quinta-feira, maio 28, 2009

Acaso

Nos últimos tempos tenho notado que há uma palavra que costuma ser muito incorporada no nosso vocabulário corrente que é a palavra acaso. Muitas vezes há a tendência de atribuir ao acaso factos que ou não conseguimos explicar ou sobre os quais não queremos tecer qualquer consideração adicional.

A pergunta que eu coloco é a seguinte: será que existem mesmo acasos?

Numa primeira análise e recorrendo ao dicionário online a palavra “acaso” apresenta o seguinte significado: ocasião imprevista que produz um facto; o que acontece fortuitamente.

Não quero colocar em causa a viabilidade daquilo que consta no dicionário, todavia, considero que não existem ocasiões imprevistas e muito menos acontecimentos fortuitos.

Crer que a vida é um conjunto de factos aleatórios e imprevistos que surgem sem qualquer significado, é o mesmo que estar na praia em cima de uma prancha de surf sem saber se vão surgir ondas ou não.

Acredito que nada nem ninguém surge na nossa vida sem que haja uma mensagem por detrás desse (aparente) “acaso” ou “coincidência”. Basta fazermos uma retrospecção e analisarmos de uma forma generalista o que é que aprendemos com as situações mais marcantes que vivenciamos ou que ensinamentos ou mensagens, específicas ou gerais, trouxeram as pessoas que cruzaram e continuam a cruzar-se no nosso caminho.

Depois que tomei consciência disto, nunca mais olhei para a vida da mesma forma, nomeadamente, para os acontecimentos ou pessoas que vão sendo, estrategicamente, colocadas no meu caminho. Umas trouxeram uma mensagem importante no momento certo, outras fizeram-me confrontar com características minhas que eu não aceitava e que passei a aceitar harmonizando, assim, os opostos que habitam dentro de mim e de cada um de nós e outras, ainda, fizeram-me perceber que tenho que aceitar cada um tal como é, independentemente do seu nível de consciência ser compatível com o meu ou não.

Eu estou a seguir o meu caminho e sei que muitas das pessoas que agora estão próximas de mim vão seguir por outros caminhos, dando espaço para que outras se aproximem, aliás, acredito que quando alguém se afasta de nós, consciente ou inconscientemente, dá sempre lugar a que mais uma pessoa fantástica e que tem algo relevante a transmitir-nos, com vista à nossa evolução, se aproxime.

Isto tudo para dizer que tudo está muito para além do acaso pois a força do Universo e do seu representante máximo fazem aquilo que têm de fazer no momento certo. Cientes disto, resta-nos estar atentos a cada oportunidade para evoluir e tornarmo-nos seres humanos com cada vez mais qualidades.

quarta-feira, maio 27, 2009

Angels and Demons - The Movie

























Esta é, sem dúvida, uma excelente adaptação cinematográfica do livro de Dan Brown Anjos e Demónios a não perder.

Recomendo!

terça-feira, maio 26, 2009

Análise Grafológica

Comportamento social: Cláudia não liga nem um pouco, mesmo quando é veementemente criticada em sua aparência pessoal.

Cláudia, quando é submetida a críticas com referência ao seu desempenho e capacidade nunca se abalará, procurará, em vez disso, sempre manter seu porte e dignidade, jamais deixando-se abater.
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Implicações profissionais: às vezes Cláudia se mostra vacilante ao empreender alguma coisa, em outros momentos ela fica impaciente e ansiosa, desejando que tudo aconteça rápida e imediatamente.

Às vezes, Cláudia estabelece metas perfeitamente possíveis de serem alcançadas. Em outros momentos, ela anseia por objectivos audaciosos e até irreais. Ela experimenta, então, o sucesso e a decepção, assim, sua confiança em sua própria capacidade na realização de seus propósitos pode oscilar, alternar.

Cláudia é uma pessoa muito entusiástica e frequentemente ela fica bastante animada quando o assunto tratado é o seu trabalho ou sua ocupação.

Cláudia pode se beneficiar de uma avaliação positiva e construtiva de seu desempenho e não reagirá defensivamente, mesmo quando é criticada. Ela continuará observando objectivamente o seu trabalho e mudará quando achar necessário e desde que seja para torná-lo o melhor possível.
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Características da personalidade: Considerando que a força de vontade de Cláudia seja adequada, geralmente ela estará capacitada para fazer o que é preciso ser feito.

Cláudia é bastante paciente e não se frustra quando é forçada a esperar por alguma coisa.
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(Texto em português do Brasil)
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segunda-feira, maio 25, 2009


(Carregue na imagem para aumentar)

Palestra online sobre Técnicas de Libertação Emocional (EFT)

Quando? Quinta-feira, 28 Maio de 2009 das 21:30 às 22:30

Oradores: Carlos Anastácio, Maria Luisa Luzia em Lisboa , Ângela Maria, Luís Fernandes no Porto, (EFT-Pratitioners - Coaches).


domingo, maio 24, 2009

Palestra "Faça um upgrade à sua vida"


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No passado dia 22 de Maio, tive a oportunidade de assistir à palestra intitulada "Faça um upgrade à sua vida" cujo orador foi o autor do livro com o mesmo nome da palestra, Carlos Anastácio.
De facto, nós temos um poder ilimitado que pode e deve ser utilizado.
O universo responde de forma proporcional às vibrações que emitimos, como tal, é fulcral definirmos de forma precisa e inequívoca os objectivos que temos para as diversas áreas da nossa vida.
Tenho a convicção e evidências suficientes que me permitem afirmar com toda a certeza que a Lei da Atracção funciona mesmo, por isso, devemos tomar consciência de que tudo o que pensamos e sentimos, aqui e agora, vai ter uma resposta, por parte do Universo, num futuro próximo.
Além disso, partilho da mesma opinião do Carlos Anastácio quando refere que a crise é um estado de pensamento pois aquilo que vemos no nosso exterior é, pura e simplesmente, o reflexo daquilo que se passa no nosso interior. A realidade é sempre a mesma, o significado que damos à mesma é que vai ilustrar a forma como vemos o mundo.
Gostei imenso de ter feito parte das cerca de 200 pessoas que tiveram o previlégio de assistir a esta interessante palestra. Muito obrigado!


