segunda-feira, agosto 11, 2008
domingo, agosto 10, 2008
sábado, julho 26, 2008
Pode Curar a Sua Vida – Louise L. Hay

Confesso que ao ler as primeiras páginas fiquei completamente desanimada com o seu conteúdo, aliás, achei que o mesmo não passava de uma série de frases padronizadas que me pareciam pouco realistas. Logicamente que face a este panorama parei de ler o livro, se calhar não estava preparada para receber as informações que lá estavam…
Há relativamente pouco tempo enquanto procurava um outro livro voltei a encontrar o livro que não me tinha cativado minimamente a atenção no passado. Tendo em conta que me encontrava numa fase um pouco intimista e de alguma introspecção, relativamente às últimas ocorrências da minha vida, achei que o título se enquadrava num dos meus desejos mais imediatos.
Reiniciei a leitura do livro e qual o meu espanto quando, numa só vez, li metade do livro. Senti-me tão envolvida pelo mesmo que nem me apercebi da rapidez com que o fui lendo.
Já o terminei de ler e posso dizer que sinto-me outra pessoa, completamente diferente. Descobri que a minha mente tem mais poder do que aquele que eu imaginava que ela tinha, aliás, até à data havia desvalorizado muito o poder da mesma.
Tantas vezes arranjamos motivos exteriores a nós para este ou aquele episódio da nossa vida e para aquilo que nos acontece. Pois bem, este livro vem dizer-nos que TUDO O QUE ACONTECE NA NOSSA VIDA É DA NOSSA INTEIRA RESPONSABILIDADE.
Claro que isto não significa que devemos criticar-nos, muito pelo contrário, isto significa que temos de operar mudanças na nossa mente, particularmente, eliminar as crenças e os padrões de comportamento enraizados na nossa mente desde tenra idade que nos desviam da felicidade que todos ansiamos.
Quantas crenças temos nós enraizadas que nos limitam a vida? Lembram-se de expressões como “um mal nunca vem só”, “o que é bom dura pouco”, entre outras? Pois é, são crenças como estas que regem os acontecimentos da nossa vida, por isso, a receita é simples: para curar a sua vida apenas necessita de eliminar todas essas crenças infundadas e adoptar padrões de comportamento que sejam desejáveis e queira ver espelhados na sua vida.
Não vos vou recomendar a leitura deste livro, acho que só o devem fazer quando se sentirem preparados para absorver aquilo que consta no mesmo. Eu só fui capaz de deleitar-me com o livro quando me senti preparada para ouvir aquilo que nem sempre estamos aptos a ouvir de forma tão simples e quando foram arquitectados uma série de acontecimentos na minha vida que me fizeram questionar, questionar e questionar. Todas as minhas questões foram respondidas de forma satisfatória neste livro e indicaram-me o caminho a seguir.
sexta-feira, julho 04, 2008
É mais provável que seja eu a operar quando não estás à espera, quando ninguém conta, e acontece um acto cirurgicamente desprogramado e irreal - em vez de todos os planos e todas as combinações prévias.
Aprende a confiar no acaso. O acaso sou eu. O acaso tem a minha lógica, jamais terá a tua. Lê nos acasos a lógica do céu, e aprende a seguir, como a borboleta, a força inefável do vento. A natureza é sábia. Os animais só vão para onde têm de ir. As aves voam milhares de quilómetros, porque sabem as armadilhas do tempo, porque lêem nas entrelinhas do tempo. As baleias percorrem o mundo, através de linhas energéticas e invisíveis desenhadas pela minha mão. Todo o mundo animal se move sob os meus desígnios."
quarta-feira, junho 11, 2008

Abro a porta ponderadamente
E essa aragem envolvente outrora asfixiante
Projecta-se destemidamente para outro lugar
Emitindo tão-somente esta brisa aconchegante.
Que aprazível é este sopro que me toca
Este raio de luz refulgente e ondulante
Que num bafejar fortalece minh’alma
Sob esta chuva que me acaricia loucamente.
É tão gracioso ver a natureza acordar
Cantando a alvorada fulgurantemente
Quando o girassol vê-se florescer
E o barco move-se para a outra margem…
E neste despertar tão imponente e sublime
Neste cosmos algures no limiar da fantasia
Adivinho-me ao teu lado aconchegada
Embriagada pela tua essência contaminante!
