçãos que tenho recebido a cada novo dia.
Tudo isto emociona-me a um ponto que apesar de eu querer explicar-vos sinto-me impossibilitada de o fazer.
Muito obrigado ao universo e a todas as pessoas que ajudaram e continuam a ajudar-me a conhecer-me melhor e a descobrir o ser fantástico que em mim habita.
Obrigado pela empatia que tenho encontrado maioritariamente em pessoas que me são desconhecidas e que agem como se me conhecessem desde sempre dando um contributo incalculável em pequenas coisas que fazem toda a diferença.
Agradeço por sentir que tudo está onde deve estar, que eu estou onde tenho que estar, que posso confiar no universo e que ele tece as teias do destino de forma perfeita.
Questionei tanto como se o rumo dos acontecimentos contrariasse aquilo que parecia ser natural, mas a confiança que sinto agora transcende qualquer questão. Neste momento tudo é incrivelmente simples e perfeito!
Existem momentos na nossa vida em que somos (subtilmente ou directamente) convidados a sair da nossa zona de conforto e nos desafiarmos. Claro que como seres completos que se pretende que sejamos existem sentimentos como os de incerteza, receio, hesitação e até mesmo de medo em pisar um “terreno” desconhecido, em sair do nosso refúgio que parece deixar-nos a salvo de tudo o que achamos que é melhor evitar.
Nesta semana recebi um convite directo a fazê-lo e os próximos meses serão bastante desafiantes em que as palavras-chave serão: desafiar-me, quebrar barreiras e alargar horizontes.
Vou sair da minha zona de conforto, ou seja, da minha casa, da minha maravilhosa ilha que eu tanto gosto, de um “espaço” que tem elementos e pessoas que me são bastante familiares a caminho de uma experiência que vai, certamente, enriquecer-me bastante, não só a nível pessoal como a nível profissional.
Darei notícias num tempo e espaço diferentes dos que me encontro neste momento…
Aqui Eu nunca disse que iria ser A pessoa certa pra você Mas sou eu quem te adora
Se fico um tempo sem te procurar É pra saudade nos aproximar E eu já não vejo a hora
Eu não consigo esconder Certo ou errado, eu quero ter você Ei, você sabe que eu não sei jogar Não é meu dom representar
Não dá pra disfarçar Eu tento aparentar frieza mas não dá É como uma represa pronta pra jorrar Querendo iluminar A estrada, a casa, o quarto onde você está
Não dá pra ocultar Algo preso quer sair do meu olhar Atravessar montanhas e te alcançar Tocar o seu olhar Te fazer me enxergar e se enxergar em mim
Aqui Agora que você parece não ligar Que já não pensa e já não quer pensar Dizendo que não sente nada
Estou lembrando menos de você Falta pouco pra me convencer Que sou a pessoa errada
Eu não consigo esconder Certo ou errado, eu quero ter você Ei, você sabe que eu não sei jogar Não é meu dom representar
Não dá pra disfarçar Eu tento aparentar frieza mas não dá É como uma represa pronta pra jorrar Querendo iluminar A estrada, a casa, o quarto onde você está
Não dá pra ocultar Algo preso quer sair do meu olhar Atravessar montanhas e te alcançar Tocar o seu olhar Te fazer me enxergar e se enxergar em mim Em mim...
- Alarme de incêndio… barulho ensurdecedor… bombeiros devidamente equipados para o efeito… onde está o fogo? Nowhere!
- Entrega da “masterpiece”… ainda vão receber novas minhas!
- Telefonemas e mais telefonemas… como se o mundo estivesse prestes a terminar e eu fosse a única criatura capaz de contrariar o rumo dos acontecimentos…
- Nuvem de pó que fez-me adquirir um bronzeado de fazer inveja a qualquer cliente assíduo dos solários.
Sem dúvida um dia emocionante… adorei ser uma das personagens deste filme de acção!