Para mais informações...

quinta-feira, maio 21, 2009

…hoje acordei com o som da chuva e vento a bater, freneticamente, na janela do meu quarto. Soube tão bem estar aconchegada debaixo dos lençóis e relembrar as cinzentas manhãs de Inverno.

Parece que vamos ter queda de neve nos picos mais altos e há uma forte probabilidade de ocorrência de trovoadas mas, independentemente do tempo que se faz sentir lá fora, há um brilho, uma pacificidade e uma alegria que transborda de mim…

terça-feira, maio 19, 2009

Ausente mar de maravilha
Volvi na insânia da fantasia
Jurando aos pés de uma quimera
Que floresce neste dia de primavera.

Tarda mas pouco falha
Porque não me contento com a migalha
Do Amor que em pólvora me incendiou
Na pele fina… tanto que amou…

Banha-se num local de praia
Num embalar cortês de catraia
Adoçante nas dianteiras chuvas de inverno.

Bebo o chá enrolada numa mantinha
Abraço-te numa loucura de miudinha
Num prazer de vida eterno…

Cláudia Nóbrega
18 de Maio de 2009

sexta-feira, maio 15, 2009

Sorte ou azar?!



Desde cedo, fomos habituados a acreditar que tudo na vida é uma questão de sorte ou azar: aqueles que têm sucesso a nível profissional e pessoal têm a sorte do seu lado, os que não o têm, há a tendência de atribuir as culpas ao azar, sem questionar mais a fundo os motivos desse insucesso.

Aquilo que não nos apercebemos é de que as pessoas que, usualmente, têm sucesso, são aquelas que definem objectivos para todas as áreas da sua vida ou, pelo menos, acreditam de modo irrevogável que vão ter sucesso, conservando um espírito positivo perante toda e qualquer situação que se lhes depare.

Eu, pessoalmente, acredito que tudo aquilo que a vida nos dá é a consequência natural daquilo que se passa no nosso interior. No fundo, acredito que a Lei da Atracção é implacável e que só obtemos do Universo aquilo que emitimos.

Se valorizarmos todas as dádivas com que a vida nos presenteia diariamente e soubermos manter uma atitude de gratidão para com a mesma, a tendência natural é de obtermos cada vez mais coisas com as quais nos sintamos gratos.

Se encontrarmos a felicidade e o amor no nosso íntimo e percebermos que a única, sim, a ÚNICA, pessoa responsável pela nossa vida somos nós próprios, perceberemos o quão simples é ter a vida com a qual sempre sonhamos.

A felicidade é o fim último da nossa existência, uma felicidade que não depende de qualquer pessoa ou bem, uma felicidade contínua e inabalável que nos invade desde o nascer ao pôr-do-sol e que nos faz viver, de forma intensa e tranquila, cada momento que é, efectivamente, único e irrepetível.

Bom fim-de-semana a todos e façam por ser felizes!

domingo, maio 10, 2009

sexta-feira, maio 08, 2009

Esquecer mesmo a lembrar


(...)
Ouve-se muitas vezes por aí: “esqueci-me!”. A minha questão é: será que foi esquecimento?


Não, não foi esquecimento, não existe esquecimento quando nos queremos lembrar. Lembrar sem parar e sem quaisquer entraves. Lembrar-se nos momentos mais triviais, quando a lembrança não tem nada a ver com o momento em questão.


Gosto de lembrar-me, lembrar-me sem parar das coisas que me quero lembrar, sabendo que nunca as vou esquecer. Mesmo as coisas que quero esquecer hei-de lembrá-las sempre para relembrar-me dos desafios que enfrentei, percebendo onde estou e para onde caminho. Mas não quero esquecer-me de nada, quero lembrar-me sempre de tudo, para levar comigo cada peça do puzzle, que depois dará um lindo quadro. Um quadro para colocar no meu cantinho mais precioso e olhar para ele todos os dias lembrando-me das minhas lembranças mais queridas.


Posso não estar sempre a dar a lembrar-me porque sei que quem quer lembrar-se de mim há-de lembrar-se sempre e quem não quer também vai, porque não há esquecimento. Esquecimento é pensar que não nos lembramos de algo ou alguém por mais que saibamos que nos lembramos, mas que não demos o enfoque suficiente a essa lembrança quando ela tinha os holofotes todos ligados e jamais passaria despercebida.


Por isso, trago em mim cada palco que pisei, todas as personagens que comigo contracenaram e recordo-me do público que, algumas vezes aplaudia de pé e outras, porém, mantinha-se impávido e sereno, como se nem estivesse a decorrer qualquer espectáculo e, na verdade, não estava, mas toda a gente acreditava que sim, inclusive eu própria.


Hei-de lembrar-me sempre de tudo, convicta e certa de que jamais vou esquecer, nem quero esquecer, quero lembrar-me sempre de cada bocado de mim e de ti…

quinta-feira, abril 30, 2009

A caminho do desconhecido…



Se há uma coisa que eu gosto é de viajar. A sensação de viajar é semelhante àquela que se apodera de nós quando vamos a um restaurante e o funcionário coloca-nos à frente um prato com muito bom aspecto.

Tudo indica que aquela comida estará deliciosa, porque tem aspecto de o ser, mas só no momento em que, efectivamente, colocamos o paladar em acção, é que podemos tirar as devidas ilações.

Algumas vezes a comida está, de facto, deliciosa e deleitamo-nos com cada bocado daquele manjar dos deuses. Outras, porém, o paladar não faz jus ao aspecto espampanante que nos delicia (somente) os olhos.

É assim que eu me sinto quando vou viajar, sinto-me em vias de “provar” algo cujo aspecto é extraordinariamente inebriante. Sinto o mesmo arrepio que me percorreu o corpo quando fiz slide pela primeira vez. Ainda me recordo do cenário: subi até o cimo de uma pequena cascata e deslizei por entre as montanhas, finalizando o percurso num pequeno ribeiro poucos metros abaixo. Foi uma experiência tão interessante que eu acabei por repetir pouco tempo depois.