É um mesclado de sensações fascinantes
Numa visão que se profetisa atraente e sedutora
Atestando o desejo abundante em cor
Saciado quando me comprazo com o sabor do teu veemente beijo…
Cláudia Nóbrega
9 de Junho de 2008
domingo, maio 18, 2008

Ouço falar e não profiro nada
Emitir opiniões?! Mais vale prosseguir calada!
Tenho no silêncio a amizade perdida
A companhia e a lealdade de uma duradoura vida.
Reencontro a mocidade
Sem que ela tenha reparado em mim
És jovem – explica ela! Não é idade, somente uma oportunidade
De ver-me assim formosa qual flor de jasmim.
E ando como louca enamorada
Embriagada pela vida… enfeitiçada?
Alegrando-se brandamente ao contemplar a paz.
Sou cândida… incompreensivelmente crente
Mas caminho obstinadamente contra a corrente
Enquanto uns cedem e voltam frouxamente para trás.
Cláudia Nóbrega
23 de Março de 2008
domingo, maio 04, 2008
O nosso mundo
domingo, abril 13, 2008
Música Tuga de qualidade...
"(...) Se o nosso amor é um combate,
Então que ganhe a melhor parte."
Linda Martini - Amor Combate
sábado, março 08, 2008
Dia da Mulher?
A mudança de mentalidades é, por norma, lenta e a ignorância é inimiga de uma comemoração sentida deste dia, face à recordação e certeza das injustiças que ainda recaem sobre o sexo feminino em pleno século XXI.
sexta-feira, fevereiro 22, 2008
José Rodrigues dos Santos

quarta-feira, fevereiro 13, 2008
Amor de Verdade
eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exacto. E então
pude relaxar. Hoje sei que isso tem um nome: Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que a minha angústia, o meu
sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra
as minhas verdades. Hoje sei que isso é: Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse
diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu
crescimento. Hoje chamo isso de: Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar
forçar alguma situação ou alguém para realizar aquilo que desejo,
mesmo sabendo que não é o momento ou que a pessoa não esta preparada,
inclusive eu mesmo. Hoje sei que o nome disso é: Respeito.
Quando me amei de verdade, comecei a livrar-me de tudo o que não fosse
saudável. Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para
baixo. De início a minha razão chamou essa atitude de egoísmo. Hoje sei
que se chama: Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti
de fazer grandes planos, abandonei os projectos megalómanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio
ritmo. Hoje sei que isso é: Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com
isso, errei menos vezes. Hoje descobri a: Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de
preocupar-me com o futuro. Agora, mantenho-me no presente, que é onde a
vida acontece. Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é: Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar
e me decepcionar. Mas quando a coloco ao serviço do meu coração, ela se
torna uma grande e valiosa aliada. Tudo isso é: SABER VIVER!!!
- Charles Chaplin -
domingo, fevereiro 10, 2008
Saudade
Tantas vezes, ao longo da nossa existência, há um sentimento que nos toma, invocando a falta de alguém ou de alguma situação que se reveste ou revestiu de alguma significância. A significância que cada um de nós atribui às coisas vai depender de múltiplos factores, dos quais não tenciono fazer uma extensa lista, qual lista de supermercado ao fim-de-semana. Considero apenas que esse sentimento é consequência de uma selecção de elementos, cuja classificação apenas apresenta duas categorias: significante e insignificante.
Como é facilmente perceptível, estas categorias não são invariáveis, muito pelo contrário, é necessário ponderar o factor tempo nesta questão. O que num determinado momento está classificado como significante pode, num outro tempo e espaço, adquirir características que nos fazem repensar a sua classificação.
A aplicação de um dos versos do poema “Saudade” de Florbela Espanca não foi em vão, até porque as imortais palavras de Florbela Espanca revestem-se de um misticismo inebriante, que nos transporta para uma dimensão sentimental. O verso “Saudades! Sim... talvez... e porque não?...” é bem elucidativo da banalidade que é contrair um sentimento de nostalgia. Porque não ter saudades? Porque não relembrar algo ou alguém?