Tenho uma certeza inabalável de conhecer-te além do óbvio, da aparência, das perspectivas simplistas dos outros, das palavras melodiosos e silenciosas que trocámos em tão poucos momentos.
É algo que transcende a razão, que não se equipara à intuição mas que dá a certeza de que o rio corre para o mar, apesar dos desvios de rota.
Eu compreendo cada parte de ti que foge de ti próprio, que acha que pode contrariar aquilo que é natural, camuflando com ausências, lugares e pessoas que são anti-naturais e apenas sustentam algo que é fugaz.
Há um sorriso que cresce e floresce nos meus lábios sempre que penso em ti…
Não há uma separação física ou temporal entre o “Eu” e o “Tu”… Desde o primeiro dia que te vi observei os movimentos harmónicos do Universo a escrever a palavra “Nós” para designar a inevitabilidade de uma saída comum.
Admiro-te tal como és… sem mudar uma vírgula ou um ponto.
Aceito-te mesmo quando pensas que podes fechar as portas que te levam para um lugar dentro de ti que não gostas e recusas ver… Sei que um dia vais aceder a essa parte de ti e perceberás estas palavras na íntegra…
Eu amo esse teu jeito simples de falar, sorrir, olhar… de fazer parte do meu mundo mesmo agora que, no sentido mais literal, estás distante...
Não é necessária a tua presença física porque estás presente a um nível que mais ninguém consegue estar…
A realidade não causa qualquer interferência naquilo que vejo para além do que os olhos alcançam… Vejo o que sei que agora não vês. Não tem importância, tenho a certeza que estás a seguir por um atalho que vai orientar-te para “O” caminho…
És mais que uma recordação, mais que alguns poemas escritos, bem mais do que aquilo que tento dizer e não consigo…
Estou contigo de mãos entrelaçadas num momento que transcende qualquer espaço e tempo…
Sei que, provavelmente, este não é o melhor momento mas… esta é a minha sentida homenagem à pessoa espectacular que sempre soube que és... Adoro-te!
Esta semana iniciou-se com um grande DESAFIO, um daqueles que, inicialmente, causam um impacto tão grande que parece que fomos atirados contra uma parede a alta velocidade sem qualquer protecção adicional.
Senti-me assim durante algum tempo e, apesar do choque frontal com os meus sentimentos ter sido violento e frio, a tristeza sobrepôs-se às feridas que daí resultaram.
Deleitei-me com cada lágrima que caiu no meu rosto convicta de que, brevemente, experimentaria o sentimento oposto.
E não demorou muito tempo até que isso acontecesse…
Hoje ao acordar deparei-me com duas opções:
Deixava que um facto exterior a mim e sobre o qual eu não tenho qualquer tipo de controlo afectasse o meu estado emocional
Ou
Sorria para a vida.
Olhei pela janela e vi um dia maravilhoso nascer. Estive ali algum tempo a contemplar aquele despertar tão imponente e sublime da natureza. Era tudo tão natural… numa naturalidade tremendamente simples e emocionante.
O curso da vida é, de facto, tão perfeito como as forças da natureza – constatei eu.
A minha opção foi bastante fácil: decidi sorrir à vida e, por isso, ao dirigir-me para o meu local de trabalho sorri a todas as pessoas que encontrei e desejei um bom dia. Vi alguns rostos se iluminaram depois daquele simples gesto mas, acima de tudo, senti-me imensamente grata por poder partilhar com tudo e com todos este amor contagiante que em mim habita em abundância.
É certo que este foi, sem dúvida, um ponto de paragem e de reorganização interna face a um dado adicional que inesperadamente surgiu mas tenho a convicção que nada acontece por acaso.
Este acontecimento algures neste ponto da minha evolução e a forma como eu o encarei é a prova que eu precisava para perceber que habita em mim uma força inabalável que permite-me aceitar a realidade e continuar a minha caminhada pela vida com mais força, confiança e, sobretudo, com muito amor.