Existem também aquelas viagens que fazemos sem sair do local onde nos encontramos e, apesar disso, tudo parece tão real na nossa mente que é como se estivemos, de facto, perante aquele cenário por nós idealizado. É como imaginar o Benfica a ser campeão… os festejos efusivos… e depois damo-nos de conta que não estamos lá, que o Benfica não ganhou o campeonato e, apesar de tudo, acreditamos que isso é verdade, porque para nós é verdade e ninguém que diga o contrário porque nós nem queremos saber.

É assim que eu vejo as viagens, como um campeonato que está mais que ganho, mesmo quando estou na última posição da tabela classificativa e sinto-me orgulhosa por isso, apesar de ao sair do estádio ser contemplada com os adeptos a acenar-me com lenços brancos.
Para a próxima época há mais, descansem!

quarta-feira, abril 29, 2009

























De mãos abertas
Escancaradas!
Ecoa a vida mundana
Lascas de um finito intrusivamente infinito
Desinteressante,
Como meras ovelhas tresmalhadas.

Tilinta a consciência emudecida
Cacos de um tesouro desenterrado
Velharias fúteis e exorbitantes
Que realçam o amor ressuscitado.

Vidros estilhaçados varrem o acobardamento
Atulhado numa mala…
(Sei lá! Talvez algum dia…)
Vareja o cano de esgoto acabrunhado
(Não sei! Já disse!)
É afoiteza?!
(O assunto está encerrado!)


Cláudia Nóbrega
12 de Abril de 2009

terça-feira, abril 28, 2009

Evolução


…eis uma das maravilhas de viver numa ilha com um clima subtropical: o dia começou com uma chuvada, digna daqueles dias, tipicamente, invernais e agora está um sol maravilhoso que faz esquecer a roupa molhada pela chuva da manhã.

Esta alternância de estado climático ou climatérico reporta-nos para uma interpretação bem mais profunda do fenómeno se o transpusermos para a nossa vida.

Se recuarmos no tempo e fizermos uma sucinta pesquisa histórica apercebemo-nos de que muitas foram as alterações que caracterizaram a história da humanidade. Umas alterações foram bastante imponentes outras, porém, foram bem mais subtis, mas surtiram efeitos, igualmente, proeminentes.
Esta é uma leitura, claramente, macro da situação, por isso, vamos fazer uma análise mais micro, recorrendo a um lupa (ou talvez baste um espelho).

E nós que mudanças temos feito na nossa vida?

Temos evoluído enquanto pessoas ou estamos estagnados ou quiçá em regressão?

A mudança ou evolução não parte dos outros, mas sim de cada uma de nós em função do todo, de modo a elevarmos, continuamente, o nível de consciência da humanidade.

Visão utópica?

Talvez… mas a utopia ainda tem uma conotação um pouco ingrata, remetendo-nos para a intangibilidade dos nossos objectivos, quando a sua tangibilidade só depende de nós.

Ora, na minha modesta interpretação a utopia é um patamar que conseguimos atingir, se para isso, tomarmos por companhia a certeza de que nada é certo e de que podemos sempre evoluir pessoal e espiritualmente, numa evolução sem porto de chegada.

Aliás, mesmo que houvesse um porto de chegada eu não queria lá chegar pois o caminho, por si só, é verdadeiramente fascinante e espectacular…

sábado, abril 25, 2009

Elogios masculinos...


Alguém consegue explicar o motivo pelo qual sempre que algum indivíduo do sexo masculino faz um elogio a um do sexo feminino ninguém o leva a sério e torcem o nariz esboçando um sorriso maroto?

“Pois… sei!” – dizem com um ar de sexta-feira quando já a noite vai longa e os níveis de alcoolemia já permitem conduzir um carro em linha curva.

Então que sabedoria suprema é essa ou que fórmula super secreta se esconde por detrás da raiz quadrada do raciocínio sobre o qual me debruço?

Não quero originar um “Prós e Contras” nem descobrir o sexo dos anjos porque toda a gente sabe que a RTP já deu o que tinha a dar e que os anjos têm mais que façam sem ser debruçar-se sobre temas pseudo-intelectuais que só ficam bem quando se lhes junta uns indivíduos com um ar intelectual que se auto-designam de “especialistas”, quando a sua única especialidade é a trivialidade de não saberem nada sobre coisa alguma.

Ora, eu como pseudo-entendida no assunto afirmo convictamente que não percebo nada de cálculo matemático, quando se lhe adiciona a probabilidade de obter um elogio sem qualquer auto-proveito. Tenho de averiguar se uso os arranjos ou combinações para chegar a um resultado exacto que possa exibir na tentativa de que ninguém o questione.

Até digo mais, tenho sérias dúvidas de que este processo desencadeie um reflexo condicionado que depois se acciona cada vez que se fizer soar a campainha do discurso, impecavelmente articulado, numa teia de aranhas que numa só vassourada se desfaz.

Mas de momento o canil está encerrado para obras e os processos pavlovianos já estão, ligeiramente, ultrapassados. Insisto no raciocínio lógico-matemática e asseguro que depois do cálculo efectuado não haverá qualquer margem para a mais ignóbil incerteza.

sexta-feira, abril 24, 2009

Simplesmente escrever…

Existem dias em que cresce em nós a vontade de escrever qualquer coisa sem sabermos bem o que escrever. Escrever só porque apetece escrever, escrever sobre qualquer coisa, pessoa ou situação.

Depois, quando parece que não temos nada para escrever, escrevemos sobre tudo e sobre nada, sobre o infinito e o finito, sobre a dia e a noite, como se isso fosse, realmente, importante e merecesse ficar registado, mas merece de tal forma que acaba por ficar imortalizado.

Então hoje escrevo sem saber o que escrever quando tenho tanto para dizer e nem sei por onde iniciar. Escrevo porque gosto das palavras, da sua conjugação, das frases que consigo construir sem grande esforço e porque posso reler o texto e achar que nada disto faz sentido, mas faz, eu é que não consigo conferir um sentido a algo que transcende até o mais ínfimo ou grandioso sentido.