Poderíamos organizar um debate em que de um lado estariam os defensores da saudade e outros que defenderiam a situação diametralmente oposta, mas é quase certo que todos os argumentos iam ser subjectivos e que a conclusão seria igual ao ponto de partida desse debate, ou seja, que não existe conclusão possível.
Apesar disto, tenho uma opinião muito personalizada desta situação, considero que as saudades são representativas de todos os momentos e pessoas relevantes que cruzaram e continuam a cruzar-se na nossa vida, como tal, tudo o que é representativo ou significativo deve adquirir um lugar de destaque na nossa existência, o resto não deveria passar de uma nulidade.
Esta perspectiva não pretende ser restrita, até porque nada é certo, muito pelo contrário. A saudade deve ser uma componente presente na dimensão sentimental da nossa vida mas não a deve reger, nem deve ocupar um lugar de destaque, até porque se isso ocorrer há sempre o risco de que a nostalgia seja o único sentimento que predomine essa dimensão.
terça-feira, fevereiro 05, 2008
Wake up!!!
Wake up, Wake up, Wake up,
Yeah so tired of waiting,
waiting for us to
Wake up, Wake up, Wake up,
Yeah so sick of waiting, for us to make a move...
domingo, fevereiro 03, 2008
Patrick Süskind - O Perfume, História de um assassino
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Todo o livro, no meu entender, desenrola-se em torno de um pressuposto, que é o de que o odor que as pessoas emitem, quer seja ele natural ou artificial, pode influenciar a abordagem e a atitude dos outros para connosco. No fundo é este o pressuposto que as grandes indústrias produtoras de perfumes utilizam para vender os seus produtos, nomeadamente no que concerne à publicidade efectuada em torno desses mesmos produtos.
Assim, o livro retrata a história de Grenouille, desde o momento do seu estranho nascimento até à sua, não menos estranha, morte, apresentando-se como alguém que possuía um olfacto, impressionantemente, apurado o que, por si só, lhe permitia orientar-se, conhecer lugares e pessoas sem necessitar de recorrer a outros órgãos sensitivos.
Foi graças a esta característica peculiar de Grenouille que o mesmo descobriu a influência que um simples odor tem no comportamentos das pessoas facto este que o levou a dedicar-se acerrimamente à concepção de um perfume. Este não era mais um perfume como tantos outros que as indústrias de perfumes concebiam, este perfume seria capaz de fazer com que toda a humanidade o venerasse acima de tudo.
Foi este objectivo que o mobilizou de tal modo que o levou a cometer uma série de assassinatos em série todos do mesmo modo e vitimizando pessoas com o mesmo tipo de características: raparigas, jovens, fisicamente atraentes e virgens. No entanto, ninguém desconfiava de Grenouille pois este foi sempre muito subtil em todas as suas acções provocando uma espécie de empatia no leitor.
Não pretendo revelar o final da história o que posso dizer é que o mesmo é imprevisível e tão inquietante como a totalidade do livro. Quem já leu o livro ou já viu a adaptação cinematográfica do mesmo pode concordar ou não com esta perspectiva, mas recomendo vivamente que leiam o livro pois este é sempre bem mais completo e pormenorizado que o filme.
sexta-feira, janeiro 25, 2008
Alicia Keys - If I Was Your Woman
Assim sendo, uma das artistas musicais que tenho prestado especial atenção é à Alicia Keys, sem dúvida uma bela mulher, detentora de uma voz verdadeiramente arrepiante, para além de ser uma excelente intérprete musical. São tudo características que justificam, em muito, a minha preferência pelas suas músicas.
No entanto, há uma música que destaco que se chama “If i was your woman”, que surgiu, primeiramente, no álbum “"The Diary Of Alicia Keys" (2003) e que voltou a fazer parte integrante do álbum “Alicia Keys Unplugged” (2005). Esta última versão da música superou todas as minhas melhores expectativas e confesso que de todas as vezes que a ouço sinto o mesmo que quando a ouvi pela primeira vez. Acho que o sentimento que esta música suscita só pode ser explicado ao ouvi-la, por isso, aqui vai:
quarta-feira, janeiro 23, 2008
Momentos inesquecíveis…
terça-feira, janeiro 15, 2008
Pensamentos Soltos
Conjecturei que todos esses momentos se traduzissem numa nulidade e nem conseguissem, de algum modo, ser incorporados na memória a longo prazo: confesso com estupefacção o meu engano!