É um amor que não depende de qualquer factor exterior, faz parte de mim, está em mim, habita em mim…
Hoje eu escolho viver plenamente esse amor e olhar para todas as coisas com os olhos desse amor que é infinito e que me preenche.
Hoje o tema que serve de inspiração a este post é, nada mais, nada menos, do que uma expressão que se ouve muito por aí que, em traços gerais, exprime o seguinte pensamento:
“Tu armas-te em difícil mas isso ainda é mais desafiante”.
Então pus-me a deambular algures na minha mente e tentei descobrir afinal o que é isso de fazer-se de difícil.
Em seguida apresento uma lista de hipóteses / questões em relação ao tópico de debate.
Fazer-se de difícil é…
Construir uma pista de obstáculo em que se a outra pessoa chegar à meta é galardoada com um inigualável prémio, ou seja, nós próprios?!
Colocar alguém num labirinto à espera que essa pessoa encontre saída quando já foram vedadas todas as saídas possíveis?!
Colocar o cão de Pavlov a salivar (RC) com o toque de uma campainha (EC) a pensar que a seguir vem um belo prato de comida e no final das contas não há comida para ninguém?!
Dar uns rebuçados à “criancinha” de vez em quando para ela adoçar a boca e acreditar que a seguir terá um chocolate (keep dreaming!)?!
Enfim, o que eu acho é que tudo o que tem de acontecer, acontece naturalmente e não há cá dificuldades ou facilidades, isso são conceitos da nossa mente para pintar a realidade da cor que mais nos apraz ver…
Será uma mera casualidade? O destino a pronunciar-se timidamente? Uma nulidade que deslumbra pela sua totalidade? Ou somente a energia a aglomerar-se conscientemente?
Não, não é inquietação: é pacificidade! Não, não é expectativa: é convicção! Não, não é ironia: é tão-somente a verdade! Não, não é apatia: é uma sublime emoção!
Vês a energia vibrante em cor? Sentes o espectro da luz atravessar-te o corpo? Não é eloquente e inigualável este sabor? Não é deslumbrante esta magia sem rosto?
Sim… é uma sensação fantástica! Numa afinidade autêntica e inevitável… Sim… é uma situação curiosamente enigmática Ante a tua energia contagiante e inesgotável.
E ora que “agrafados” estamos nesta sedutora utopia Neste vendaval de sensações que é adivinhar-se deleitado Numa pureza de noite tão cintilante como o dia… Eis-me aqui a poetizar a satisfação de ter-te reencontrado!
No dia 11 de Julho de 2009 às 11h, decorreu no Auditório da Reitoria da Universidade da Madeira a sessão de lançamento do livro de poesia intitulado Apenas Uma Fase – Divagações da autoria de Cláudia Nóbrega que foi apoiado pela Câmara Municipal de Machico.
A apresentação do livro foi efectuada pela Professora Lucinda Freire e Pedro Galvão, moderada por Felícia Nóbrega e contou com a actuação musical da Profonia (docentes pertencentes à Escola Básica e Secundária Bispo D. Manuel Ferreira Cabral de Santana).
Eu não sou um fragmento isolado do todo, porque tudo é totalidade numa união inquebrável.
Quando focamos a nossa atenção em algo esquecemos muitas outras coisas que fazem parte integrante desta nossa totalidade.
Enquanto escrevo este texto existem uma série de movimentações lá fora que continuam a existir, independentemente, de eu estar consciente delas ou não.
Na verdade, tudo está interligado por algo que, apesar de invisível, está lá o tempo todo, que é a energia. A energia está presente em tudo o que nos rodeia, seja um organismo vivo ou não.
Acredito que um dos grandes objectivos da evolução do ser humano é tornar-se cada vez mais uno consigo próprio e com o universo. Para isso, há um caminho a percorrer, um caminho traçado pelo amor, amor esse que habita em todos nós.