As palavras equiparam-se ao toque de um telemóvel, alto e ritmado, num momento em que nós não queríamos ser interrompidos, de forma alguma. E quando o telemóvel toca, tudo se desmorona, sem se ter dado a construção.

Existem momentos em que proferir qualquer palavra torna-se desnecessário porque existem coisas inexprimíveis… são coisas que nem sei bem o que são. Serão sentimentos? Emoções? Não sei… mas sinto que transcende todas estas inutilidades.

Queria dizer mais do que aquilo que digo, mas não sei o quê. Escrevi tanto, palavras atrás de palavras, preenchendo folhas, umas atrás das outras, e sinto que não disse nada, absolutamente nada. Será porque o dicionário ainda é muito restrito e aquilo que quero dizer ainda não é um vocábulo com um significado perceptível?

Eu sei que não preciso escrever mais porque tenho a estranha certeza de que te identificas com cada palavra que aqui coloquei, numa tentativa de embelezar este texto. Sei que me ajudarás a encontrar novos vocábulos que expliquem ao mundo aquilo que sentimos sem precisar proferir qualquer palavra…

quarta-feira, abril 08, 2009

(Sem Título)

Forma de saudação: “Hello darling”.

Facto: Não constava nenhum “lol” ou “hehe” à frente.

Suposição: o assunto parece sério.

Constatação (em jeito de dúvida): afinal o assunto não era sério (ou era?!).

Despedida: inexistente. Parece uma espécie de filme de terror que acaba com uma frase do género: “e viveram felizes para sempre!”.

Hãn?!

É assim que nós nos sentimos, com um grande ponto de interrogação na mente.

Sim, “nós”, já que esta é uma pertinente dúvida existencial partilhada.

É hora de vestir-se a rigor:

Gabardine – Confirmado!
Óculos escuros – Confirmado!
Lupa – Confirmado!

LIGHTS, CAMERA, ACTION!

terça-feira, abril 07, 2009

Diálogos paralelos na diagonal horizontalmente falando

Num destes dias tudo indicava para que aquele fosse um dia normal. Evidentemente que o conceito de normalidade é altamente subjectivo e, portanto, discutível.

Todavia ao dirigir-me para o meu local de trabalho cruzei-me com uma daquelas criaturas que ao adicionar-se à minha pessoa o resultado é sempre muito… como direi?! Explosivo é o termo!

Ora, no meio do nosso sempre interessante diálogo, a criatura proferiu as seguintes palavras: “tu és um produto da minha imaginação”.

Aquilo que posso acrescentar a estes estupendos e inigualáveis vocábulos é tão-somente que uma imaginação que conceba uma criatura como eu está muito para além da categoria de “fértil”…

segunda-feira, abril 06, 2009

terça-feira, março 31, 2009

Eu


Hoje apetece-me simplesmente escrever… escrever para imortalizar estes sentimentos que me invadem.


Sei que nenhuma palavra que eu possa deixar aqui vai fazer jus ao que realmente sinto mas deixem-me escrever, simplesmente, escrever…


É uma sensação de leveza que se apoderou do meu peito, sinto-me como um pássaro a voar no mundo das emoções positivas, numa pacificidade tão terna e reconfortante. E quando tento concentrar-me em todas estas sensações para deleitar-me com cada uma delas, sinto um arrepio que percorre todo o meu corpo sem piedade.


Muitos perguntarão: que se passa? Qual foi o grande acontecimento que a deixou assim?


Mas eu respondo…


Não se passou nada de concreto!


Admirados?


Simplesmente estou a desenvolver em mim as emoções que quero sentir… e mereço tanto senti-me assim…


Na passada semana fui posta à prova… sim, surgiu um grande desafio na minha vida. Poderia encerrar-me na caverna do pensamento e não mais de lá sair, poderia gritar a todo o mundo como se o mundo tivesse desabado sobre mim… mas não o fiz!


Encarei a situação como ela merecia ser encarada: como um desafio para evoluir. Tudo foi tão mais simples… oh se foi… e agora, no momento em que escrevo, sinto que se formou uma barreira à minha volta que só deixa entrar as boas energias.


Agora não existem quaisquer bloqueios à minha evolução pois os “fantasmas” do passado que me assombravam desapareceram sem deixar qualquer rasto.


Agora sinto-me pronta para ir até o fim do mundo, se preciso for, pois tenho ao meu lado a pessoa que eu mais amo e admiro neste mundo…



…EU!

quarta-feira, março 25, 2009

Apenas uma fase...

Eu, aqui neste quarto tão luminoso e sereno, diante mim me confesso.

Sim, acreditei em algo que não eram mais que vãs expectativas.

Acreditei ter o mundo diante mim quando estava à beira do abismo.

Despendi tempo e energia numa criação aberrante e deveras alucinante.

Não foste tu, fui eu… sim, fui eu! Confesso!

Li palavras que me emocionaram… sim, porque foram sentimentos (ou deverei dizer ilusões) que também já foram minhas.

Foi compaixão aquilo que senti… verdadeira compaixão.

Sabes, percebi que a vida passa sem que ela se aperceba do espectáculo grandioso que está a perder. Ela tem bilhete para a sessão, mas acredita que o espectáculo és tu… mas não és!

Talvez seja a Lei da atracção, nada mais…

Sinto-me magoada, admito! Magoada com aquilo que sempre soube mas nunca quis saber…

É apenas uma fase, uma breve e fugaz fase porque eu já estou a assistir ao espectáculo grandioso que é a vida… pois é, não desperdicei o bilhete!

Talvez não saibas mas a felicidade tomou-me por companhia e sinto-me como uma criança quando recebe um brinquedo novo…

Quero que saibas sem quaisquer exageros ou ironias que, independentemente daquilo que ocorrer no futuro, valeu a pena ter vindo ao mundo só para ter vivido uma história assim.

terça-feira, março 24, 2009

Reconheço as apoquentações que te acometem
As sensações irrealistas e arrebatadas,
Irreflectidas e imponderadas
Que as quimeras arredam e, insensivelmente, esquecem…

Podes penetrar no mar e não mais retornar.
Podes divagar e não mais acordar.
Podes avistar a felicidade a levitar delirante.
Podes preferir ser um audacioso e insigne viajante.