Face a toda esta situação sou forçada a fazer minhas as palavras de Paulo Coelho quando referenciava que quando queremos alguma coisa, todo o Universo conspira para que nós a realizemos, mas com uma ligeira adaptação, considero que todo o Universo conspira quando algo tem de, efectivamente, ocorrer.
Cada momento, mesmo quando na altura foi enfrentado com desprezo ou desatenção, é momentaneamente rememorado e será relembrado pela posterioridade, face às últimas ocorrências.
Sei que o futuro não se adivinha fácil, aliás, até pode não haver qualquer construção futura em relação a este assunto mas guardarei, enquanto estiver na plena posse das minhas faculdades, os instantes, os sentimentos e os caminhos que me fizeste descobrir em mim…
segunda-feira, janeiro 07, 2008

Amordaçante este pesaroso aniquilar:
Rastejante… humilhante… terrivelmente desgastante…
Como uma ferida que não consegue cessar,
Uma utopia que não consigo conjecturar,
Na imaginação que ataca como inimiga voraz
Numa realidade insensivelmente mordaz…
A fraqueza que se apodera das forças
Projectando a esperança para os calabouços
De uma consciência excessivamente demente
Impiedosamente inconsciente
Exultante ante a nulidade de uma bafagem
Denunciando a intenção repudiante
Que não atenua na revolta aragem.
Cláudia Nóbrega (29 de Novembro, 2007)
sexta-feira, janeiro 04, 2008
Esta coisa de gostar de alguém...
domingo, dezembro 23, 2007
segunda-feira, dezembro 17, 2007
Confissão
segunda-feira, dezembro 03, 2007
Numa tentativa de contrariar as minhas “obrigações” académicas, decidi debruçar-me sobre a frase acima citada, que encontrei algures neste imenso mundo que é a Internet, e interpretá-la à luz da minha subjectividade.
Considero que nada ocorre por mero acaso e a analogia feliz, da parte de Nietzsche, aos monstros dos quais nos fazemos rodear, também não é fruto do acaso. A vida poderá ser uma luta constante, segundo muitos, embora essa luta, em alguns casos, não tenha motivo ou quando o tem, muitas vezes perde-se, no sentido em que há como que uma amnésia, em determinados instantes da nossa vida, sobre qual o motivo da nossa luta e persistência.
Incertezas e amnésias aparte, há uma alerta nesta frase que nos remete para a possibilidade de nos virmos a tornar em mais um desses monstros. Afinal quem são esses monstros de quem nos fazemos rodear? Parece-me algo evidente que a sociedade é composta de monstros, pior, somos governados por verdadeiros monstros que nos querem tornar iguais a eles ou, pelo menos, algo semelhantes.
Face a isto ocorre-me a imagem mental de uma fábrica de seres humanos, em que há um molde ou protótipo e o produto final é sempre muito semelhante a esse “modelo”. Esta descrição pode chocar muitos, no entanto, cada vez nos fazemos rodear mais de monstros, que não têm consciência desta situação ou reduzem-se ao senso comum, ignorando-a por completo. Em qualquer um dos casos, parece eminente ou mesmo incontornável a transformação dessas pessoas em monstros.
A questão que se coloca é: será que podemos contrariar o que parece ser uma tendência natural para nos convertermos em monstros? Não pretendo dar uma resposta satisfatória a esta questão, até porque presumo que ninguém o conseguirá, mas acho que temos a capacidade de contrariar esta tendência natural. Não temos de seguir pelo caminho mais transitado, não temos de seguir em frente só porque nos parece mais óbvio, porque nem tudo é óbvio, nem tudo é evidente: tudo é questionável, tudo é dubitativo!
Neste processo surge o abismo, aquele em que nos vemos mergulhados quando nos apercebemos de que tudo o que parece evidente, não passa de um miragem, de um engano. É aí que tudo o que temos como certo se desmorona como um castelo de areia perante uma rajada de vento e podemos ter a tentação de mergulhar no abismo.