Mas paraste… desististe… cedeste!
Preferiste as trevas imundas de um deplorável ser
Elegeste a tormenta, a mágoa, a assolação…
Compreendo! Outrora já me acobardei a essa sensação!

Cláudia Nóbrega
24 de Março de 2009

Why?




...
...
I know someday you'll have a beautiful life, I know you'll be a star
In somebody else's sky, but why?
Why?
Why?
Can't it be...
Can't it be mine...

Pearl Jam - Black

terça-feira, março 17, 2009

Concretização de um sonho...



Hoje apetece-me, pura e simplesmente, gritar aos sete ventos o quão feliz eu estou.

O "Apenas uma fase - Divagações" está para breve... para muito breve! :)



sexta-feira, março 13, 2009

As fotografias

As fotografias são elementos importantes na nossa vida pois, na maioria dos casos, refrescam-nos a memória em relação a determinados episódios passados.

Mas com o aparecimento das novas tecnologias, a fotografia já não é o que era pois existem inúmeros programas de manipulação de imagem que podem converter uma imagem real a uma vertente surreal.

É pois sobre a manipulação de imagem que eu vou falar.

Pois é, estimados leitores, num destes dias um grupo de criaturas decidiu fazer uma saída nocturna. Acabamos por juntar um grupo que imperava não só pela quantidade, mas também pela qualidade.

Então, a determinada altura quisemos fazer uma sessão fotográfica que imortalizasse o momento. Eram só sorrisos, flashes e poses interessantes. Até que um rapazito quis tirar uma foto de duas criaturas que, coincidência das coincidências, tinham o mesmo nome (eu não vos disse que isto é uma espécie de maldição).

Nada mais natural: com duas modelos de alto gabarito à sua frente, é compreensível que ele quisesse ficar com o registo dessas duas belezas estonteantes para venerar nas noites de insónia.
Mas a história não fica por aqui. Alguns dias depois esse rapazito decide enviar uma prenda a cada uma de nós.

Podia ser um cheque oferta da FNAC…
Um ursinho de peluche com um coração a dizer “I Love you”
Um perfume da Hugo Boss
Um Ferrari
Uma viagem às Ilhas Maldivas

Mas não…

Ele enviou-nos, nada mais, nada menos, do que essa foto que ele nos havia tirado mas com uns adereços diferentes daqueles que usávamos no momento em que pousamos para a dita fotografia.

Estimamos o gesto e ainda nos divertimos um pouco à custa disso. Mas o divertimento maior ainda estava para vir…

Daí a uns dias tivemos de entregar uns documentos a um docente nosso. Um facto banalíssimo que não apresentava, à partida, qualquer elemento digno de registo (pensávamos nós).

Isto era o mais lógico, mas não faria sentido eu estar a relembrar esse momento se tudo ocorresse conforme previsto. Então não é que certa criatura tinha a famosa fotografia entre os documentos que foram entregues ao docente.

Acho que foi a partir dessa altura que quando ele nos encontrava ou na sala de aula ou fora dela, não sorria para nós: ria de nós!

Escusado será dizer que ele não devolveu a foto… aquilo ainda um dia vai valer milhões: oh se vai!

Eu posso dizer que fiquei com a fotografia que me foi oferecida, para mais tarde recordar… só não a coloco aqui porque uma preciosidade daquelas é digna de estar num museu e não num blog. Mas se houverem muitos pedidos por parte dos leitores deste blog, irei, certamente, ponderar a questão…

terça-feira, março 10, 2009





Agora sei… oh, se sei… é tão fantástico!
Agora tudo é díspar, excitante, mágico…
Tudo é totalidade de um nada inexistente,
Tudo é energia que jamais fica ausente.

Agora sinto… oh, se sinto… é aprazimento!
Agora tudo é amor, paixão, alento…
Tudo é um sorriso que arde de emoção,
Tudo é paz que confere uma doce agitação.

E foi agora…sim, agora…
Num espaço de tempo que não tem hora
Que te vi e em ti me entrelacei…

E é já amanhã…sim, amanhã…
Numa cobertura de chocolate e avelã
Que vamos deliciar-nos com um sentimento que nunca experimentei…

Cláudia Nóbrega
9 de Março de 2009

domingo, março 01, 2009

Cola Tudo

Temos que valorizar não só aquilo que é nacional, mas também o que é regional.

Há uns largos meses havia um programa de humor que constava na grelha da programação da RTP-Madeira intitulado: Cola Tudo.

Na minha modesta opinião este programa encontrava-se ao nível de programas nacionais de humor tais como “Os Contemporâneos” ou “O Gato Fedorento”.

Mas não há nada como ver um dos sketches do programa para aguçar a curiosidade:

Contemporâneos no seu melhor!



quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Sentido de orientação divino...

O sentido de orientação é algo fantástico, para quem o tem.

Ora, eu assumo que esse não é propriamente um aspecto que eu tenha em excesso.

Isto não é particularmente grave se eu não me juntar com outras criaturas que sofrem do mesmo mal.

Já tive grandes aventuras de desorientação, nomeadamente, na capital, ou seja, Lisbon City e desta última vez que lá estive não foi excepção.

O título deste episódio é: quatro criaturas madeirenses dentro de um veículo ligeiro de passageiros em Lisboa.

Não sei porquê, mas tive imensas sensações de déjà vu … acho que demos uma série de voltas a Lisboa e passamos várias vezes pelo local onde era suposto ficarmos, mas como nos somos pessoas da vida airada, achamos mais interessante andar às 500 da manhã a dar voltas por Lisboa. Experimentem, não vão querer outra coisa, eu fiquei viciada naquilo.

Mas os casos de desorientação não se resumem ao território nacional. A certa altura, em terras africanas, duas criaturas desorientadas decidiram (vai-se lá saber porquê) pedir ajuda a um polícia para localizar um supermercado.

Big mistake!

Ora, eu não sou uma pessoa muito orientada, mesmo quando as explicações são dadas na minha língua materna, mas imaginem só o resultado quando são dadas num “dialecto” que mistura o idioma árabe, com o francês, o inglês e, quiçá, o chinês e japonês.

Pois é! Acho que deixei transparecer o meu ar de quem não percebeu absolutamente nada, antes de dar-me um ataque de riso.

Valeu pelo esforço!

Mas o mais curioso e irónico é que nós, criaturas desorientadas, ainda encontramos quem fosse mais desorientado que nós por lá.

Então não é que uma criatura veio pedir-nos ajuda para situar um banco?! Obviamente que só percebemos aquilo que o rapazito procurava, quando ele parou de falar em árabe pois percebeu pelas nossas expressões faciais que nós estávamos mais desorientadas que ele.

Lá lhe explicamos, delicadamente, que éramos umas meras turistas naquela cidade com um ritmo quase infernal (sim, a comparação também se deve às elevadas temperaturas) e que não éramos as pessoas mais indicadas para o ajudar.

Teríamos nós ar de criaturas árabes? Foi a questão que se colocou logo a seguir. Se fossemos, éramos umas árabes bem ousadas, tendo em conta os nossos trajes reduzidos.

Enfim, isto de ter um sentido de orientação divino é assim.

terça-feira, fevereiro 24, 2009

A Novela Mexicana (Parte II)

Eu sempre achei que quando duas criaturas que têm o mesmo nome se juntam o resultado nunca é o melhor.

Até já haviam evidências passadas que indiciavam para esse facto mas se argumentos me faltavam, agora até tenho fartura.

Parece que aquilo que acontece está sempre, directa ou indirectamente, ligado ao ramo automóvel. Será um sinal? Talvez...

Na primeira evidência, duas criaturas na sua paz de espírito fizeram com que o trânsito parasse (literalmente) e ainda puseram duas outras criaturas do sexo masculino a discutir (se calhar tinham o mesmo nome esses dois).

E que fizemos nós?

Fomos as heroínas da situação?

Claro que não!

Obviamente que “fugimos”, ou melhor, continuamos com a nossa fantástica vida.

Estavam à espera do quê? Algum dia parar o trânsito é mau? Claro que não! Só quisemos desacelerar um pouco o ritmo frenético da vida das pessoas. Deviam agradecer-nos encarecidamente, isso sim!

Sem dúvida que esse é um episódio para contar aos nossos netos e que ficou registado algures aqui neste blog (16 de Abril de 2007), mas recentemente ocorreu outro:

Estava eu algures próximo do meu local de trabalho à espera de uma criatura que disse que passava por lá para irmos juntas para a aula de Yoga.

Ao aproximar-se essa criatura e respectiva viatura, aparentemente, parecia tudo normal, não fosse o facto do carro estar na diagonal quando deveria estar na horizontal.

Além disso já ouvi traineiras fazerem menos barulhos do que o meio de transporte da criatura.

As explicações podiam ser variadas como por exemplo que ela não vinha de carro, mas sim montada numa vassoura. Como estamos na altura do carnaval, ela podia ter optado por ter revelado a sua verdadeira identidade nesta altura tão sublime.
Mas não!

Na verdade a criatura ao contornar uma rotunda vinha perdida nos seus pensamentos e a pensar sabe lá Deus em quê (não precisas dizer-nos).

O resultado foi um pneu furado e menos uma peça no carro, que por acaso foi o prato de um dos pneus (ou lá como lhe chamam).

A primeira parte da nossa aula de Yoga foi passada numa oficina… foi nessa altura que descobri a minha vocação para a mecânica automóvel (mas isso fica para outro post).

Mais tarde a missão foi recuperar o prato do pneu e lá fomos nós para a rotunda. Confesso que aquela foi uma das experiências mais enriquecedoras da minha vida.

Sair do carro, resgatar o pobre pratinho e regressar ao veículo onde alguém já estava com falta de ar, tal era o ataque de riso… bem... é indescritível.
Conclusão: quando pensarem fazer-se acompanhar de alguém com o mesmo nome que Vós pensem muito bem em que se estão a meter!
(To be continued...)

sábado, fevereiro 14, 2009

Poema do dia dos namorados - JFM


Vencedores
1º ClassificadoCláudia Filipa Nóbrega – “Se tu soubesses…”
.
Troféu + Certificado + Duas viagens ao Porto Santo – Oferta da “Porto Santo Line”
.
2.º ClassificadoAna Luísa Saraiva da Silva Ascenso – “Na sombra das aves”
.
Troféu + Certificado + Jantar para duas pessoas – Oferta do restaurante “O Piquinho”
.
3.º ClassificadoTânia Marisa Perestrelo Nunes – “Sem se ver…”
.
Troféu + Certificado + Um ramo de flores – Oferta da “Florista Não-Me-Deixes”

domingo, fevereiro 08, 2009

Nova Paixão...















Equilíbrio:

  • Mente
  • Corpo
  • Espírito

quarta-feira, janeiro 28, 2009

sexta-feira, janeiro 09, 2009

















Oh vida, minha aliada e companheira
Meu astro guia, minha harmonia
Por ti sou demente talvez aventureira
Sou energia vibrante que abrilhanta todo um dia.

Sou incapaz de descrever ou expressar
De transmitir ou simplesmente contar
A plenitude que de minh’alma transborda
Numa sensação que nem a adversidade acorda.

Acreditei tanto… numa crença ora serena ora exaltada
Tantas vezes calma, outras porém, desassossegada
Mas é chegada a ocasião de agradecer incansavelmente…

Já vejo o cenário vibrante pintado com mil cores
Já sinto a emoção de tragar a paixão com mil sabores
E sei… sinto… que esse dia será rememorado eternamente…

Cláudia Nóbrega
29 de Dezembro de 2008

sexta-feira, dezembro 26, 2008

Sonhos...


Ouvi algures que o único risco que corremos quando definimos objectivos é o de os virmos a concretizar. Palavras sábias que ilustram de modo simplista que nada, e repito, NADA é impossível.

Que mais podia eu querer do que realizar um sonho e recebe-lo como prenda de natal?! E atenção que não é um sonho qualquer, é um daqueles grandes sonhos que são uma porta de entrada para tantos outros sonhos...