No entanto, não devemos ficar a contemplar esse abismo que, por momentos, parece ter-se abatido sobre nós, pelo contrário, devemos ter consciência da sua existência, mas não deixar que ele tome parte integrante da nossa existência.
Com tudo isto é facilmente perceptível que a frase de Nietzsche tem uma interpretação muito mais profunda do que qualquer pessoa lhe possa conferir, no entanto, ao ter cometido a ousadia de tentar interpretá-la, posso ter corrido o risco de ter alterado o seu verdadeiro sentido. Se o fiz, alego em auto-defesa que é na subjectividade subjacente a este interpretação que está a sua questionabilidade.
sábado, dezembro 01, 2007

Pode ser vã esta novel jornada,
Supérfluo ambicionar uma mudança,
Desnecessário olhar para o exterior,
E idear que o dia será resplandecente.
Mas há uma avalanche de emoções que não cessa,
Um turbilhão de sensações que impera
Pois a expectativa lança os dados
E no meio da inocuidade cometem-se pecados.
Sei o quão frívolas são as expectações
Ante a ardência do teu corpo agregado ao meu
E à dubiedade que ainda não feneceu.
terça-feira, novembro 27, 2007
Música do dia...
da materia que se mostra mim livre de regência
mato a dor de sentir demais, de amar demais, de pisar demais
em convenções fundamentais
encho a cabeça mas não há carga nos contentores
digo olá aos meus amores, benvindas novas cores
da utopia eu crio a filosofia todo o dia quando a apatia
senta no meu colo e arrelia
eu faço a liturgia da verdadeira alegria
música nos meus ouvidos água benta em benta pia
a caminho com prudência eu não esqueço a violência
que levou alguns dos melhores da minha existência
mata a saudade de curtir demais, de tirar demais, de pisar demais
em convenções fundamentais
eu uso o tacto pra tazer a água da minha fonte
hoje em dia nem sequer preciso de atravessar a ponte
tenho a palavra escrita a tinta negra na minha pele
menina dos meus olhos, doce como o mel
palavra puxa palavra põe-me disponível pra amar
tudo aquilo que me seja sensível
e não são poucos aqueles que eu quero sem querer os poder ver
foi tanto o que me deram para nunca mais esquecer
palavra de honra, guardo a a palavra no meu bolso
na parede, no conforto de uma cama de rede
PALAVRA DE HONRA!
Da Weasel - A Palavra (Tema para Sassetti)
quinta-feira, novembro 08, 2007

Cansaram-se os olhos de te enlevar
Gastaram-se as palavras de tanto silenciar
Consumiram-se as noites e o luar
Extinguiu-se a ofuscação e o delírio de te amar.
Feridas que emergiram sem a esperança de findar
Velozmente enclausuraram o sangue que tencionava brotar
Porque é errado amar e penosamente o amordaçar
Porque a tua indiferença e apatia já me estavam a lacerar!
Oh metamorfose, oh vida que me acompanhais!
Oh desengano que tantas vezes me adornais
A ti me venço como profética serva…
sábado, novembro 03, 2007
quarta-feira, outubro 24, 2007
Será congruente gritar quando Todos só atendem ao seu silêncio?
Devo forçar um poema ou deverei isolar-me da colectividade todas as vezes que essa inspiração desponta nas circunstâncias mais triviais?
Hoje apetece-me afrontar o que é vulgar, ceder aos meus instintos mais viscerais, sacrificar a apatia em nome de uma excentricidade, ser diferente ou possivelmente, ser mais Eu, mais genuína, menos comandada por aquilo que a sociedade cataloga como “certo” ou “errado”.
Então e o equilíbrio tão falado e pouco usado? Nem tudo se reduz a compartimentos estanques que ninguém quer fundamentar nem debater!
Queria poder descobrir a minha autenticidade, mas receio que isto pertença a um mundo utópico!
Queria expulsar estas palavras tantas vezes travadas em nome de um sentimento humanamente decadente, mas debato-me com a dubiedade de que as mesmas não interessem a absolutamente ninguém…
domingo, outubro 07, 2007
Desabafos de Domingo
Observo a quietude da natureza, contento-me com a agitação da música que remete para a importância de sermos nós próprios e de não reproduzirmos um conjunto de comportamentos que nos transfiguram em seres inanimados, cujo sentido crítico e espírito de iniciativa nunca abundou, aliás, nem existiu.
Por momentos estive envolvida na áurea mística para a qual nos transporta a poesia de Florbela Espanca. Em alguns minutos reli os cinquenta poemas que constituem a obra “Eu não sou de ninguém” da autora e revi-me em muitos desses poemas, como se alguém colocasse um espelho diante de mim e poetizasse tudo aquilo que me vai na alma.
Prossegui para a obra “Sonetos” também de Florbela Espanca, editada em 1978, e reli alguns dos sonetos que outrora havia seleccionado. Ironicamente e apesar de terem passado alguns meses desde que li pela primeira vez a obra e seleccionei os poemas com os quais me identificava mais, apercebi-me que no momento presente continuo com o mesmo sentimento de empatia com que me havia confrontado no passado. Não quero interpretar este facto, até porque é isso mesmo, um facto, e por mais teorias criativas e recreativas que eu possa expor não vão, em nada, mudar o rumo dos acontecimentos.
Quando leio poesia tão sentimentalista ocorre-me sempre um pensamento: seria mais fácil ser racional do que passar por um vendaval de emoções que (infelizmente) muitas vezes não tem o melhor desfecho. Será coerente passar grande parte da vida a tentar preencher o vazio com outras pessoas quando somos nós que nos temos de complementar a nós próprios?! Acho que o grande erro da existência humana reside aí mesmo: na busca inútil de algo que possuímos e que muitas vezes nem nos chegamos a aperceber.
A racionalidade é mais verdadeira, mas como tudo precisa de oposição para fazer-nos (tentar) atingir o equilíbrio, que não é mais que uma utopia, foi criada a sensibilidade: tantas vezes traiçoeira e outras, porém, companheira.
Estou ciente de que quando vertemos uma série de pensamentos para um papel tudo parece extraordinariamente simples, todas as contrariedades propostas pela vida parecem minimidades e podem, de facto, sê-lo, se as enfrentarmos como tal.
Sei que tudo parece vago quando generalizamos e mais confuso quando especificamos, mas sinto-me mais protegida na generalização e a pisar terreno perigoso quando sou confrontada com as especificações. Como tal, continuarei percorrendo o caminho da vida como alguém que generaliza tudo mas que não se consegue abstrair das especificidades, aliás, sou muito atenta a todos os sinais que me são enviados, infelizmente há quem os ignore. Com o intuito de complementar esta ideia vou citar as palavras imortais de Florbela Espanca:
“(…) E eu ando a procurar-te e já te vejo!
E tu já me encontraste e não me vês!”
quinta-feira, setembro 27, 2007
Estes últimos dias têm constituído uma espécie de déjà vu, uma vez que existem muitos aspectos deste início de ano lectivo que não são, propriamente, uma inovação. O que poderá constituir uma novidade é o tão citado Processo de Bolonha que agitou, e vai continuar a agitar, o Ensino Superior no geral.Apesar de tudo isto confesso que não deixo de sentir alguma nostalgia relativamente aos três meses que antecederam este início de aulas, pois foram portadores de muitas coisas positivas.
Apesar de não ter tido a oportunidade de desfrutar de férias, no verdadeiro sentido do termo, de uma coisa estou certa: este Verão teve e terá algumas repercussões positivas em alguns aspectos da minha vida.
Considero que nada na vida ocorre por mero acaso e, de facto, existem coisas que inicialmente não fazem muito sentido mas com o decorrer dos acontecimentos tudo se torna mais lógico.
Não tenciono criar nenhum tipo de expectativa até porque acho que as expectativas são formas de nos desiludirmos: sem expectativa não pode haver desilusão, como tal, prosseguirei confiante com a certeza de que independentemente do que ocorrer jamais deixarei de acreditar.
sexta-feira, agosto 10, 2007
Peaceful Music
But there are sometimes, there’s no way to explain
And there’s no rhyme or reason for the way that I’m feeling this pain
I just get so emotional, so emotional
When there’s no way off the floor and there’s no-one else’s door to lay the blame
Lose me, do you see me?
Round and round once more
I do adore you.