Não existem coincidências, tudo o que acontece tem uma explicação, muitas vezes bem mais profunda do que aquela que conseguimos dar na altura...

Adivinha-se um excelente ano de 2009, isso posso adiantar com toda a certeza!!! :)

Quem és tu




Quem és tu que assim vens pela noite adiante,
Pisando o luar branco dos caminhos,
Sob o rumor das folhas inspiradas?

A perfeição nasce do eco dos teus passos,
E a tua presença acorda a plenitude
A que as coisas tinham sido destinadas.

A história da noite é o gesto dos teus braços,
O ardor do vento a tua juventude,
E o teu andar é a beleza das estradas.


Sophia de Mello Breyner Andresen

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Talvez os dias sejam luminosos e cintilantes
Mesmo na ausência que rememora a existência
Talvez sejam apenas reflexões e mágoas desgastantes
Que confirmam acerrimamente a minha independência!

Talvez?! Sei lá… censuro as interrogações!
Soluções vagas em ironias desacertadas
Admito somente ao pensamento as afirmações
Cânticos, trovas… sinfonias dilaceradas…

Límpido vaivém de sensações desfolhado
Soubera eu da existência de tal fulgor
E prontamente tê-lo-ia em mim enclausurado
Para deleitar-me com cada fragmento do seu sabor.

É esta melodia enigmática e inspiradora…
Bocados de uma visão reencarnada
Sim… e esta serenidade estimulante e libertadora
Que me faz levitar até ti e me deixa aprisionada.

Cláudia Nóbrega
24 de Novembro de 2008

quinta-feira, novembro 06, 2008

Início de mais uma fase...

Adoro...

Esta sensação de desafio.
Envolver-me em projectos aliciantes.
Ser autónoma pessoal e profissionalmente.
Ter a agenda ocupada com uma série de actividades que me fascinam, particularmente.
Sentir esta agitação estimulante.
Saber que nada nem ninguém vai mudar este bem-estar que sinto.
Pensar em ti e vasculhar as memórias que construímos juntos.

Simplesmente, ADORO!!!

sexta-feira, outubro 31, 2008

A Profecia Celestina de James Redfield

«Um livro que surge uma vez na vida para mudar a vida para sempre»

O livro A Profecia Celestina surgiu na minha vida fruto de uma série de «coincidências» às quais eu tenho prestado especial atenção pois tenho a certeza de que nada na vida acontece por acaso.

Tive conhecimento deste livro através do blog do Cool Vibes, mais precisamente, no programa de áudio sobre a Evolução Pessoal.

Depois disso houve um dia em que ia a passar perto de uma livraria e achei que deveria entrar. Foi o que fiz, entrei e estive a verificar os livros que se encontravam em destaque. Um dos que me prendeu a atenção foi, nem mais nem menos, do que o livro “A Profecia Celestina”.

Este era um sinal claríssimo de que eu deveria comprá-lo, mas ignorei-o e não o fiz. Mas os sinais foram ficando cada vez mais fortes, pois o livro invadia, frequentemente, os meus pensamentos e acabei por adquiri-lo.

Agora que o li percebo o motivo pelo qual tinha de lê-lo pois sei que a partir de agora nunca mais vou olhar para a vida do mesmo modo. Aliás, até acho que toda a gente deveria lê-lo e mais, se estás a ler este texto, não é por acaso, só tens mesmo de seguir aquilo que a tua intuição diz.

O livro fala sobre um Manuscrito que contém uma série de revelações, revelações essas que constituem a base para a felicidade.

Seguidamente vou fazer um breve resumo de todas elas:

Primeira Revelação - Tomada de consciência das «coincidências».

Segunda Revelação - Inserir a nossa consciência habitual no contexto mais amplo da perspectiva histórica.

Terceira Revelação - Percepção de um tipo de energia que antes era invisível e que está presente em todas as coisas.

Quarta Revelação - Luta dos seres vivos pela energia.

Quinta Revelação - O universo tem tudo aquilo de que precisamos se nos soubermos abrir a ele. Experiências místicas.

Sexta Revelação - Processo da tomada de consciência da nossa maneira individual de controlar aprendida na infância (Cenas de Controlo), para descobrir o nosso «eu» mais amplo, a nossa identidade evolutiva.

Sétima Revelação - Processo de evoluir conscientemente, de permanecer atento a todas as coincidências, a todas as respostas que o universo nos dá.

Oitava Revelação - Como ajudar os outros quando nos trazem as respostas de que andamos à procura. Fala de uma ética interpessoal.

Nona Revelação - Explicação de como a cultura humana vai evoluir e modificar-se no próximo milénio, graças a uma evolução consciente.

Para além destas revelações, que são muito mais amplas e profundas do que o resumo que apresentei, o que o livro pretende é deixar-nos atentos à realidade que nos circunda, de uma forma consciente.

As coincidências surgem com muita frequência na nossa vida como resposta às nossas questões existenciais do momento. Como tal, estas visam orientar-nos de modo a seguirmos um caminho que nos permita evoluir e atingir estados de consciência continuamente mais elevados.

Mas como é que identificamos essas coincidências?

Como sabemos qual é o nosso caminho?

As coincidências surgem de diversas formas na nossa vida, podem ser através de mensagens trazidas por pessoas que se cruzam no nosso caminho, através de intuições, pensamentos e, até mesmo, de sonhos.

Tudo o que surge na nossa vida está muito para além do acaso, só temos de permitir e estar receptivos a essas coincidências, lembra-te que nada, mesmo nada, acontece por acaso.

Às vezes basta uma frase dita por alguém, uma intuição, um sonho, um pensamento, uma música, até mesmo um livro que penetra em nós com uma tal intensidade que o rumo da nossa vida ou muda e esse elemento serve de marco de viragem ou temos a confirmação de que vamos no caminho certo.

Já alguma vez pensaste porque é que tomaste determinadas decisões na tua vida num determinado momento? Muitas vezes foi alguém que surgiu na tua vida e disse ou fez qualquer coisa que achaste que deverias seguir ou porque a intuíste ou até mesmo porque ia ao encontro dos teus sonhos.