Além do momento
Sobre a alma à muito derramada
Tentando imitar as paranóias do mundo
Sempre alucinante, sempre delirante…
Sou mais que o momento
Bem mais do que uma enigmática cópia
Quero ser o que queria ter sido
Na incerteza de nunca o virei a ser.
Resisto a todas essas fraquezas
Cintilando apenas na minha consciência
Que aclama o passado inconsciente
Que chora quando todos descansam
E na hora serena soluça no silêncio imposto
Pensando num espaço e tempo que é nada
Nalgumas individualidades que não passam disso mesmo
O solo não é termo
Culmina as subsistências renunciantes
E ser um fragmento de terra árida errante
Antes ser um louco desacordado…
Cláudia Nóbrega
15 de Junho de 2007
sexta-feira, agosto 03, 2007
Conselho Musical
quinta-feira, julho 26, 2007

Que o finito me coloca
Sinto o âmago da minha sôfrega existência desvanecer
Às vezes desconheço quem sou: tantas vezes!
A essência da vida está na autenticidade
A limpidez é irrelevante
O vento dá voltas para cessar no mesmo instante
Volvendo à quietude indigna do pobre sonhador.
Uma metade de mim grita a outra pacifica
Sei da inutilidade destas palavras
Quero escrever no vazio que me consome
Mas suponho que nada o satisfaz…
domingo, julho 08, 2007
"Férias" 2007
Neste momento estou oficialmente de férias no que concerne à universidade, confesso que não estava à espera de ter este privilégio tão cedo, uma vez que já estava preparada psicologicamente para ir à segunda ronda do último exame que fiz.
Tendo presentes os factos referidos anteriormente, já me despedi temporariamente da vida estudantil, uma vez que em Setembro voltarei novamente ao activo, e assumi outro “papel”, ligeiramente distinto. No presente momento estou empenhada em ampliar a minha formação profissional e pessoal, uma vez que estou a desempenhar uma das funções que constam nas saídas profissionais do curso que estou a frequentar.
Apesar de só estar a trabalhar há uma semana considero que este trabalho tem ajudado imenso, no sentido em que tenho reflectido e isso vai ajudar-me a delinear alguns dos caminhos que quero percorrer em termos académicos e, consequentemente, em termos profissionais.
Vou dando novidades, embora o meu tempo ande um pouco mais restrito nestes últimos tempos, de qualquer forma sou da opinião que só não temos tempo para aquilo que não queremos, o que vai de encontro à conhecida expressão "querer é poder!".
sexta-feira, julho 06, 2007
Saudade

Se o nosso sonho foi tão alto e forte
Que bem pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!
Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão!
Que tudo isso, Amor, nos não importe.
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como pão!
Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar,
Mais doidamente me lembrar de ti!
E quem dera que fosse sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar
Mais a saudade andasse presa a mim!
terça-feira, junho 26, 2007
Sonho Vago

Um sonho alado que nasceu um instante,
Erguido ao alto em horas de demência…
Gotas de água que tombam em cadência
Na minh’alma tristíssima, distante…
Onde está ele, o Desejado? O Infante?
O que há-de vir e amar-me em doida ardência?
O das horas de mágoa e penitência?
O Príncipe Encantado? O Eleito? O Amante?
E neste sonho eu já nem sei quem sou…
O brando marulhar dum longo beijo
Que não chegou a dar-se e que passou…
Um fogo-fátuo rútilo, talvez…
E eu ando a procurar-te e já te vejo!
E tu já me encontraste e não me vês!…
Florbela Espanca
segunda-feira, junho 25, 2007
Nutro uma chama dissemelhante,Um enobrecer harmonizante,
Um vórtice que revolve nas profundezas
Laborando a terra árida
Que se deixa fecundar pela tua imensa beleza.
Encerras o artifício da tentação
Representas o gérmen da sedução
Que ensandece qualquer consciência
Transfigurando-a em sensibilidade
Graças ao olhar que parece uma irrealidade.
quinta-feira, junho 21, 2007
What's my age again?
quinta-feira, junho 14, 2007
Love is...