Quanto ao caminho a seguir, o que deves fazer é uma espécie de anamnese, olhar para trás, concretamente para a família em que nasceste e tentares responder a duas questões:

Porque é que eu nasci nesta família concreta?

Qual é o objectivo de eu ter nascido nela?

Estas questões podem ser respondidas se olharmos para os nossos pais e pensarmos naquilo que mudaríamos nos mesmos. Um dos passos para fazermos isso é identificarmos a sua Cena de Controlo dominante dos mesmos e, consequentemente, a nossa. Uma das partes do nosso caminho é, efectivamente, levar a evolução a níveis mais elevados, partindo dos elementos que mudaríamos na vida dos nossos pais.

Como já vimos nas revelações tudo é feito de energia, energia essa que está na base dos conflitos dos seres humanos. A ideia é “sugar” a energia dos outros, enfraquecendo-os e, consequentemente, aumentando a nossa. Para isso fomos habituados, desde a infância, a adoptar comportamentos (cenas) para “roubar” a energia aos outros.

É verdade que nós precisamos dessas trocas de energia, mas achar que só a obteremos através dos outros é uma visão um pouco limitada da realidade. O universo constitui uma fonte ilimitada de energia, basta olharmos para as plantas, as montanhas, os lagos e tudo aquilo que a natureza nos oferece para vermos a cadeia de energia que se estabelece entre estes elementos.

A ideia é irmos buscar energia à natureza e não nos tornarmos co-dependentes da energia dos outros. Mas é essa co-dependência de energia que está na base do insucesso de muitos relacionamentos porque inicialmente ambos dão voluntariamente energia um ao outro provocando uma sensação de euforia designado, comummente, de paixão. Mas depois ambos ficam muito dependentes da energia do outro e quando não a recebem tentam manipular o outro desencadeando as cenas de controlo que já referenciei anteriormente.

Como tal devemos ter muito cuidado pois quando começamos a evoluir recebemos, automaticamente, energia do sexo oposto. Mas este momento é perigoso pois podemos desligar-nos da verdadeira fonte de energia e verifica-se um retrocesso.

Para fazer uma pessoa completa não são necessárias duas, como se cada uma fosse um C e formassem um O. Porque se as duas julgam formar uma pessoa completa vão querer mandar uma na outra como se fosse ela própria, ou seja, no O. Na verdade, cada uma deve completar o círculo sozinho, ou seja, o seu O, no sentido de estabilizar o canal que nos liga ao universo, para quando se ligar romanticamente a alguém criar uma superpessoa. Mas essa ligação jamais irá desviar cada uma das pessoas envolvidas da sua própria evolução individual.

Para além disso há algo que devemos tornar consciente: todas as pessoas que passam na nossa vida têm uma mensagem para nós. O que acontece é que muitas vezes estamos estão absorvidos nas nossas cenas de controlo que acabamos por não recepcionar a mensagem.

Mas essas mensagens são muito importantes pois, como já disse, dão-nos resposta às questões existenciais e inquietações que temos no momento. O mesmo é válido para a intuição, os pensamentos e os sonhos, nenhum deles surge por acaso. Aquilo que devemos questionar é: porque é que eu tive este pensamento / intuição / sonho agora? O que é que isto quer dizer?

Um outro aspecto interessante é aquela sensação de familiaridade que às vezes temos, ou seja, quando olhamos para alguém e temos a sensação de a conhecer, mesmo quando sabemos que nunca a vimos.

A explicação é que todos nós temos a capacidade de identificar as pessoas que pertencem ao mesmo grupo que nós, ou seja, o grupo de pessoas que pensam do mesmo modo. Como as pessoas que pensam do mesmo modo evoluem na mesma direcção, no que diz respeito aos interesses, estas produzem as mesmas expressões e uma experiência exterior idêntica. Assim, isto faz com que as pessoas pertencentes ao mesmo grupo se identifiquem umas às outras, intuitivamente.

Este é, sem qualquer réstia de dúvida, um livro com uma mensagem extremamente interessante. Se a tua intuição diz-te para o leres, não a ignores e lembra-te:

Quando alguém se cruza no nosso caminho, traz sempre uma mensagem para nós. Encontros fortuitos são coisa que não existe. Mas o modo como respondemos a esses encontros determina se estamos à altura de recebermos a mensagem.

domingo, outubro 12, 2008

Se tu soubesses…

Se ao menos as fronteiras se quebrassem
Se as muralhas que nos separam se desmoronassem
E o oceano fosse menos profundo e temível
A saudade tornar-se-ia instantaneamente invisível.

Se ao menos a memória se conseguisse dominar
Se o passado fosse lixo de que nos quiséssemos livrar
E aquele caloroso beijo fizesse parte da imaginação
A vida ganharia uma outra pigmentação.

Se ao menos esta energia que nos une desaparecesse
Se o sentimento não fosse correspondente e se se escondesse
E pudéssemos empurrar os pensamentos para outra margem
A vida seria uma serena e desinteressante viagem!

Se tu soubesses… Ah, se tu soubesses…
Se viesses agora ver-me e em mim estivesses
Ascenderias até onde jamais alguém te levou
E saberias que foi a vida que por nós se encantou…

Se soubesses… Oh! Eu sei que sabes…
És tu impregnado em mim e eu em ti… Sentes?
Vês-nos evoluir na mesma direcção?
Já falta pouco, amor… mas por ora deixa-me deleitar com esta sensação!

Cláudia Nóbrega
28 de Setembro de 2008

quarta-feira, agosto 27, 2008

Cool Vibes






(Carregue na imagem para aceder ao blog)


Estudaste durante quantos anos? 9? 12? 13? 15? 20?...

Em qualquer uma das opções garanto-te que vais encontrar informações neste blog bem mais importantes ou, pelo menos, bem distintas daquelas que tens vindo a obter nas instituições escolares das quais tens feito parte.

O Cool Vibes é bem mais que um blog, é uma verdadeira escola para a vida...

sábado, agosto 16, 2008

ilā l-liqā'


Não corra atrás das borboletas; plante uma flor em seu jardim e todas as borboletas virão até ela. (D. Elhers)