Toda esta conversa serve para introduzir a carta mais romântica que alguma vez tive o privilégio de ler, no entanto, a destinatária da carta não sou eu mas sim uma das minhas queridas irmãs. Devo dizer que a minha irmã suscitou os mais belos sentimentos num rapaz que quis expressar todo esse turbilhão de sentimentos que lhe iam na alma, só de olhar para as fotos dela.
É um cunhado assim que eu quero para mim, que consiga escrever um texto eloquente, demonstrativo de sensibilidade e acima tudo que saiba expressar os seus sentimentos em qualquer idioma.
Acho que já me estou a alongar demasiado, a esta altura já estão todos curiosos para poder maravilhar os seus preciosos olhos com um parágrafo que até faz o Dom Juan repensar as suas técnicas de engate.
A seguir têm as palavras preciosas para se poderem deliciar (vão buscar lenços porque as palavras que aí vêm impressionam qualquer ser humano):
A identidade do autor foi ocultada por motivos óbvios: depois da publicação de uma obra de arte destas o que não lhe faltarão são convites para editar os seus textos. Ele, para já, prefere o anonimato, como tal, vou respeitar a sua vontade.
A minha vida nunca mais será a mesma depois de ler estas palavras e a minha irmã nunca mais vai encontrar alguém que supere esta declaração!
terça-feira, junho 12, 2007
Incubus
Aliás, até o facto deste blog ter como link “apenas uma fase” remete para uma música dos Incubus intitulada “Just a phase”, é caso para dizer que “quem gosta, gosta sempre”.
Acho que é chegado o momento em que as palavras são desnecessárias, é só carregar no “play” e desfrutar…
Sugestões Musicais
No que concerne a álbuns discográficos recomendo:

terça-feira, junho 05, 2007
Balanço:
1 Unidade Curricular aprovada;
1 Boa nota num trabalho de grupo;
1 Frequência com uma questão para a qual ninguém tinha resposta;
Muita esperança face às notas que ainda se mantêm no “segredo dos deuses”;
1 Sessão de cinema para festejar a última frequência do semestre;
1 Aniversário que se aproxima (Nota: comprar creme anti-rugas! lol);
1 Unidade curricular semi-reprovada (dia 30 de Junho é para a perdição! lol);
…e …
1 Sentimento meu;
1 Olhar teu;
1 Presença que embora esporádica cativa!
segunda-feira, maio 28, 2007
sábado, maio 26, 2007
quinta-feira, maio 24, 2007

Cravou-se-me um punhal no peito
Que fere perante Vossa indiferença
Ampliando a tristeza que me toma
O dia que ao terminar goteja
A vida que grita, desespera, consome…
O sangue que derrama a cada minuto
Irradiado pelos sonhos que ardem
Que afogueiam uma vida de insulamento
Que antecipam o julgamento
Do pensamento sem qualquer motivação.
Sinto o Vosso olhar longínquo
A alheação que esfaqueia meu corpo
E ora sei que para Vós quimérica sou
Não sou mais do que uma minimidade
Mera poeira do tempo que rapidamente cessa
Causticando a passagem
Provocando uma inconveniente bafagem
Que a Vós incomoda e a mim amargura
Por colher apatia daquele que amo
E que finge não se aperceber desta vivência…
Cláudia Nóbrega
domingo, maio 20, 2007
quinta-feira, maio 03, 2007

Beijo o silêncio que velozmente se quebra,
Abraço o sentimento que o momento aglomera
Enaltecendo a vida sem entendimento,
O passar da vida sem tempo,
O amor que grita sem desfalecimento
Expectante pelo desfecho de tão eloquente sentimento.
Devoro cada gesto, cada traço, cada olhar…
Assolo qualquer dúvida, medo, repressão…
Sentindo o que nenhuma emoção pode proporcionar
Vivendo o que nenhuma vida pode contemplar
E navego embalada pela tua existência
Agregando-me à vida que penetrou na minha.
E quando experimento a tua rara presença
Envolvo-me num sentimento que nunca experimentei
Sigo por caminhos que jamais pisei
Catapultando a emoção para cada palavra que profiro
Para cada olhar, cada movimento, expressão…
E sinto a proibição dos meus pensamentos
Que creio coincidirem com os teus para nossa perdição…



















